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Brasil tem potencial para aumentar geração de energia eólica

De acordo com o presidente, o potencial brasileiro de produção de energia eólica está subestimado

fonte: EXAME (Flávia Villela –  Agência Brasil)

Complexo de energia eólica Cerro Chato: Tolmasquim acrescentou que, até 2017, o país vai deixar de importar derivados de petróleo e passará a ser exportador

O Brasil tem potencial para dobrar a geração de energia eólica, na avaliação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Atualmente, o país ocupa o 20º lugar com capacidade instalada de geração de energia a partir da força dos ventos. Em 2013, o Brasil disputará o quarto lugar com a Alemanha, segundo Tolmasquim.

“Temos geradores com 100 metros de altura. Com alturas maiores, o vento é melhor, pode ser que esse potencial seja o dobro, 300 mil megawatts, ou seja, o que equivale a geração de 20 [hidrelétricas] Itaipus,” disse em palestra na Câmara de Comércio Americana, no centro da capital fluminense.

De acordo com o presidente, o potencial brasileiro de produção de energia eólica está subestimado.

“Sabemos que está subestimado, o quanto ainda não sabemos. É provavelmente significativamente maior”, disse, ao explicar que a EPE divulgará uma nova estimativa a partir de medições de todos os parques eólicos.

Tolmasquim acrescentou que, até 2017, o país vai deixar de importar derivados de petróleo e passará a ser exportador. Ele citou uma série de novas refinarias no país, como as do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que vão elevar a capacidade de refino para 3,3 milhões de barris por dia. “É um aumento de 63% da capacidade de refino em dez anos.”

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Novo sistema economiza R$ 15 milhões de energia elétrica na Petrobras

fonte: Petrobras

Um novo sistema adotado pela Petrobras para reduzir o consumo de energia na área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações resultou em economia de R$ 15 milhões em um ano e redução de 2.667.466 KWh ao mês, o que representa 63% a menos de consumo de energia. A energia poupada é suficiente para suprir cerca de 17.500 residências.

A criação de novos critérios de eficiência para a compra de equipamentos, a troca por máquinas mais modernas e a instalação de sensores que otimizam a refrigeração foram as principais medidas adotadas. A economia de energia que resultou do novo sistema equivale à emissão de 1549 toneladas de CO2 por ano, ou à retenção de carbono de 9785 árvores.

O projeto, implantado em 2011, foi desenvolvido pela área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Companhia e implantado no novo Centro Integrado de Processamento de Dados da Petrobras (CIPD), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. O Centro, um dos mais eficientes do Brasil em fornecimento de energia, engloba as áreas operacionais e abriga computadores de processamento e armazenamento de dados.

A compra de novos servidores e equipamentos de armazenamento de dados feita por meio da criação de um conceito “verde” resultou em redução mensal de mais de 240 mil KWh/mês, com critérios como baixo consumo de energia, dissipação de calor e redução do espaço físico. Esse conceito inovador foi agregado aos processos de licitação, possibilitando a aquisição de equipamentos com melhor preço, isto é, uma combinação do menor preço com baixo consumo de energia.

A troca de servidores, máquinas responsáveis por hospedar softwares estratégicos para o negócio da Companhia, também ocasionou grande impacto nos resultados. A compra de equipamentos mais modernos permite a redução em R$ 26 milhões dos custos de operação destas máquinas ao longo do ciclo de vida de quatro anos. Outra medida adotada foi intensificar o uso da técnica de virtualização dos servidores, o que significa que vários deles compartilham uma mesma máquina. A técnica trouxe redução total de 678 mil KWh/mês, representando uma economia de 85% no consumo de energia elétrica deste tipo de equipamento.

Com o objetivo de otimizar os custos com refrigeração do ambiente, a opção foi implantar um sistema de controle de vazão de ar, baseado em sensores de pressão que variam a velocidade de refrigeração dos aparelhos. Ele é responsável por adequar a vazão de ar frio às necessidades dos equipamentos, evitando o desperdício de energia elétrica.

O projeto de redução do consumo de energia no Centro Integrado de Processamento de Dados foi apresentado na edição 2012 do evento promovido no Brasil pelo Gartner Data Center Summit, instituto de pesquisa de mercado com reconhecimento internacional voltado para a área de tecnologia da informação.

