Arquivos da categoria: Imagens de Satélite & Radar

Governo do Estado lança Mapeamento da Cobertura Vegetal da Bahia

Governo da Bahia lança o Mapeamento da Cobertura Vegetal do Estado, executado por Consórcio de empresas de Geotecnologias, sob a liderança da GEOAMBIENTE.

Acompanhe o release abaixo publicado na MundoGeo.

Estado da Bahia possui três biomas terrestres, com seus diversos tipos de vegetação nativa: o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica

Durante o evento de assinaturas de decretos e lançamentos de projetos que aconteceu no último dia 5 de junho, visando o fortalecimento da gestão ambiental no estado, o governador Rui Costa lançou a portaria conjunta entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), instituindo o Mapeamento da Cobertura Vegetal da Bahia.

A atividade permeia um sistema automatizado de gestão florestal, que acompanhará as atividades de desmatamento e de reflorestamento nos três biomas baianos, sendo instrumento de gestão florestal nos termos da Lei no 10.431, de 2006, e do Decreto Estadual no 15.180, de 2014.

O estado da Bahia, nos seus quase 600 mil quilômetros quadrados de extensão territorial, possui três biomas terrestres, com seus diversos tipos de vegetação nativa: o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.

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Segundo a diretora-geral do Inema, Márcia Telles, auxilia o importante e fundamental monitoramento da vegetação nativa. “É necessário acompanhar o processo de uso e ocupação do solo, que resulta em variados tipos de alterações no território e, consequentemente, nos ambientes naturais. Entretanto, os mapeamentos da cobertura vegetal anteriores de nosso estado ou estão em escalas incompatíveis com as atuais necessidades de aplicação da política ambiental ou encontram-se defasados”, afirmou a diretora.

Algumas ações que serão diretamente aprimoradas com o novo mapeamento, por meio da qualificação e consequente celeridade das análises, são as atividades de licenciamento, fiscalização, monitoramento, gestão de unidades de conservação, da biodiversidade e dos recursos hídricos, além servir de insumo para projeção de cenários de expansão de setores econômicos.

Para a realização dos trabalhos foram contratados dois consórcios de empresas especialistas na área: o Consórcio Geobahia – liderado pela GEOAMBIENTE, que executou o mapeamento da vegetação nativa em todo o estado; e o Consórcio Geo Senografia-Viasat, que apoiou a validação dos produtos do mapeamento.

Os produtos estarão disponíveis para a consulta pública por meio do sistema SIGweb Geobahia.

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GEOAMBIENTE fornecerá imagens de radar para o monitoramento da Amazônia

Com o intuito de estabelecer um monitoramento mensal das atividades de desmatamento no período de maior cobertura de nuvens utilizando imagens orbitais na Amazônia Legal, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia – CENSIPAM conduziu, através do Portal de Compras do Governo Federal, um processo licitatório para o fornecimento de imagens de satélite de Radar de Abertura Sintética (SAR), para um total de 6.287.000 (seis milhões, duzentos e oitenta e sete mil) Km².

A GEOAMBIENTE venceu esta licitação, e vai fornecer, em parceria com a Telespazio/eGeos, imagens de programação a serem coletadas em 2016 pela Constelação Cosmo-SkyMed, Banda X.

Esta iniciativa vai propiciar maior eficiência na observação dos desmatamentos, com a coleta sistemática de dados em curto espaço de tempo, maior cobertura de extensão territorial e redução de custos, se comparado ao imageamento com sensor SAR aerotransportado. A motivação para a contratação é a demanda anual do monitoramento da Amazônia no período de maior cobertura de nuvens (de outubro a abril), no que tange a observação da região denominada Arco do Desmatamento (parte dos Estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão), mais o Estado do Amapá. Esta necessidade está fundamentada sobretudo nas diretrizes do Gabinete de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA).

Embora o projeto tenha como foco justamente a área de concentração de desmatamento nos anos de 2011 a 2012, apresentada na figura a seguir, parte das imagens poderá ser solicitada para imageamento de áreas que tenham sido alvo de desastres naturais ou eventos extremos em qualquer parte do território nacional.

Imagem: Área de interesse do projeto compreendendo o Arco do desmatamento.
Imagem: Área de interesse do projeto compreendendo o Arco do desmatamento.

