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Geoambiente entrega marco comemorativo de encerramento de projeto à Arauco

Milena Pinheiro (Geoambiente) e Telma Teixeira Zampieri (Arauco)
Milena Pinheiro (Geoambiente) e Telma Teixeira Zampieri (Arauco)
No início de abril, Milena Pinheiro, Gerente de Contas Geoambiente, visitou a sede da Arauco, em Curitiba, para entregar o marco comemorativo pelo encerramento de projeto à Especialista de Negócios TI da Arauco, Telma Teixeira Zampieri.

Trata-se do Sistema de Apoio ao Planejamento e Colheita Florestal desenvolvido pela Geoambiente, sistema esse que é parte integrante e de vital importância do Sistema IP Forest, iniciativa da Arauco para a digitalização de seus processos de produção.

O Sistema de Planejamento e Colheita foi desenvolvido para resolver e dinamizar processos de planejamento e colheita florestal da Arauco, realizando a integração entre os sistemas SAP e ArcGIS, e compartilhando informações entre todas as empresas do Grupo Arauco. Planejamento da colheita, consulta e homologação dos processos de planejamento de colheita, plataforma de mapas para compartilhar informações georreferenciadas, plano mensal de colheita, criação de ordem de produção, são algumas das funções desenvolvidas e que agora estão integradas ao SAP, em todas as unidades da Arauco.

Dentre os diversos benefícios gerados para a Arauco, o sistema trouxe maior agilidade no processo de planejamento e produção de colheita florestal com total integração entre os dados georreferenciados, o planejamento operacional da colheita e o sistema financeiro da empresa.

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Geoambiente – Identificação de Idade de Plantio de Pinus e Eucalipto

idadedeplantioO serviço de Identificação da Idade de Pinus e Eucalipto por Sensoriamento Remoto da Geoambiente, não só traz a delimitação dos talhões de pinus e de eucalipto da área desejada, mas também um relatório detalhado e gráficos de área plantada em cada um dos últimos 10 anos para eucalipto, e 15 anos para pinus.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre este serviço: querosabermais@geoambiente.com.br ou ligue para (12) 3878-6400.

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Monitoramento de Matocompetição

Com o objetivo de melhorar a eficiência no combate às ervas daninhas, o Monitoramento de Matocompetição da Geoambiente é realizado através de Sensoriamento Remoto, com a análise de biomassa durante os primeiros 6 meses de plantio, e em toda a área plantada, diferente de serviço semelhante realizado em muitas empresas florestais, em que o monitoramento é realizado por amostragem.

Além do excelente custo-benefício e da redução de mão-de-obra para identificação de áreas com matocompetição, você pode conferir outros benefícios e vantagens deste serviço da Geoambiente com nossa equipe: querosabermais@geoambiente.com.br ou ligue para (12) 3878-6400.

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Crescimento do mercado mundial abriu horizontes para as florestas de Minas.

por CIFlorestas

A retomada dos mercados mundiais de produtos siderúrgicos, celulose e papel abriu o horizonte do fomento florestal no Brasil, instrumento de novas oportunidades para o produtor se dedicar às florestas plantadas de eucalipto. A ArcelorMittal Bioenergia  – empresa de base florestal do maior grupo produtor de aço do planeta  – e a Cenibra anunciam planos para ampliar áreas de plantio e a manutenção do cultivo próprio e de terceiros. Além dos contratos firmados com esses grandes clientes, as perspectivas de comercialização direta na indústria da madeira e serraria também são animadoras no ano que vem, a partir do chamado sistema integrado lavoura/pecuária/floresta, conduzido em Minas Gerais pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EmaterMG).

“A agricultura da madeira veio para ficar e mostra sua nova cara”, resume o presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Bruno Melo Lima. Se no início da década as plantações de eucalipto estavam restritas aos programas de investimentos de grandes  empresas, os chamados fazendeiros florestais incrementaram a sua participação no negócio da madeira, respondendo por 150 mil hectares plantados em Minas Gerais. Dessa área total, um terço é de terras mantidas pelos produtores que atendem grandes empresas com parceiras contratuais de entrega da matéria-prima e os outros 100 mil se dividem em partes iguais entre associações florestais e áreas integradas a programas de incentivo do governo estadual.