 

 

 

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Norte Energia prevê investimento de R$ 25,885 bilhões em Belo Monte.

por Canal Energia

A Norte Energia prevê investimentos de R$ 25,885 bilhões para construir a hidrelétrica de Belo Monte (PA-11.233 MW). O valor é superior ao estimado pela Empresa de Pesquisa Energética de R$ 19 bilhões. As obras civis vão consumir a maior parte do valor: R$ 15,670 bilhões. O restante dos recursos estão divididos entre a aquisição de equipamentos nacionais (R$ 4,050 bilhões); projetos, engenharia do proprietário e outros custos administrativos (R$ 2,082 bilhões); e investimentos socioambientais (R$ 2,494 bilhões). A aquisição de terrenos, pagamento de indenização, seguros e outros, que não são financiáveis, vão necessitar de mais R$ 1,187 bilhão.

Os valores estão em documento enviado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ao Ministério Público Federal do Pará. Do montante total, a Norte Energia pede ao banco um financiamento de R$ 19,561 bilhões. Além disso, a empresa conseguiu, recentemente, um empréstimo-ponte com o BNDES de R$ 1,087 bilhão. Segundo o BNDES, a linha não prevê financiamento de qualquer intervenção no local em que está prevista a construção da usina. Os recursos poderão ser usados, caso contratados, para pagamento inicial de fornecedores começarem a fabricação de produtos e aquisição de materiais e serviços.

Do investimentos socioambientais, R$ 500 milhões serão destinados ao Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu. O desembolso será feito em duas fases – R$ 250 milhões cada – durante a obra e após a obra. Os outros R$ 2,244 bilhões serão usados em ações de prevenção, monitoramento, mitigação, remediação e compensação de impactos sociais e ambientais a serem estabelecidos pela licença de instalação.

O MPF do Pará contesta em ação civil pública, com pedido de liminar, a suspensão da licença de instalação concedida pelo Ibama para a instalação do canteiro de obras, com supressão de vegetação. O MPF reiteirou pedido de informações ao Ibama sobre modificações feitas no projeto de Belo Monte. As mudanças incluiriam a adoção de um canal único, em vez de dois canais, para desviar a água do rio Xingu em direção às turbinas. Também teria sido retirado do projeto um vertedouro complementar. Segundo o MPF, a mudança no projeto não consta na documentação que o Ibama disponibiliza na internet sobre o licenciamento de Belo Monte.

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Mundo com energia limpa é possível até 2050.

Relatório divulgou que toda a energia de que o planeta precisa poderia ser fornecida por fontes limpas, renováveis e econômicas até 2050.

por Atitude Sustentável

O Relatório de Energia da WWF (World Wildlife Fund) em parceria com a consultoria energética Ecofys foi divulgado hoje revelando que, até 2050, 95% das necessidades de transporte, eletricidade, energia industrial e doméstica poderiam ser supridas apenas com energia limpa.

A WWF demonstra um cenário alternativo e possível de atingir. O objetivo é que se consiga atingir uma redução de pelo menos 80% até 2050, a fim de evitar alterações climáticas resultantes do aumento da temperatura média global (que se localiza já está acima de 2°C). Mais de 80% da energia global atual provém de combustíveis fósseis, e para o futuro do relatório ser possível, seria preciso reduzir em pelo menos 60% os gastos com calefação de edifícios, por meio da melhora na eficiência energética e do uso de energia solar e calor geotérmico.

Frente à demanda mundial por eletricidade, a eficiência energética em veículos, edificações e indústria seria fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes) que geram energia de forma renovável. Esse fornecimento de energia barata e limpa na escala necessária irá demandar um esforço mundial.

Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040, quando os gastos começarias a se pagar. Além disso, defende-se também a modernização das instalações elétricas, a prioridade do transporte elétrico em escala global e incentivos financeiros (tarifas especiais para energia renovável).

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WWF: mundo pode poupar US$ 5,4 tri aderindo às energias limpas.

por Portal Terra

O grupo ambientalista WWF divulgou um estudo na terça-feira (1º) que afirma que uma troca radical do uso de combustíveis fósseis por fontes limpas de energia poderia representar, no prazo de 40 anos, uma economia de US$ 5,5 trilhões ao ano, bem como combater as mudanças climáticas.