As imagens serão utilizadas pelo Centro Regional de Belém (CR/BE), pelo Centro Regional de Manaus (CR/MN), pelo Centro Regional de Porto Velho (CR/PV) e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CCG/Brasília).

Segundo Izabel Cecarelli, Diretora Presidente da GEOAMBIENTE, trata-se de um contrato de grande importância sob o aspecto de avanço tecnológico no monitoramento de florestas naturais. A Geoambiente está muito satisfeita de contribuir com mais este projeto de grande relevância no cenário nacional e para o meio ambiente.

“Gostaria de agradecer ao CENSIPAM pela escolha. Telespazio (empresa Finmeccanica/Thales),  tem orgulho em poder contribuir junto a Geoambiente num projeto tão importante como o monitoramento do desmatamento da Amazônia, para o qual as características da constelação de satélites radar Cosmo SkyMed são particularmente idôneas e eficazes”, afirma Marzio Laurenti, Presidente da Telespazio Brasil.

A Geoambiente é pioneira em Sensoriamento Remoto no Brasil. Atua no mercado há mais de 20 anos, oferecendo soluções em Geotecnologia com alto padrão tecnológico no uso de Sensoriamento Remoto, Banco de Dados e Sistemas de Informações Geográficas. A Geoambiente também é revendedora oficial de Google Maps para empresas e governo.

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Projeto TRANSPETRO: GEOAMBIENTE levando otimização e eficiência ao cliente

A construção e manutenção de dutos nunca foi algo simples. Há a necessidade de muito planejamento e extrema cautela dos profissionais envolvidos, além dos melhores recursos tecnológicos à disposição.

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Dione Ribeiro, André Santos e Júlio Guerra – profissionais GEOAMBIENTE do projeto TRANSPETRO.

Com a necessidade de otimização e direcionamento dos esforços de inspeção de campo na detecção de áreas de riscos geológicos, em menor tempo do já despendido em inspeções sazonais, a TRANSPETRO contou com os serviços de Sensoriamento Remoto e mapeamento da GEOAMBIENTE. Ou seja, se antes os técnicos da TRANSPETRO percorriam faixas inteiras buscando por ocorrências geotécnicas, como erosões e escorregamentos, após a conclusão do projeto, não haveria mais a necessidade de tal percurso.
O projeto abrangeu áreas envolvendo as regionais São Paulo Planalto e Centro-Oeste (passando pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, incluindo o Distrito Federal). Ao todo, estamos falando de 18 faixas de dutos (somando 1.858km. de extensão total das faixas), onde foram feitos:

  • Modelagem espacial para mapeamento de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo;
  • Produção de mapas de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo em corredor de 400m. de largura ao redor das faixas de dutos;
  • Aquisição e processamento de imagens de satélite de alta resolução (até 1m.) para recobrir um corredor de 3km de largura no entorno de toda a extensão das faixas de dutos adquiridas;
  • Aquisição e processamento de imagens de média resolução para recobrir as áreas das bacias das travessias de até 3ª ordem a montante de faixas de dutos;
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Imagem de alta resolução espacial adquirida e ortorretificada pela GEOAMBIENTE.
  • Mapeamento detalhado de uso e cobertura do solo e de feições de ocorrências geotécnicas (erosões, cicatrizes de escorregamento, entre outros) ao longo das faixas de dutos e seu entorno (400 m de largura) a partir das imagens de alta resolução;
  • Determinação das classes de locação dos trechos das faixas de dutos;
  • Mapeamento de uso e cobertura do solo das bacias das travessias de até terceira ordem;
  • Inspeção geológica-geotécnica em campo das áreas mapeadas como de suscetibilidades alta e moderada;
  • Desenvolvimento de aplicação WebGIS para publicação dos mapas de suscetibilidade, imagens de satélite e dados e documentos resultantes das inspeções em campo.
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Mapa de uso do solo (erosão, escorregamento, queda de blocos e ação antrópica)

Num total de 11 meses, geólogos, analistas e engenheiros civis da GEOAMBIENTE inspecionaram 558,5km (30% do total) de trechos de suscetibilidade alta e moderada, além de consolidarem em escritório, informações recebidas da TRANSPETRO e geração de mapas de suscetibilidade para subsídio ao trabalho de campo.