Ao todo, as florestas plantadas de Minas se estendem por 1,5 milhão de hectares, ativo ainda abaixo da estimativa de 2 milhões de hectares, de acordo com a AMS, para atender com folga à demanda, incluindo as necessidades das usinas siderúrgicas integradas – que atuam desde o primeiro elo da cadeia aos produtos siderúrgicos –, os produtores independentes de ferro-gusa (matéria-prima da fabricação de aço), as indústrias de ferroligas, celulose, chapas e aglomerados de madeira, os setores moveleiro e de energia. Outro motivo de estímulo aos fazendeiros florestais está na própria legislação ambiental, que determina um índice de 95% de madeira plantada no consumo da indústria até 2017. “A expectativa é de crescimento das necessidades das empresas nos próximos anos. Não nos resta alternativa que não seja a floresta plantada”, diz o presidente da AMS.

Em expansão

A Cenibra, uma das maiores fabricantes de celulose branqueada de eucalipto de fibra curta no mundo, trabalha num plano de expansão do plantio próprio e de terceiros para cumprir a meta de dobrar a produção da fábrica de Belo Oriente, no Vale do Rio Doce. O projeto consiste na implantação de uma terceira linha de produção, orçada em pelo menos US$ 2 billhões, dos quais pelo menos meio bilhão em florestas, estima o presidente da empresa comandada pelo grupo JBP (Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development), Paulo Eduardo Rocha Brant.

O Conselho de Administração recebe o projeto pronto no início do ano e, se aprová-lo, para aumentar a produção em 1 milhão de toneladas anuais, serão necessários mais 100 mil hectares de florestas, mantida a atual produtividade. A Cenibra detém 250 mil hectares, dos quais 140 mil ha de plantações de eucalipto. O programa Fazendeiro florestal representa cerca de 10% da área e deve crescer. “A participação dos fazendeiros florestais deverá dobrar (de 10% para 20% da área plantada). É altíssima a probabilidade de os acionistas aprovarem o projeto de expansão”, afirma Paulo Brant.

A ArcelorMittal Bioenergia anunciou investimentos de US$ 390 milhões do ano que vem até 2016 para acompanhar o crescimento do consumo de aço. As cifras contemplam plantio e manutenção de florestas de eucalipto, cerca de 90% delas localizadas em Minas, e o aumento da produção de carvão vegetal. Segundo o presidente da empresa, Elesier Lima Gonçalves, os recursos destinados à área florestal serão aplicados em novas florestas nas mesmas regiões em que a ArcelorMittal Bioenergia atua, em melhoramento genético e aquisição de equipamentos. “Não vamos comprar um único hectare de terra. Teremos ganhos com a produtividade”, afirma. A madeira é usada como redutor em dois fornos da usina de Timóteo, no Vale do Aço, dois fornos na unidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e na planta industrial de Cariacica (ES).

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Brasil pretende elevar produção de celulose em 57%.

por Celulose Online

A meta do Brasil no que se refere à produção de celulose é elevar cerca de 57% de sua produção. Segundo analistas do mercado, o país deve sair de uma produção de 14 milhões de toneladas de celulose – estimativa para o final deste ano – e pretende chegar a 2020 com 22 milhões de toneladas. Já o incremento na produção de papel deverá ficar em 30% nesse mesmo período, quando as fábricas brasileiras poderão colocar 12,7 milhões de toneladas no mercado.

Esses volumes, se confirmados, elevariam hoje o Brasil à segunda posição na produção de celulose. Na matéria-prima é possível que o país chegue a uma posição de maior destaque. Isso porque os dois países imediatamente à frente do Brasil não possuem perspectivas de crescimento como a que existe por aqui. Há dois anos, o Brasil subiu da 6º para a 4º posição no ranking dos maiores produtores de celulose e já é o 11º principal produtor de papel do globo, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).

Hoje, o primeiro lugar é ocupado pelos Estados Unidos. A China (2º coclocado) está fechando fábricas de celulose e busca no Brasil a alternativa para seu suprimento enquanto investe em novas máquinas de papel. O Canadá (3º colocado) possui um alto custo de produção.

De acordo com estimativas da Bracelpa, a demanda por celulose de fibra curta deverá crescer 3% ao ano até 2025, e, como o produto brasileiro é o que possui menor custo de produção, o Brasil deverá conquistar a maior parcela desse apetite mundial. No cenário de demanda por papéis, o volume ofertado deverá crescer 1,5% nestes próximos 15 anos.

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ONU declara 2011 o Ano Internacional das Florestas.

por CIFlorestas

Depois de 2010 ter sido dedicado à biodiversidade, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a preservação para uma vida sustentável no planeta.