O “Relatório Energético”, produzido pelo WWF e a empresa de consultoria Ecofys, analisa o cenário de um esforço concertado para substituir combustíveis fósseis com alta concentração de carbono, como petróleo, carvão e gás, por 95% de fontes de energia limpa até 2050, o que exigiria um investimento “maciço”.

Segundo o documento, embora tal mudança seja “radical para o curso atual da humanidade”, além de ambiciosa, é tecnicamente possível, além de inevitável reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global. O relatório também destacou os benefícios econômicos desta mudança, apesar do investimento de US$ 4,8 trilhões por ano, necessário ao longo do próximo quarto de século.

De acordo com o relatório, atualmente 80% da energia utilizada no mundo têm origem em combustíveis fósseis, e os investimentos em energia limpa em todo o mundo alcançaram US$ 151 bilhões em 2009. “Em 2050, nós economizaríamos cerca de 4 trilhões de euros (US$ 5,5 trilhões) ao ano com eficiência energética e custos reduzidos de combustíveis em comparação com um cenário ‘business-as-usual’ (em que são mantidas as variáveis atuais)”, acrescentou.

Apesar dos enormes custos envolvidos na troca, o equilíbrio se restabeleceria por volta de 2040, acrescentou o relatório. De acordo com o WWF, a economia obtida com o fim dos subsídios ao petróleo, gás e carvão em todo o mundo somaria entre US$ 500 bilhões e US$ 800 bilhões ao ano dependendo dos preços do óleo bruto, com base em estimativas recentes da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O documento também projetou que as medidas gerariam uma queda líquida de 15% na demanda global de energia em 2050, mesmo com o crescimento populacional, a expansão industrial e a riqueza crescente das populações. À parte das mudanças de grande porte mais comumente defendidas no uso de combustíveis para o transporte e o abastecimento de energia, o documento identificou um enorme leque de medidas de redução do uso de energia relativas ao modo de vida.

Neste sentido, defendeu a redução à metade do consumo de carne em países ricos para reduzir o aumento das emissões de metano de origem animal, mas recomendou seu aumento em um quarto nos países pobres, atendendo a necessidades sanitárias e nutricionais em ambos os casos.

Também defendeu um melhor isolamento térmico, o uso de energia solar e de bombas geotérmicas para residências e escritórios, inclusive a reforma de construções existentes em uma taxa de 2% a 3% da área existente por ano.

O ministro saudita do Petróleo e Energia, Ali Ibrahim Al-Naimi, previu em um fórum das Nações Unidas celebrado esta semana em Genebra que o mix energético mundial deveria atender à proporção de 50% de fonte petrolífera e 50% de fontes renováveis e outras.

O homem forte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reforçou a ideia de um crescimento de quase 40% nas necessidades energéticas totais nas próximas décadas, previstas pela AIE, sobretudo devido ao aumento da demanda de petróleo em países emergentes como Brasil e China. “O mundo não pode se dar ao luxo de descartar uma fonte de energia em particular”, argumentou Naimi, que apoiou a adoção de medidas tecnológicas para reduzir a poluição e as emissões advindas do petróleo.

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Energia eólica no mundo cresce de vento em popa.

Geradores são compostos de muitas partes fabricadas em locais diferentes.

por Deutsche Welle

Para Dom Quixote, os moinhos de vento eram criaturas ameaçadoras, cheias de braços e nas quais não de podia confiar. Do século 17 para cá, a imagem dos cata-ventos melhorou muito, e hoje, mais do que moer farinha, eles fornecem quantidades generosas de energia limpa. Segundo dados do Relatório Mundial de Energia Eólica, o vento gerou cerca de 340 terawatts-hora de energia no mundo em 2009, o suficiente para abastecer a Itália durante um ano.

A maioria das turbinas eólicas sempre se concentrou na Europa, onde desde cedo houve tecnologia e vontade política para investir em tecnologias limpas. Mas o potencial está se esvaindo. Atualmente, apenas 27% dos novos cata-ventos foram instalados na Europa, deixando o continente em terceiro lugar no ranking de energia eólica.

O crescimento mais acelerado é verificado na Ásia. O continente assumiu a dianteira na produção eólica mundial e em 2009 foi responsável por 40% de todos os novos cata-ventos instalados. A maioria deles está na China, onde o número de turbinas duplicou pelo quarto ano consecutivo. “O governo reconheceu que a energia eólica é barata, renovável e limpa”, explica Stefan Gsänger, secretário-geral da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA). Além disso, a tecnologia pode ser facilmente exportada. Hoje a China está entre os cinco maiores fabricantes de turbinas eólicas do mundo.