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Profissionais Geoambiente em campo

Com a conclusão do projeto, ferramentas de geoprocessamento e o uso de GIS (na modelagem da TRANSPETRO) possibilitaram a identificação de áreas que apresentavam eventos geotécnicos (erosões, escorregamentos, rastejos, entre outros), o mapeamento de suscetibilidade aos processos geológicos superficiais e a otimização dos esforços e recursos envolvidos na inspeção geológica-geotécnica em campo. Além disso, a TRANSPETRO também pode acompanhar o andamento dos trabalhos e avaliar os produtos gerados por meio do WebGIS que foi desenvolvido.

Segundo o Gerente de Projetos, André Santos, este projeto foi um pontapé inicial para outros projetos de infraestrutura linear na GEOAMBIENTE.

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Google está oferecendo de graça suas imagens de satélite atualizadas e em alta resolução

fonte: Gizmodo Brasil – por Jamie Condliffe

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Em junho de 2014, o Google pagou US$ 500 milhões para adquirir a Skybox Imaging, conhecida por suas imagens e vídeos de satélite em alta resolução. Agora, o Google começa a oferecer essas imagens para ajudar as pessoas – inclusive você! – a realizarem projetos bacanas.

No programa, chamado Skybox For Good, a empresa vai fornecer imagens atualizadas de satélite para pessoas e organizações, a fim de ajudá-las em “projetos que salvam vidas, protegem o meio ambiente, promovem a educação, e impactam positivamente a humanidade”, diz a empresa.

Como exemplos, a Skybox cita estudar os efeitos da mudança climática no mundo, desativar minas terrestres no Sri Lanka, organizar campos de refugiados na África e Oriente Médio, entre outros. Espera-se que as imagens possam fornecer um nível extra de informações para entender o que está acontecendo na superfície do nosso planeta.

Esta iniciativa faz parte do Google Earth Solidário, programa criado em 2007 que ajuda organizações sem fins lucrativos e de benefício público a usarem as ferramentas de mapeamento do Google.

O projeto Skybox For Good começa em fase beta com um grupo seleto de parceiros. Mas há uma boa notícia para nós: Google e Skybox estão publicando todas as imagens no Google Maps Engine sob licença Creative Commons, para que você também possa usá-las também de graça. Elas estão disponíveis em formato TIFF no link a seguir: [Skybox Blog via TechCrunch]

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GEOAMBIENTE desenvolve projeto para caracterização e monitoramento qualitativo de manguezais

Mangue1O ecossistema manguezal é considerado um dos sistemas mais produtivos do mundo e de grande valor socioeconômico. Desenvolve-se principalmente na zona de transição entre os ambientes terrestres e marinhos, sujeita aos regimes das marés, em climas tropical e subtropical (SCHAEFFER-NOVELLI, 1994).

A PETROBRAS, por desenvolver várias atividades na região costeira, realiza frequentemente estudos de caracterização e monitoramento em áreas de manguezais, envolvendo recursos humanos e logísticos consideráveis devido à complexidade do ambiente, temporariamente alagado, e a dificuldades de acesso.

A busca por métodos de caracterização e monitoramento da vegetação com o uso de sensoriamento remoto, vem de encontro à necessidade de melhorar esses processos e otimizar o esforço em campo. Entre as novas tecnologias destaca-se o uso e dados ópticos de alta resolução espacial, associados a técnicas de processamento digital de imagem, que permitam a interpretação e geração de mapas de forma semi-automática.

O sistema WorldView-2 foi lançado em 2009 com resoluções espectral, espacial e temporal inéditas para este tipo de sensor. Possui 8 bandas multiespectrais, 5 na faixa do visível e 3 na do infra-vermelho próximo, com resolução espacial de 2 m; e banda pancromática com 0,5 m. Além das 4 bandas tradicionais tem 4 bandas adicionais sendo o vermelho limítrofe (Red-edge) e infravermelho-2, voltadas para análises e classificações de vegetação e estudos de biomassa.

Adicionalmente, dados LiDAR (Light Detectionand Ranging) aerotransportados, tem sido utilizados em áreas de floresta (MACEDO, 2009); demonstrando o potencial de uso dos modelos derivados, na caracterização de áreas de manguezais.

Entre as técnicas de classificação de imagens, as orientadas a objetos têm sido utilizadas na classificação de imagens de alta resolução espacial. O processo busca emular o conhecimento do especialista aplicando regras de classificação em segmentos das imagens. Ao contrário da abordagem de classificação pixel-a-pixel, que usa somente atributos espectrais, neste processo atributos espaciais, geométricos, relações de vizinhança e hierárquicas podem ser utilizadas (DEFINIENS, 2003).