Sob o tema Florestas para o Povo, a iniciativa mundial inclui a promoção de ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, além de mostrar à população mundial que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos, como a perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, migrações desordenadas para áreas urbanas e o crescimento da caça e do desmatamento ilegal.

Só em 2004, o comércio mundial de produtos florestais movimentou US$ 327 bilhões (algo em torno de R$ 588,8 bilhões), segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A exploração predatória e o desrespeito ao ciclo de vida natural das florestas têm como consequência a ameaça da sustentabilidade econômica, das relações sociais e da vida humana no planeta, pois elas são a fonte de água potável e alimentos.

Por outro lado, fornecem também matérias primas para indústrias essenciais como a farmacêutica e da construção civil, além de desempenhar um papel vital na manutenção da estabilidade do clima e do meio ambiente globais.

Situação das florestas no Brasil

O Brasil abriga 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de km² da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta. Dentro do Brasil, ela se estende por nove Estados: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61 % do território nacional.

A mata também se estende por mais oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A Amazônia é também a maior floresta úmida e detentora da maior biodiversidade.

Contudo, tamanha riqueza natural tem sido alvo de exploração predatória e ilegal, o que significa assim o ciclo natural da reprodução dos recursos, bem como a subsistência das comunidades indígenas que habitam a região. A madeira proveniente da floresta abastece setores vitais para a economia nacional, a exemplo da construção civil, carne bovina e soja.

O problema é que boa parte dessa matéria-prima é extraída ilegalmente. Um levantamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estimou, em 2008, que o volume de madeira ilegal da Amazônia que abastece o mercado pode chegar a 90% do total consumido no país. A indústria da construção civil, segundo o estudo, é a que mais se beneficia.

Intitulado Quem se beneficia com a destruição da Amazônia, um estudo realizado em 2008 por iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo (atualmente Rede Nossa São Paulo), mostrou que as populações urbanas são as que mais se beneficiam dos recursos extraídos da floresta.

No site oficial do Ano Internacional das Florestas (em inglês), o consumidor é convidado a divulgar ações que pretende promover em 2011 em defesa das florestas.

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Código Florestal será votado só em 2011

por Painel Florestal

Sem acordo e marcado por embates entre ambientalistas e ruralistas, o texto do novo Código Florestal Brasileiro deverá ser votado na Câmara dos Deputados apenas em 2011. Até lá, valem as regras do atual Código aprovado em 1965.

Em agosto, a comissão especial criada para discutir a matéria aprovou o texto substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) por 13 votos contra cinco. O parlamentar assegura que sua proposta tem o apoio de 80% dos deputados e que a votação ocorrerá nos primeiros meses de 2011. O deputado propõe, por exemplo, que os produtores recomponham as áreas desmatadas num prazo de 25 anos.

Preocupada com mais um adiamento, a senadora (DEM-TO) e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), senadora Kátia Abreu, afirmou que a oposição está disposta a votar propostas de interesse do governo caso o Código seja apreciado ainda em 2010. Ela explicou que a indefinição pode afetar as exportações brasileiras. “O mundo todo prefere comprar dos países que possuem e respeitam suas leis ambientais”, afirmou.

Para Rebelo, o Brasil não pode se dar ao luxo de exportar empregos para a Europa e os Estados Unidos por meio de uma legislação que inviabilize sua economia. “Não podemos traçar uma incompatibilidade entre desenvolvimento e meio ambiente. É necessário que o Brasil proteja o meio ambiente e também o desenvolvimento da agricultura e da indústria que é a proteção do emprego”, afirmou o deputado. O deputado afirma que o novo Código trará regras mais claras e uniformes, possibilitando o aumento de empregos na agricultura e na indústria de alimentos.

Enquanto o ministério da Agricultura e a Embrapa defendem a aprovação do Código, o ministério do Meio Ambiente estuda apresentar uma proposta alternativa. Para o Meio Ambiente, o relatório de Aldo Rebelo é excessivamente ruralista e pouco ambientalista. Segundo Kátia Abreu, “não temos que ter um Código com ar ambientalista nem ruralista, mas com ar de Brasil, de comida barata de alta tecnologia. Não temos condições de retirar o alimento de onde ele é plantado para reduzir a produção quando mais de um bilhão de pessoas no mundo passa fome”, declara a senadora.

