Arquivos da categoria: Recursos Hídricos e Saneamento

I Workshop de PSA Hídrico – CEIVAP da Bacia do Rio Paraíba do Sul

Em junho, divulgamos o novo projeto da Geoambiente para a AGEVAP (Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul) sobre PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) com foco em Recursos Hídricos – PSA Hídrico.
O projeto envolve ações de conservação e restauração florestal em 13 municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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No final de julho, foi realizado o I WORKSHOP das instituições executoras de PSA HÍDRICO – CEIVAP (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul).

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A equipe da Geoambiente neste projeto, representada por Maíra Dzedzej, Luciana Arasato e Dione Ribeiro, exibiu à AGEVAP, aos representantes de comitês de bacias e às instituições executoras a metodologia de gestão dos 9 projetos de PSA Hídrico e realizou a dinâmica de grupo para a troca de informações com os atores sociais.

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Faça sol ou faça chuva, a equipe de campo da Geoambiente nunca para

geoambiente_inema10O projeto de mapeamento da cobertura vegetal da Bahia para o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado) ainda segue a todo vapor com o consórcio Geobahia, liderado pela Geoambiente.
E mesmo com a chuva não dando trégua para o cerrado, na região oeste da Bahia, nossa bióloga, Luciana Arasato, seguiu rumo às regiões de Missão de Aricobé, Angical e Barreiras para supervisionar e fazer o levantamento e registro da vegetação existente nestes locais, com base no mapeamento. Estes dados serão usados para fazer a comparação do que foi observado no campo com o próprio mapeamento.

Confira algumas imagens:

 

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Geoambiente e o Projeto de Sistema Gerencial de Informações (SGI) para a Gestão de Recursos Hídricos da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)

Aumentar a oferta de água para a população. Missão difícil que exige esforço de todos.

E você sabia que uma parcela desta oferta pode ser garantida com a melhora na qualidade da água nos rios e mananciais? E é aí que a Geoambiente entra em cena com um grande projeto.

A Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo (SSRH-SP) solicitou à Geoambiente um sistema que a auxiliasse no controle das informações geradas pelos diversos órgãos diretamente ligados a este assunto, para que então várias decisões pudessem ser tomadas e colocadas em prática pela SSRH. Foi como nasceu o projeto da Geoambiente de desenvolvimento do Sistema de Gestão Integrada das Áreas de Proteção e Recuperação Ambiental da Região Metropolitana (APRM) de São Paulo, o SGI.

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Alguns membros da equipe: Tiago Pinheiro, Júlio Guerra, Carolina Landim e Maíra Dzedzej

Objetivos do sistema:

  • Promoção do compartilhamento dos mais diversos tipos de informações que vêm dos vários órgãos envolvidos;
  • Análise integrada dos dados sob diferentes óticas;
  • Apoio à definição de políticas públicas;
  • Suporte ao monitoramento e à fiscalização das ações implementadas.

E neste sistema, a variedade de informações contidas vão desde características ambientais das sub-bacias, áreas protegidas, dados hidrológicos, uso e ocupação do solo e tendências de transformação, até dados de monitoramento de qualidade da água.

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Processo geral da execução do projeto para a SSRH-SP

Veja algumas das funcionalidades específicas do SGI:

  • Disponibilizar à sociedade e aos órgãos competentes da gestão pública dados e documentos atualizados e organizados referentes à gestão de recursos hídricos nas APRMs;
  • Dar apoio informativo aos agentes públicos e privados que atuam nas bacias;
  • Subsidiar a elaboração e os ajustes nos programas e Planos de Desenvolvimento e Proteção Ambiental (PDPAs) das APRMs;
  • Fornecer informações para monitorar e avaliar a qualidade ambiental das APRMs e os programas e ações definidos nos PDPAs.

A análise e apresentação gráfica, espacializada e temática de temas como abastecimento e qualidade da água, cargas poluidoras, riscos ambientais, dinâmica econômica, fiscalização, habitação, áreas degradadas e doenças de veiculação hídrica são alguns dos resultados das funcionalidades específica do SGI.

O desenho do sistema pela Geoambiente não foi algo simples. Houve inicialmente o rastreamento das fontes de informações necessárias ao SGI que culminou na identificação de sistemas já existentes prontos para serem integrados no projeto, além dos ainda em desenvolvimento. Foram identificados 24 sistemas em diferentes fases de desenvolvimento que serão ou não integrados ao sistema. Portanto, houve a necessidade de uniformização e adaptação de muitas variáveis para o desenvolvimento do sistema.