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Neste contexto, o presente trabalho objetiva avaliar o uso combinado de dados WorldView-2 e LiDAR, em processo de classificação orientada a objetos para a caracterização qualitativa de áreas de manguezal.

Os manguezais da Área de Proteção Ambiental (APA) Guapimirim, na Baía de Guanabara (RJ) foram selecionados para este estudo devido à disponibilidade de dados de campo, do Programa de Caracterização e Monitoramento dos Manguezais da APA Guapimirim e Estação Ecológica (ESEC) Guanabara, em atendimento a licença de instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ).

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Por dentro do Google Maps

Entenda como o Google desenvolveu o serviço de mapas na nuvem tendo em mente o uso em escala para atender pessoas, empresas e governos.

(Texto publicado pela GEOconnexion International Magazine em Junho 2013, adaptado por Felipe Seabra – Gerente de Marketing da Geoambiente – Google Enterprise Partner no Brasil).

Por dentro do Google Maps

Servir bilhões de requisições de acesso a mapas num único dia de maneira praticamente ininterrupta não é algo fácil. Construir uma infraestrutura para processar e gerenciar milhares de updates no mesmo dia também não é nada trivial. E liberar o acesso desse serviço a todas as pessoas com uma interface amigável e com uma facilidade de desenvolvimento jamais vista? Isso sim pode ser um pouco mais complexo e desafiador.

O objetivo do Google Maps é de fornecer tecnologia geospacial para todos, não apenas aos profissionais da área. Num passado recente, o acesso a essa tecnologia pertencia exclusivamente aos departamentos de GIS (sigla em inglês para Sistemas de Informação Geográfica) das grandes empresas de tecnologia. Hoje em dia, o acesso está literalmente nas palmas das mãos de todos nós através dos smartphones por exemplo. A localização geográfica é uma informação preciosa às pessoas, podendo apresentar praticamente tudo: seja a simples localização de um ente querido, o roteiro de uma viagem de final de semana, um mapa para gestão de equipe de vendas de uma empresa ou até mesmo um detalhado plano de emergência integrando dezenas de secretarias de um Governo em questão.

A missão Google foi sempre de organizar todas as informações do planeta e torná-las universalmente acessíveis e úteis. Para uma empresa, acessar terabytes de imagens e dados cartográficos é algo complexo e custoso. Agora, acessar essas informações como uma camada de dados no Google Maps é algo fácil e incrivelmente rápido.

Nos ombros do gigante

A Plataforma Google foi construída para “empacotar” e disponibilizar toda infraestrutura e serviços do Google Maps e Earth para que milhões de usuários/dia possuam acesso às funcionalidades. O uso em escala dos mapas começou em 2005 com o desenvolvimento do Google Maps APIs (interface de programação Google Maps) que hoje é a engrenagem de mais de um milhão de websites e aplicações que acessam, com poucas linhas de programação, a maior base de dados geográficos do universo (diga-se universo, pois existem dados cartográficos detalhados da lua, marte e até debaixo d’água).

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O sucesso do serviço Google Maps APIs não é apenas pela disponibilidade de 99.9 por cento de tempo, mas também pela velocidade, simplicidade e familiaridade com o uso dos mapas Google. Fator esse que permite que o desenvolvedor crie uma aplicação não apenas com alto desempenho, mas também com uma cartografia de fácil compreensão. Isso porque o usuário final já acessou o serviço diversas vezes na vida através do mesmo Google Maps. Esse é um fator crucial que faz com que as empresas desenvolvam, cada vez mais, suas soluções apoiadas na tecnologia Google. A necessidade de longos treinamentos é minimizada, pois os usuários não precisam gastar tempo reaprendendo como utilizar um mapa Google e podem se concentrar na real finalidade do serviço contratado.