Além de grandes parques eólicos, na Ásia também são instalados microparques eólicos, especialmente em zonas rurais sem acesso à rede elétrica. Pequenos cata-ventos com geração de até 2KWh custam de 800 a mil euros e podem abastecer um vilarejo inteiro. Já existem cerca de 400 mil microssistemas como esse. E como na China muitos milhões de pessoas ainda vivem sem energia, esse número pode aumentar para mais de um milhão em um futuro próximo, estima a WWEA.

O parque eólico Helashan no interior da Mongólia foi construído com tecnologia alemã.

Concorrência “verde”

Na América do Sul, a utilização de energia eólica se desenvolve mais lentamente. “Isso acontece, entre outros motivos, porque a América Latina tem grande parte de sua matriz abastecida por energia hidroelétrica, e assim dispõe também de energia comparavelmente limpa”, explica Trudy Könemund, da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) no Chile. Apenas 2% das novas instalações eólicas são construídas na América Latina.

Para Ralf Heidenreich, porta-voz da desenvolvedora de projetos Juwi, os problemas estão principalmente na implantação. Embora haja potencial, “as condições para construir novas usinas ainda precisam melhorar um pouco”. A opinião é compartilhada por Stefan Gsänger. Muitos projetos no passado teriam sido adiados por causa de corrupção e porque o setor energético tradicional trabalharia contra os projetos de energia renovável. Mesmo assim, existem cada vez mais usinas eólicas na América Latina, 44 delas no Brasil. O México quintuplicou o número de turbinas em 2009. O Chile está em terceiro lugar, com seis usinas já construídas e outras 20 em planejamento.

Energia eólica para a África

No continente africano quase não há turbinas eólicas. A taxa de crescimento nos últimos anos é insignificante. O principal motivo é a falta de infra-estrutura, explica Ralf Heidenreich. “A energia precisa ser canalizada de alguma forma”. Esse problema pode abrir caminho para os pequenos cata-ventos, como os que existem na Ásia, espera Stefan Gsänger da WWEA. Além disso, o continente africano sofre com a falta de tecnologia e, principalmente, recursos.

Egito e Marrocos são os principais produtores de energia eólica no continente. No Egito já existem empresas que fabricam componentes para turbinas. “É importante desenvolver uma cadeia produtiva no próprio país”, explica Gsänger. “Assim as usinas eólicas podem ter uma vantagem em relação ao petróleo”.

De acordo com a WWEA, a potência gerada pelas usinas eólicas no mundo duplica a cada três anos. Um desenvolvimento que com certeza deixaria Dom Quixote de cabelo em pé. Mas no mundo real do século 21, esse é o caminho para um mundo sem combustíveis fósseis.

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Belo Monte: licenciamento segue critérios técnicos, diz Ibama.

por Canal Energia

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis está trabalhando em cima de critérios técnicos para analisar a concessão de licença de instalação da hidrelétrica de Belo Monte (PA-11.233 MW). A afirmação é da diretora de licenciamento ambiental do Ibama, Gisela Forenttini. Ela disse que a licença de instalação para o canteiro de obra da usina contém 15 condicionantes a serem obedecidas pela Norte Energia.

“Foram cumpridas pela empresa 24 das 40 condicionantes da licença prévia, o que possibilitou a concessão dessa licença”, disse a executiva, após participar do EnerGen Latam 2011, nesta segunda-feira, 31 de janeiro, no Rio de Janeiro. Gisela refutou, diversas vezes, que houve pressão por parte do governo para a concessão da licença de instalação de Belo Monte. “Credito isso a falta de informação sobre o trabalho de licenciamento”, frisou a diretora do Ibama. Somente o processo de Belo Monte conta com 18 técnicos exclusivos para análise das informações.

Ela não quis dar prazo para concessão da LI total do projeto, que depende da comprovação do cumprimento das outras 16 condicionantes.  “A janela hidrológica já foi perdida”, afirmou, para demonstrar que não haveria pressão. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, por sua vez, disse que não açodamento no processo de licenciamento da usina. “Este projeto tem 30 anos de discussão”, ressaltou.  Ele defendeu que as exigências ambientais sejam cumpridas pelos empreendedores. “As medidas tem que se cumpridas. Ninguém acha que pode construir a usina sem atender as exigências”, afirmou.