Além disso, a equipe Geoambiente fez diversas reuniões com cada um dos órgãos envolvidos para identificar e transcrever as reais necessidades dos usuários complementar a atividade de interpretação das leis gerais, leis específicas e resoluções que tratam do SGI e de suas principais aplicações. Esta etapa foi conduzida pela equipe multidisciplinar de profissionais da Geoambiente em parceria com a contratante e demais stakeholders, com o objetivo principal de rastreabilidade e entendimento dos dados e, necessidades dos usuários para o desenho das funcionalidades do sistema. Estas reuniões aconteceram no período de agosto a outubro de 2014.

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Geometrópoles e ReCiMe constroem servidor de mapas para pesquisa acadêmica

fonte: MundoGEO – por Deyse Delamura

Pesquisadores do Observatório das Metrópoles e da Rede de Pesquisadores Sobre Cidades Medias (ReCime), que possuem núcleos distribuídos por cidades brasileiras, principalmente nas principais regiões metropolitanas, utilizam tecnologias para ampliar a comunicação e a colaboração de pesquisas para fins comparativos de determinados efeitos sociais, econômicos e urbanos em processos semelhantes mas que se desenvolvem em realidades diferentes.

Estas tecnologias se baseiam na criação de servidores de mapas, para atender a necessidade de uma maior integração entre os pesquisadores envolvidos, de forma a reduzir a distância e visando o compartilhamento de dados, uma vez que havia muita informação e pouca sistematização, principalmente em mapas e tabelas.

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Ambos os órgãos possuíam grandes bases de dados em formato Shapefile e Excel. Fora então utilizado como plataforma para o desenvolvimento do projeto o software Geonius  da Codium. O maior propósito do servidor para o ReCiMe era integrar os núcleos e facilitar a disponibilização de dados entre os pares.

No caso do servidor do Observatório, havia ainda um interesse de divulgação científica dos trabalhos publicados. Ambos exigiam um acesso facilitado sem grande necessidade de conhecimento de SIG e possibilidade de colaborar com mais informações.

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O Geometrópoles foi a solução adotada no Observatório (http://geometropoles.net/), utilizou-se os layers do Google (Google Physical, Google Streets, Google Hybrid e Google Satellite), além do OpenStreetMap.

O Servidor ReCiMe foi criado sem motor de visualização próprio. Aproveitou-se o Google Earth como visualizador de dados que eram gerados online em KMZ. Este servidor não foi disponibilizado em público.

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Os pesquisadores das redes foram os mais beneficiados no sentido de facilitar seus trabalhos. Os dados estavam disponíveis a todo momento via Internet e um controle de versão dos dados evitavam que houvesse mau uso dos mesmos.

Além disso, ao inserir novas informações, estas eram instantaneamente disponibilizada para o restante da rede. Desta forma, realizavam a pesquisa de modo colaborativo. No sistema, são analisados não apenas o processo de elaboração de tais ferramentas, mas também a implantação e o uso posterior por parte dos pesquisadores envolvidos.

No caso do Geometrópoles, há ainda um outro benefício no sentido de disponibilizar dados de modo estruturado para o público permitindo ser utilizado em rotinas de participação popular nos processos de embate pela reforma urbana e educação cidadã.

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The Economist lança mapa interativo da urbanização

fonte: The City Fix Brasil – por    

Ferramenta da The Economist mostra passado, presente e futuro da expansão urbana em regiões metropolitanas de todo o mundo.
Ferramenta da The Economist mostra passado, presente e futuro da expansão urbana em regiões metropolitanas de todo o mundo.

A expansão urbana reserva desafios crescentes para as próximas décadas: em 2050, 9,6 bilhões de pessoas vão compartilhar as cidades no mundo todo. O problema é que o atual modelo de crescimento urbano torna as cidades mais dispersas, distantes, desconectadas. Muitas delas já sabem do papel que têm em frear as mudanças climáticas, pois juntas as cidades emitem 70% dos gases de efeito estufa (GEE).

Os números da urbanização impactam por si só. Mas reconhecemos que não há nada como uma boa visualização de dados, e nisso a The Economist foi certeira. O site divulgou um mapa interativo com o passado, o presente e a projeção para o futuro da urbanização nas aglomerações urbanas. Ao clicar numa das bolinhas e selecionar o ano na linha do tempo, é possível ver o número populacional para a época. Também é possível buscar o nome de uma cidade em “search”. Clique aqui e explore a ferramenta.