Os populares Google Maps e Google Earth possuem versões equivalentes para o uso corporativo tais como o Google Maps Engine e o Google Earth Pro que apresentam a mesma aparência e desempenho, mas com funcionalidades e controles de uso diferenciados. Outros produtos como o Google Maps Coordinate, se baseia no Google Latitude, mas ao invés de localizar amigos, as organizações podem localizar funcionários e equipes de trabalho em campo, definindo tarefas e gerindo as atividades. Esses serviços apresentam o mesmo modelo de segurança, acesso e compartilhamento comuns em todas as ferramentas Google. Isso significa que quando estudantes de uma universidade acessam o Google Docs para realizar um trabalho em grupo, eles já sabem como compartilhar os mapas de uma solução corporativa como o Google Maps Engine. Quando um desenvolvedor está construindo aplicações de segurança para o Youtube, ele pode utilizar o mesmo código para desenvolver aplicações com Google Maps Engine, usufruindo da mesma infraestrutura do Google Apps que é utilizada por milhares de empresas de todo o planeta. A grande diferença é que não estamos falando de uma funcionalidade construída sobre a “nuvem de alguém”, trata-se de uma aplicação que nasceu numa infraestrutura utilizada por milhões de usuários/dia

O pilar de todas as coisas

O Google Maps Engine (GME) é a engrenagem da Plataforma Google Maps, pois foi desenvolvido para fornecer a mesma simplicidade e familiaridade do Google Maps e Google Apps, traduzida numa poderosa computação nas nuvens para dados geográficos. A escalabilidade é a mesma oferecida do Youtube e a velocidade idêntica ao do Google Search. Essa ferramenta corporativa permite fazer o upload de arquivos geográficos em formatos como GeoTiffs e Shapefiles, apresenta-los como camadas de mapas customizados ou criar grandes mosaicos de imagens para apoiar aplicações e serviços de mapas.

Para que tudo se tornasse possível, a Google forneceu a mesma infraestrutura de servidores disponível para todos os seus serviços. Recentemente, a gigante de Mountain View apresentou a localização dos datacenters espalhados pelo globo. O mais próximo do Brasil fica em Território chileno cuja localização geográfica foi definida em função de questões ambientais, jurídicas e de segurança. No total são 13 datacenters com dezenas de procedimentos de segurança da informação. Isso inclui robustas medidas de recuperação de desastres no local no caso de incêndio ou qualquer outra interrupção. Num eventual incidente, a Google muda o acesso aos dados de forma automática e transparente para outro centro de dados permitindo que os usuários continuem trabalhando, ininterruptamente.

Podemos afirmar que computação nas nuvens ou “cloud computing” não se trata de quebra paradigma, pois já é uma realidade que suporta praticamente toda tecnologia da atualidade. Fator esse que não poderia ser diferente no universo dos mapas, muito menos no mundo corporativo.

Seria o fim do GIS tradicional?

A entrada de players globais no mundo GIS das empresas e governos não elimina o uso das tradicionais ferramentas de edição e manipulação de dados. Pelo contrario, as novas plataformas contribuem com a popularização do uso dos mapas. O poder de publicação e compartilhamento das informações geográficas nunca foi tão grande e disseminado. Transparência para a gestão pública, melhoria nos processos das empresas, na comunicação entre colaboradores e clientes e facilidade no acesso às informações de uma maneira geral são os benefícios imediatos da nossa realidade. O mundo corporativo conta agora com ferramentas de trabalho tão incríveis como aquelas que já utilizamos em nosso dia-a-dia. Trata-se da expressão “Work the way you live”! (Trabalhe da mesma maneira que você vive!).

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Mapeamento revolucionário da biosfera faz raio-x dos ecossistemas

fonte: Inovação Tecnológica

Cada um dos três instrumentos produz informações diferentes, que podem ser mescladas para traçar quadros da biodiversidade nunca vistos. [Imagem: The Carnegie Airborne Observatory]
Cada um dos três instrumentos produz informações diferentes, que podem ser mescladas para traçar quadros da biodiversidade nunca vistos. [Imagem: The Carnegie Airborne Observatory]

Mapa da biosfera

Pesquisadores testaram com sucesso uma nova forma de rastrear a biosfera terrestre.

O equipamento é chamado ATOMS – Airborne Taxonomic Mapping System, sistema de mapeamento taxonômico aerotransportado, em tradução livre.

As informações obtidas revelam a ecologia de uma forma nunca vista antes, nem por satélites artificiais e nem mesmo por observações diretas no solo.

“Cada imagem que o ATOMS produz é uma descoberta, é como se estivéssemos olhando para um universo inteiro pela primeira vez,” disse Greg Asner, líder do projeto.

As imagens produzidas, obtidas em uma única passagem, geram informações sobre a composição química, função e estrutura dos ecossistemas.

O equipamento foi testado a bordo de um avião da NASA que sobrevoou ecossistemas nos EUA (Califórnia), Colômbia, Costa Rica e Peru, incluindo a floresta amazônica.