Ambientalistas X produtores

O deputado reconhece que a legislação brasileira estará entre as mais duras do mundo, mas condena a guerra entre ambientalistas e produtores rurais. Na sua opinião, não é mais possível tratar a agricultura como vítima do meio ambiente e vice-versa. “Quando alimentamos esse conceito, criamos uma guerra”, explicou.

Um exemplo é o Reino Unido, onde um mesmo ministério trata da agricultura, da produção de alimentos e do meio ambiente.

Polêmica

A principal disputa diz respeito à chamada moratória do desmatamento, que proíbe a criação de áreas para a agricultura e pecuária pelo prazo de cinco anos. Para compensar, o autor do texto substitutivo sugere reconhecer e regularizar as áreas que até julho de 2008 eram utilizadas na agropecuária. De acordo com o Aldo, os cinco anos previstos de moratória permitirão que a União e os estados concluam o Zoneamento Econômico-Ecológico, norma instituída em 2002 para pôr ordem nos programas, projetos e atividades que utilizem recursos naturais. Os ambientalistas reclamam que a moratória não terá validade para aqueles que obtiverem autorização para desmatar até a regulamentação do Código.

O atual Código permite o desmatamento com licença. Rebelo deu 25 anos de prazo – considerados os cinco da moratória – para os produtores recomporem as áreas desmatadas e suspende as penalidades para aqueles que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Ele também enfrenta a ira dos que se opõem ao seu relatório por permitir que os estados aumentem ou diminuam as áreas de reserva legal baseados em estudos que patrocinem.

Pequenas propriedades

As propriedades de até quatro módulos fiscais estão desobrigadas de recompor a reserva legal, mas são mantidos os percentuais para preservação cabendo às reservas legais preservar 80% da vegetação nativa na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% no restante do país. Segundo Aldo Rebelo, “o país é muito grande e desigual e os pequenos produtores tendem a sofrer mais a pressão da legislação, mas ao mesmo tempo em que facilitamos a situação deles, entendemos que os grandes terão obrigações maiores compatíveis com sua sobrevivência”.

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Rio de Janeiro cria seu mercado de reflorestamento.

por IPS / Envolverde

Em uma das regiões mais devastadas da Mata Atlântica do Brasil, um projeto pretende reflorestar uma bacia hidrográfica essencial para abastecer de água o Rio de Janeiro e criar, ao mesmo tempo, um mercado de reflorestamento que estimule o emprego e o consumo local. Gilberto Pereira, diretor-executivo do não governamental Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA), disse à IPS que a iniciativa implementada em Miguel Pereira, município do sul do Estado, nasceu com duplo objetivo: ter grande relevância regional e gerar ganhos.

A Área Protegida Ambiental do Rio Santana foi selecionada porque seu corpo de água é um dos principais afluentes do Rio Guandu, que abastece de água 80% da área metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, de 10 milhões de habitantes. O desmatamento progressivo compromete tanto a qualidade como a produção de água, porque restam apenas 30% da cobertura florestal original. Além disso, é uma área paralisada economicamente.

No passado, foi desmatada para criar pastagem para o gado e com isso impulsionar um desenvolvimento sólido, mas atualmente “temos uma economia parada na região”, explicou Gilberto. Por isso, ao criar um mercado de reflorestamento “podemos, além de reflorestar áreas devastadas, gerar emprego e água”, acrescentou. A estratégia foi contratar trabalhadores do lugar, que tinham empregos precários ou estavam desempregados. Os 35 homens e mulheres agora têm contrato formal e benefícios trabalhistas, ganham muito mais do que o salário mínimo e não precisam percorrer longas distâncias para chegar ao trabalho.

Em Eurilene Martin, uma das reflorestadoras, se concentram todos os objetivos do projeto. Define-se como “mãe e pai ao mesmo tempo”, porque deve criar seus filhos sozinha, trabalhava como doméstica na cidade, o que a forçava a percorrer longas distâncias, e perdeu sua casa na margem do Rio Santana por causa do desmatamento. “Sabia que sem a proteção das árvores o barranco cederia com a chuva. E foi o que aconteceu: a terra caiu como uma avalanche sobre minha casa”, disse à IPS.

Agora, ela trabalha para que isso não volte a ocorrer, ganha um bom salário e faz algo que “dá grande prazer”. Isto “não é trabalho, é um projeto de vida”, disse, pouco antes de carregar um caminhão, junto com outros companheiros, de pequenas árvores nativas da Mata Atlântica para levar às áreas desmatadas. O viveiro fica no terreno do Sindicato dos Ferroviários, que junto com o do setor de telefonia empresta as instalações para colaborar com a iniciativa.