É interessante observar no mapa a densidade das duas megacidades brasileiras, Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 1950, a região metropolitana do Rio comportava 3 milhões de pessoas e, São Paulo, 2,3 milhões. A projeção para 2030 é que o Rio tenha 14,2 milhões e São Paulo 23,4 milhões.

Cenário nos anos 1950
Cenário nos anos 1950. (The Economist, 2014)
Projeção para 2030. (The Economist, 2014)
Projeção para 2030. (The Economist, 2014)

Os continentes que mais serão afetados pela expansão serão África e Ásia, que receberão 90% dos novos 2,5 bilhões de habitantes previstos para residir em áreas urbanas em 2030.

A tendência de crescimento da urbanização é um fato, e cabe a líderes urbanos e a população frear as mudanças climáticas que serão decorrência dela. A forma de fazer isso é planejando cidades compactas, coordenadas, conectadas, garantindo benefícios locais para a qualidade do ar, para a saúde e a qualidade de vida.

 Clique aqui e explore a ferramenta.

– See more at: http://thecityfixbrasil.com/2015/02/17/the-economist-lanca-mapa-interativo-da-urbanizacao/#sthash.4EkWvsxR.dpuf

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Prefeitura de São Luís implantará sistema de georreferenciamento ambiental

fonte: Prefeitura Municipal de São Luís

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A Prefeitura de São Luís está avançando no processo de informatização da gestão ambiental. Nesta quinta-feira (23), foi realizada uma reunião entre representantes da Secretaria de Projetos Especiais (Sempe) e Secretaria de Meio Ambiente (Semmam) com a empresa Geoambiente Sensoriamento Remoto, contratada para implantação e desenvolvimento do Sistema de Informações Georreferenciadas para Gestão Ambiental (SIGA).

Dentre as novidades que esse novo sistema irá trazer está a possibilidade do cidadão realizar denúncias de forma rápida utilizando o telefone celular, incluindo o envio de fotos. “Essa é uma prática que insere o cidadão como um fiscalizador das questões de interesse público e um agente participante das ações da gestão pública. Ações como essa buscam a agilidade e a transparência, pontos fortes da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior”, afirmou o titular da Sempe, Gustavo Marques.

O processo de contratação da empresa foi realizado através do Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga, financiado pelo Banco Mundial (Bird) e gerenciado pela Prefeitura de São Luís, através da Sempe. A consultoria contratada fará o desenvolvimento e a instalação do SIGA, além do treinamento dos servidores para manutenção e gerenciamento do sistema.

“Essa consultoria vai durar dez meses e irá fortalecer a política municipal de meio ambiente, através da criação desse sistema informatizado que dará maior agilidade aos processos administrativos e operacionais”, explicou o especialista socioambiental da Sempe, José Antônio Lopes.

De acordo com o superintendente de Qualidade Ambiental da Semmam, Raul Vilhena, os benefícios da informatização são importantes para a gestão ambiental. Ele explicou que a ferramenta permitirá ao interessado a realização de pesquisas sobre as questões ambientais do município de maneira rápida e eficaz, com acesso online a um banco de dados. Com o sistema, os pesquisadores terão acesso a informações confiáveis sem a necessidade de se deslocaram à sede da Semmam, no São Francisco.

O analista chefe da consultoria, Tiago Oliveira, ressaltou que o sistema vai aprimorar atividades como o licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental. “Estamos na fase de coleta de dados, e logo em seguida daremos início ao desenvolvimento do software, e após os testes e a aprovação preliminar implantaremos o SIGA”, comentou sobre o andamento do processo.

 

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Bacia Amazônica pode ter sido "mar interno"

fonte: Agência FAPESP (Fábio de Castro)

Estudo sobre processo evolutivo de diversificação de organismos marinhos reforça teoria geológica de que há 10 milhões de anos existia uma língua de oceano que cortava o continente desde o Caribe até o Uruguai, cobrindo toda a bacia Amazônica (ilustração: S.David Webb/Science)
Estudo sobre processo evolutivo de diversificação de organismos marinhos reforça teoria geológica de que há 10 milhões de anos existia uma língua de oceano que cortava o continente desde o Caribe até o Uruguai, cobrindo toda a bacia Amazônica (ilustração: S.David Webb/Science)

Depois de estudar por quatro anos o processo evolutivo de diversificação de um grupo de anêmonas de tubo do Atlântico Sul, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) obteve um resultado inesperado: o estudo biológico acabou contribuindo para reforçar a teoria geológica de que, há cerca de 10 milhões de anos, a bacia Amazônica era ocupada por um mar interno que ligava o Caribe ao Uruguai.