Não se trata de floresta e água: cada cor representa diferentes tipos de vegetação. Esta imagem mostra áreas de desmatamento na Amazônia peruana. [Imagem: The Carnegie Airborne Observatory]
Não se trata de floresta e água: cada cor representa diferentes tipos de vegetação. Esta imagem mostra áreas de desmatamento na Amazônia peruana. [Imagem: The Carnegie Airborne Observatory]

Radar de luz

O sistema ATOMS é uma combinação de várias técnicas de rastreamento e imageamento, incluindo lasers e espectrômetros.

A estrela do conjunto é um LIDAR (Light Detection and Ranging), também conhecido como radar de luz.

Sua resolução espacial varia de 25 centímetros a 1 metro, dependendo da altitude do avião.

Completam o equipamento um espectrômetro de ondas curtas, com resolução espacial entre 0,5 e 2 metros, e um espectrômetro de infravermelho, com resolução similar à do LIDAR, entre 0,25 e 1 metro.

“É como tirar um raio X de uma paisagem inteira, planta por planta, e de cada pequena elevação. Nós podemos ver como cada pequena elevação no solo, de meio metro, pode criar um novo habitat para espécies, com efeitos mensuráveis para a biomassa da floresta inteira,” disse Dana Chadwick, que usou o sistema para fazer uma pesquisa sobre a interação entre a floresta e sua geologia.

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GEOAMBIENTE torna-se distribuidor GOOGLE no Brasil!

GEOAMBIENTE torna-se distribuidor Google e agrega as soluções Google ao portfólio, aliado à sua expertise em desenvolvimento de sistemas

A Geoambiente, com 18 anos de experiência e uma das principais empresas de Geotecnologia do país, tornou-se Parceiro Enterprise Google. A partir de agora os produtos Google também passam a fazer parte do seu portfólio e serão apoiados no vasto conhecimento de sua equipe técnica, possibilitando o desenvolvimento de aplicações, customizações e prestação de consultoria específica.

Entre em contato com a Geoambiente e descubra como as soluções Google podem apoiar o seu negócio: www.geoambiente.com.br

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Imagens de satélite revelam aumentos desiguais nos níveis dos oceanos

Relatório feito por leitura de satélites aponta média pequena na elevação dos mares, que esconde variações grandes em certas regiões.

fonte: G1

Uma reavaliação de imagens feitas por satélites dos últimos 18 anos forneceu uma visão nova e mais detalhada das mudanças no nível do mar em todo o mundo.

Um novo estudo, que se vale de informações levantadas a partir de imagens registradas por diferentes sondas espaciais, afirma que os níveis dos mares no planeta estão subindo apenas uma média de 3 milímetros por ano. Mas essa reavaliação oculta algumas grandes diferenças regionais – tanto para cima quanto para baixo.

O Mar das Filipinas, por exemplo, sofreu um aumento médio que ultrapassa 10 milímetros por ano. Em parte, isso reflete grandes oscilações nos ventos e na temperatura do Oceano Pacífico.

O estudo integra a Iniciativa de Mudanças Climáticas (CCI, na sigla em inglês), aprovada pelo Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla original) durante sua reunião ministerial de 2008.

Reavaliação de imagens feitas por satélites dos últimos 18 anos forneceu uma visão nova e mais detalhada das mudanças no nível do mar em todo o mundo. (Foto: BBC)

Razões das variações
”O mapa de tendências é uma forma de olhar para as mudanças que ocorreram nos últimos 20 anos. Os lugares em que você observa tendências de alta provavelmente não terão novas tendências de alta nos próximos 20 anos”, afirma Steve Nerem, da Universidade do Colorado, dos Estados Unidos.

”Muitas destas variações por décadas tendem a se tornar mais estáveis se analisadas por períodos mais longos. É por isso que precisamos de mais missões para compreender o porquê de tais variações”, acrescenta.

Paolo Cipolini, do Centro Nacional de Oceanografia da Grã-Bretanha, afirma também que ”muitas das características vistas no mapa de tendências indicam mudanças no armazenamento de calor e correspondem, no longo prazo, às variações nas correntes do oceano’.

A pesquisa deverá ajudar cientistas a compreender a escala de diferentes fatores no aumento do nível do mar a longo prazo e as mudanças anuais e interanuais que podem ocorrer.