O executivo lembrou que a Norte Energia terá que fazer investimentos socioambientais de R$ 3,34 bilhões, o equivalente a 20% dos R$ 20 bilhões previstos. “Acredito que esses investimentos devem ser feitos. A usina é indutora de desenvolvimento local. Ficou para trás a visão de que a usina traz desenvolvimento para o país e não para a região”, observou. Ele disse que nenhuma fonte conseguiria substituir a usina de forma apropriada.  “Hoje o MWh da eólica está mais barato, mas ainda sim é o dobro da energia hidrelétrica”, comparou.

Ainda de acordo com Tolmasquim, a área inundada da usina é de 516 quilômetros quadrados, o equivalente a 0,05 Km² por MW produzido. Contra uma relação de 0,49 km² por MW.  Ele disse que a energia assegurada da usina, 4.571 MWmed, é pouca para atender as restrições ambientais atuais. “É relativamente pouco. Gostaríamos que fosse mais. Mas foi necessário compatibilizar a necessidade de geração com o desenvolvimento socioambiental”, disse.

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Primeira fábrica de aerogeradores da Bahia será inaugurada em maio.

por Canal Energia

A empresa espanhola Gamesa inaugurará, em maio, a primeira fábrica de aerogeradores da Bahia, que está sendo implantada no Polo Industrial de Camaçari. Com investimento inicial de R$ 50 milhões, serão gerados nesta primeira fase 60 postos de trabalho diretos. Os trabalhadores serão locais e 40% dos componentes dos aerogeradores, fabricados em 2011, serão nacionais. As obras de construção da fábrica foram iniciadas em 7 de dezembro, uma semana após a assinatura de protocolo de intenção com o governo da Bahia. Até o final de fevereiro, devem chegar quatro pontes rolantes, que servirão para movimentar a carga de toda linha de produção da fábrica.

Antes mesmo de inaugurar a sua fábrica baiana, a Gamesa já tem algumas encomendas. A primeira delas deve ser entregue até dezembro, relativa a 21 equipamentos (42 MW) para o Parque Dunas do Paracuru, no Ceará. Já para 2011, o faturamento previsto é de cerca de R$ 100 milhões. Oitenta por cento da produção de aerogeradores da Gamesa será destinada ao mercado interno e 20% para o exterior, com vendas de equipamentos para Argentina, Chile e Uruguai. E a empresa já prevê uma futura expansão para o início de 2013.

Além da Gamesa, a francesa Alstom está em fase de instalação, também em Camaçari, com investimentos previstos de R$ 50 milhões e geração de 150 empregos. A empresa começou a desembarcar no final do ano passado, no Terminal de Container Salvador, equipamentos destinados à construção do primeiro Parque Eólico da Bahia, no município de Brotas de Macaúbas. No total serão desembarcados 57 nacelles (motores) e 171 pás, que deverão começar a ser transportadas para o local do parque ainda em janeiro.

Terceiro maior estado em número de empreendimentos contratados nos leilões de energia renovável, a Bahia tem 34 projetos, todos em implantação, que somam R$ 4 bilhões, com previsão de gerar 3 mil novos empregos. Quando for iniciada a fase de operação, os parques eólicos irão acrescentar 997,4 MW à rede elétrica. Localizados na região Sudoeste, Central e no Vale do São Francisco, a previsão é de que 18 parques estejam em pleno funcionamento em setembro de 2012.

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Aneel mantém multa de R$ 16 milhões contra Eletrobras Amazonas Energia.

por Canal Energia

Infrações, cometidas pelas antigas Manaus Energia e Ceam, são referentes a falta de estoque de combustível.

A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a multa aplicada contra a Eletrobras Amazonas Energia no valor de R$ 16.933.625,90. A distribuidora entrou com recurso para converter a multa em advertência, mas a solicitação foi negada pela Agência. A penalidade é referente a infrações cometidas pelas antigas Manaus Energia e Ceam, que se fundiram em 2008, passando o controle acionário à Eletrobras. De acordo com a Aneel, as companhias estocaram menos do que o estabelecido pela Conta de Consumo de Combustíveis, e não devolveram a quantidade de combustível faltante.

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