O estudo, publicado na revista PLoS One, teve o objetivo inicial de identificar, por meio de análises genéticas e moleculares, em que momento da evolução ocorreu a diferenciação entre duas espécies de anêmonas de tubo do gênero Isarachnanthus, do grupo Ceriantharia presentes no oceano Atlântico.

Os resultados mostraram, no entanto, que o cenário mais provável para a diferenciação das duas espécies – e de uma terceira existente no oceano Pacífico – seria coerente com a chamada teoria da “rota marinha da Amazônia no Mioceno médio”.

Segundo essa teoria, um passagem marinha ligava o Caribe à região atual da costa do Uruguai, entre 9 milhões e 11 milhões de anos atrás, cortando ao meio o continente. A maior parte do Brasil atual, nesse período conhecido como Mioceno médio, teria sido uma ilha separada do resto da América do Sul por uma língua de oceano.

O artigo foi elaborado por pesquisadores dos departamentos de Zoologia e de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP, da Fundação Carmabi de Curaçao (Antilhas Holandesas) e do Instituto de Biodiversidade e Dinâmicas de Ecossistemas da Universidade de Amsterdam (Holanda).

O estudo teve apoio da FAPESP por meio do projeto “Sistemática, ciclo de vida e padrões reprodutivos de medusas”, realizado no âmbito do BIOTA-FAPESP e coordenado por André Morandini, também autor do artigo e professor do IB-USP.

De acordo com o primeiro autor do artigo, Sérgio Stampar, que realiza pós-doutorado no Departamento de Zoologia do IB-USP sob supervisão de Morandini, há pelo menos 50 anos não surgiam estudos novos sobre as anêmonas de tubo Isarachnanthus no Brasil, por causa da dificuldade de se realizar coletas de espécimes desse grupo, que só é encontrado à noite, no substrato marinho.

“Nossa ideia, quando começamos este estudo, foi retomar as pesquisas sobre esse grupo esquecido de cnidários. Fizemos a coleta em várias regiões do oceano Atlântico e conseguimos grande quantidade do organismo. Além dos estudos morfológicos de praxe, começamos a fazer a análise genética dessas anêmonas de tubo, que ainda não havia sido realizada”, disse Stampar à Agência FAPESP.

Segundo Stampar, as análises filogenéticas indicavam que, há cerca de 16 milhões de anos, só existia uma espécie da anêmona de tubo, ancestral a todas as Isarachnanthus tratadas no trabalho, que ocorria no Atlântico Norte, provavelmente na latitude da saída do mar Mediterrâneo. Essa espécie possivelmente atravessou o oceano e chegou até o Caribe.

“Descobrimos que a espécie do Brasil, Isarachnanthus nocturnus, do ponto de vista genético, era mais próxima à espécie existente no Pacífico, Isarachnanthus bandanensis, do que da que existe no Atlântico norte, Isarachnanthus maderensis. Isso nos deixou surpresos, porque achávamos que as duas espécies do Atlântico teriam mais proximidade entre si”, disse Stampar.

A princípio, a espécie do Atlântico Sul, tendo se diferenciado em tempos mais recentes, poderia ter alcançado regiões mais meridionais pela costa da América do Sul, carreada pela corrente. Mas isso não seria possível, porque os estudos geológicos mostram que já naquela época as correntes eram geradas, como hoje, do sul para o norte. Portanto, elas devem ter passado por outra via.

“É praticamente impossível que essas anêmonas de tubo tenham vindo pelo Atlântico. No entanto, as análises moleculares e de DNA que fizemos permitiram estimar que os organismos chegaram ao Atlântico Sul há cerca de 8 milhões ou 9 milhões de anos. Essa data coincide com as especulações da geologia sobre a existência de um mar interno que cortava a América do Sul. É muito provável que essa tenha sido a rota das anêmonas”, explicou Stampar.

Outros organismos

A rota marinha teria ligado a região onde hoje é o Caribe, na costa da Venezuela, à região onde hoje é o Uruguai, estendendo-se por todo continente sul-americano, cobrindo as regiões onde hoje estão o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Acre. Quando esse mar interno se fechou, as anêmonas que haviam chegado ao Atlântico Sul teriam ficado isoladas e se diferenciado em outra espécie.

“O processo geológico explicaria o isolamento dessas anêmonas, que teria permitido a diferenciação da espécie nocturnus quando o mar interno se fechou e a população ficou segregada no Atlântico Sul”, disse Stampar.