Atualmente, acredita-se que os principais causadores do aumento do nível dos mares sejam a absorção de mais calor pelos oceanos e as águas geradas pelo derretimento de geleiras e de camadas de gelo.

Medições
Os pontos essenciais são identificar até que ponto a elevação do nível do mar estaria ficando mais rápida e colocar de lado as oscilações de longo prazo no comportamento dos oceanos, que podem contribuir para distorções nas leituras dos níveis marítimos.

A mensuração da superfície oceânica por satélites é algo relativamente novo. As observações de rotina tiveram início com a espaçonave europeia ERS-1, em 1991. A referência no setor atualmente é o Jason/Poseidon, resultado de uma cooperação entre os Estados Unidos e a Europa.

Agora em sua terceira versão, o satélite Jason circula o globo estabelecendo um mapa topográfico de 95% dos oceanos terrestres a cada dez dias.

Para realizar isso, ele usa um radar altimétrico que constantemente mede pulsações de micro-ondas a partir da superfície do mar. Ao determinar o quanto o sinal demora para fazer a viagem de volta, o instrumento pode determinar a altura da superfície marítima.

Mas para que se tenha um retrato mais completo, é preciso relacionar os dados fornecidos pelo Jason com os de satélites que observam partes do mundo que acabam não sendo registradas de outras formas.

Outra importante ferramenta introduzida recentemente é o satélite gravitacional – especificamente as duas espaçonaves USGrace. Elas são capazes de medir a quantidade de gelo na Antártida e na Groenlândia e a quantidade de água armazenada nos continentes. E são capazes de oferecer novos dados a respeito do derretimento nos polos e o impacto das mudanças na precipitação que podem mover grandes quantidade de águas as águas para a terra.

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Pesquisadora encontra pirâmides egípcias com o Google Earth

fonte: Alexandre Scussel via MundoGEO

Sítio pode conter pirâmides não descobertas

A pesquisadora e e arqueóloga Angela Micol acredita ter encontrado pirâmides antigas até então não descobertas, escondidas à vista de todos no Egito, com a ajuda do imageamento do Google Earth.

Micol, que vive no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, visualizou dois locais separados por cerca de 145 km, que possuem todos os sinais de terem pirâmides antigas. A primeira tem aproximadamente 42,6 metros de comprimento com um topo plano, o que indica que a erosão possa ter destruído seu cume. Três outros montes se estendem a partir dele em uma formação muito clara, similar ao alinhamento diagonal das pirâmides de Giza. O local fica a 3,2 km a leste de Dimai, uma cidade antiga que acredita-se ter sido fundada por Ptolomeu II no século 3 AC.

O segundo sítio fica a 19,3 km da cidade de Abu Sidhum, perto do Nilo (onde estão várias pirâmides egípcias), e tem quatro montes com topos triangulares. Dois são grandes e dois menores, com 76,2 metros e 30,5 metros, respectivamente. Pelo que se pode observar, as quatro construções foram dispostas de forma bastante deliberada.

A pesquisadora vem utilizando imagens de satélites há dez anos para realizar suas pesquisas arqueológicas, buscando antigos sítios a partir de imageamento espacial. O Google Earth já lhe ajudou a documentar vários possíveis sítios arqueológicos, incluindo uma possível cidade submersa na costa da Península de Yucatan, que despertou o interesse de vários cientistas.

Os sítios foram classificados como “não descobertos” por Nabil Salim, egiptologista e especialista em pirâmides, a qual descobriu várias pirâmides. As imagens foram enviadas para especialistas e egiptólogos para que sejam investigadas. “É óbvio que podem haver pirâmides, porém pesquisa de campo é necessária para verificar o que realmente há nos sítios e verificar sua origem. Com o uso de imagens infra-vermelhas poderemos ver a extensão dos complexos com muito mais detalhes”, afirmou Angela.

Segundo sítio arqueológico descoberto pela pesquisadora com o Google Earth

Muitas das áreas já documentas pela pesquisadora continuarão sem verificação, até que autoridades sejam notificadas e os sítios protegidos. A pesquisadora está arrecadando fundos para produzir um documentário, que irá mostrar muitos dos sítios identificados pelo Google Earth. Angela também está fundando uma ONG para difundir a arqueologia por satélite. Um pouco das descobertas da pesquisadora pode ser encontrado em seu site: www.googleearthanomalies.com .

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