“Mais tarde, a espécie bandanensis pode ter surgido por processo semelhante: as anêmonas de tubo da espécie nocturnus, provenientes do Atlântico Sul, depois de chegar ao Caribe, teriam passado pelo Pacífico, porque não havia barreira entre os oceanos. Depois do fechamento do istmo do Panamá, há 4 milhões de anos, elas ficaram segregadas e se diferenciaram na espécie do Pacífico”, disse.

Embora tenha reforçado a teoria da rota marinha da Amazônia, as conclusões ainda são especulativas, segundo Stampar, já que o estudo foi realizado com um só grupo de organismos.

“No entanto, o trabalho mostrou que vale a pena procurar outros organismos que sigam o mesmo padrão. Meu pós-doutorado está em grande parte relacionado a essas pesquisas – principalmente a partir do estudo de outros cnidários como águas-vivas, que são a especialidade do nosso grupo e, em tese, têm características diferentes de dispersão”, afirmou.

O artigo Evolutionary Diversification of Banded Tube-Dwelling Anemones (Cnidaria; Ceriantharia; Isarachnanthus) in the Atlantic Ocean, de Sergio Stampar e outros, pode ser lido naPLoS One em: www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0041091

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Mapa colaborativo indica alagamentos na cidade de São Paulo

Usuários podem visualizar na internet e informar pontos inundados, além de receber alertas de alagamentos

fonte: Agência USP de Notícias (Júlio Bernardes)

Usuários do site podem mandar fotos e vídeos dos pontos de alagamento

Na Escola Politécnica (Poli) da USP, a geógrafa Eliane Hirata desenvolve em pesquisa de mestrado um esquema conceitual para elaborar mapas dinâmicos e colaborativos, disponibilizados na internet, que indiquem alagamentos na cidade de São Paulo. As informações são obtidas a partir da contribuição voluntária de dados geográficos pelos usuários que acessam o site do projeto, obtidos por receptores GPS em telefones celulares. A página com o mapeamento, denominada “Pontos de Alagamento”, pode ser acessada por computador, celular e dispositivos móveis. Também é possível aos usuários se cadastrarem no site para receber alertas de inundações.

O site utiliza a plataforma livre e de código aberto Ushahidi, criada por desenvolvedores africanos e já utilizada no exterior em casos de desastres naturais e crises políticas. “Essa plataforma permite criar mapas de forma colaborativa, com base no princípio denominado Volunteered Geographic Information (VGI), ou seja, informação geográfica voluntária”, conta a geógrafa. “A página é hospedada no serviço Crowdmap, que abriga mapas sem a necessidade da instalação em servidores, bastando apenas customizar o site”.

Ao acessar a página, o usuário visualiza um mapa da cidade de São Paulo, com marcações dos pontos de alagamento. “Ele também pode consultar uma lista com os relatos de inundações, incluindo indicação de endereço, data e horário”, aponta Eliane. “São disponibilizadas ainda informações fornecidas pelos órgãos oficiais, como o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, e sites de notícias”.

A pessoa que quiser colaborar pode enviar um relato de alagamento, preenchendo um formulário, e também mandar fotos e vídeos. “A descrição dos eventos é padronizada, de acordo com os padrões do CGE”, conta a pesquisadora. “O site possui um sistema que indica no mapa se a rua está intransitável, transitável ou se a água já escoou, entre outras categorias”.

Os usuários cadastrados também podem receber alertas de alagamento, bastando informar seu endereço. “Uma vez cadastrado, ele receberá os informes sobre alagamentos acontecidos em um raio que pode ser de 5 a 100 quilômetros de distância do local informado”, ressalta Eliane. O acesso ao site pode ser feito pela internet, e também por telefone celular, iPhone ou Android, por intermédio de um aplicativo disponibilizado aos usuários no site do projeto.

“Pela internet, é possível entrar com o nome da rua e marcar manualmente no mapa o ponto de alagamento”, afirma a geógrafa. “Quando a informação é passada por celular ou aparelhos móveis, o ponto é inserido automaticamente por meio do sistema de localização do celular, baseado em GPS”.

A pesquisa está sendo desenvolvida no Laboratório de Geoprocessamento (LabGEO) do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Poli, com orientação dos professores Ana Paula Camargo Larocca, José Alberto Quintanilha e Mariana Abrantes Giannotti. O estudo conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O site está disponível no endereço http://pontosdealagamento.crowdmap.com/ e já aceita informações de colaboradores. Eliane atua como administradora e atualmente tem colocado no mapa da cidade os pontos de alagamento informados no site do CGE. “Na medida em que os usuários acessarem, eles também poderão fornecer dados e colaborar com a atualização do mapeamento”, diz. “Além disso, para quem puder colaborar com a pesquisa, está a disposição um questionário rápido, para que o sistema possa ser aperfeiçoado”.

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GEOAMBIENTE torna-se distribuidor GOOGLE no Brasil!

GEOAMBIENTE torna-se distribuidor Google e agrega as soluções Google ao portfólio, aliado à sua expertise em desenvolvimento de sistemas

A Geoambiente, com 18 anos de experiência e uma das principais empresas de Geotecnologia do país, tornou-se Parceiro Enterprise Google. A partir de agora os produtos Google também passam a fazer parte do seu portfólio e serão apoiados no vasto conhecimento de sua equipe técnica, possibilitando o desenvolvimento de aplicações, customizações e prestação de consultoria específica.

Entre em contato com a Geoambiente e descubra como as soluções Google podem apoiar o seu negócio: www.geoambiente.com.br

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Agência Nacional de Águas (ANA) lança o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, Informe 2012

fonte: EcoDebate – Texto:Ascom/ANA

Para fazer a gestão de suas águas, o Brasil precisa de dados sobre os vários aspectos do setor, como a relação entre demanda e disponibilidade hídrica nas diferentes regiões do Brasil. Sabendo disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012 durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 4 de junho, em sua sede em Brasília. O estudo aborda a situação dos recursos hídricos e os avanços relacionados à sua gestão e também faz uma análise baseada em indicadores do setor.

Num ano marcado pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e pelos 15 anos da Lei das Águas, o Informe 2012 traz como novidade análises históricas e informações importantes sobre como a água vem sendo utilizada, gerenciada e monitorada nas últimas duas décadas.
Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, o estudo pode contribuir para que haja água para os brasileiros, pois se trata de um instrumento  que subsidia a tomada de decisões por parte dos gestores públicos. “Esperamos que o Relatório possa contribuir para um planejamento mais amplo a respeito do que nós chamamos de segurança hídrica, seja no aspecto da contenção de cheias, seja no sentido de minimizar os efeitos das secas em no País”, afirma.

Representando a ministra do Meio Ambiente, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, destacou a importância de estudos como o Relatório de Conjuntura para embasamento técnico das discussões ambientais. “O debate na área ambiental se ressente da falta de embasamento técnico e essa contribuição da ANA é mais um ‘gol’, mais um trabalho que instrumentaliza uma discussão qualificada e fundamentada sobre os desafios relativos à gestão dos recursos hídricos no País”, destaca.

Destaques
No aspecto de eventos críticos, em 2011 foram publicados 933 decretos de situação de emergência ou estado de calamidade pública, devido à ocorrência de cheias, em 754 municípios brasileiros (14% do total de municípios do País). O número de decretos em 2011 foi superior ao registrado em 2010, conforme apresentado no Informe 2011, e foi o segundo maior número registrado desde 2003. No que refere às secas e estiagens, em 2011, 125 municípios (cerca de 2% do total de municípios do País) publicaram 127 decretos de situação de emergência devido à ocorrência de estiagem ou seca. Esse valor é inferior ao registrado em 2010, conforme apresentado no Informe 2011, e foi o menor registrado entre 2003 e 2011.

Houve melhora no índice de tratamento de esgotos, que passou de 21% em 2000 para 30% em 2008 (percentual do esgoto tratado em relação ao produzido). O documento destaca cidades e regiões com ampliação significativa no tratamento de esgotos entre 2000-2008: as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, além de Curitiba, Londrina e Maringá (PR) e Sorocaba (SP).

O Relatório
Em 2006, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) deu à ANA a atribuição de elaborar o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil para auxiliar à tomada de decisões do setor. Em 2009, a Agência concluiu a primeira edição do estudo. Desde então, a instituição realiza atualizações anuais. Para 2013, está previsto o Relatório de Conjuntura completamente atualizado e com um balanço dos recursos hídricos dos quatro anos anteriores.
Para esta edição, a Agência Nacional de Águas contou com as seguintes parcerias: Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU/MMA) e da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA), do Ministério do Meio Ambiente; Departamento Nacional de Obras contras as Secas (DNOCS); Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); e órgãos gestores estaduais de recursos hídricos e meio ambiente.

Acesse o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012:  http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/arquivos/Conjuntura2012.pdf

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