Marilene Ramos, secretária do Meio Ambiente do Estado, destacou que os proprietários rurais também dão sua contribuição, autorizando o plantio em suas terras e se comprometendo a não desmatar. A bacia do Guandu tem, inclusive, a primeira experiência de pagamento de serviços para o ecossistema. “Os proprietários que cedem a área para o reflorestamento, que reflorestam ou preservam os remanescentes florestais, recebem dinheiro, em pagamentos semestrais, por essa preservação”, explicou à IPS.

Para contribuir com a criação desse mercado ecológico citado por Gilberto, também é utilizada mão-de-obra do lugar para plantar e coletar sementes. O estimulo dá seus frutos. Em apenas três meses, os reflorestadores plantaram cerca de cem mil árvores nativas, entre elas a árvore nacional, o Pau Brasil (caesalpionia echinata). Trata-se de uma espécie ameaçada de extinção. Alguns historiadores dizem que sua exploração para extrair o corante usado na tintura vermelha de telas ou pintura chamada brasilina foi a primeira atividade dos portugueses nestas terras, quando chegaram no século XVI.

“Eu ouvia na televisão sobre o Pau Brasil e ficava louca para saber como era. E agora sou eu que planto e cuido dele. Estou do outro lado da televisão”, brincou, orgulhosa, Eurilene. As pequenas árvores chegam até seu destino, no alto dos morros desmatados, em caminhão e seguem em lombo de cavalo pelos trechos mais inacessíveis. A lama deixada pelos dias anteriores de chuva dificultou a subida quando a IPS acompanhou os trabalhadores.

No entanto, no alto do morro e nas encostas do que algum dia foi a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do planeta, os reflorestadores realizam sem pausa seu trabalho quase arqueológico de recuperar a biodiversidade do passado. Descarregam as árvores dos cavalos, cavam um pequeno buraco e com cuidado semeiam o que Eurilene descreve como “o futuro”. “Cada árvore é a esperança de que algum dia tudo melhore”, disse emocionada.

Vida a partir da água, pois com o reflorestamento será evitada a erosão do terreno e, assim, os desmoronamentos no leito do rio. Também será evitado que as nascentes sequem e vai melhora a qualidade da água que os habitantes do Rio de Janeiro beberão. O cálculo do ITPA é que com o que a estação de tratamento de água gasta em um trimestre para limpar suas impurezas, se poderia pagar um ano a todos os proprietários rurais da Bacia do Guandu.

“O rio tem problemas de desbarrancamento e erosão muito acentuados. A vegetação ribeirinha contribui para reduzir esse problema da sedimentação, da erosão da bacia”, explicou Marilene. Para o ITPA, a iniciativa é um exemplo de que a preservação e o desenvolvimento social não são contraditórios. Ao mesmo tempo em que contribui para melhorar a qualidade do solo, equilibrar o microclima regional, combater o aquecimento global pela captura de carbono e melhorar a qualidade da água potável, o reflorestamento “permite uma renda mensal maior para dezenas de famílias”, explica em vários documentos.

Uma mudança que por sua vez gera maior atividade do comércio local, em uma economia ativa que também contribui para evitar o tradicional êxodo do campo para a cidade em busca de fontes de emprego, argumenta o ITPA. É o que Mauricio Ruis, seu secretário-executivo, define como “um princípio de economia ecológica, um caminho sem retorno”, o que Eurilene resume em “plantar o futuro”.

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Multinacional finlandesa compra empresa brasileira de negócio florestal.

por Valor Econômico

A operação busca crescimento e diversificação no mercado nacional.

A Pöyry é uma multinacional finlandesa que desenvolve projetos para a indústria mundial de celulose e papel. A empresa comprou 60% das ações da Silviconsult, segunda maior empresa brasileira na área de negócios florestais. O acordo, cujo valor não foi divulgado, resultará na criação da Pöyry Silviconsult Engenharia e reforça a presença da finlandesa no segmento de consultoria florestal no país.

As tratativas entre as duas empresas ganharam força no último ano, quando foram desenvolvidos uma série de projetos em conjunto, a fim de confirmar a viabilidade do negócio. O contrato definitivo foi assinado em novembro.

De acordo com o diretor executivo da Silviconsult, Jefferson Bueno Mendes, há três anos foi definido no plano de negócios da companhia, que o crescimento no médio prazo passaria pela associação com empresas estrangeiras, gestoras de fundos florestais e produtoras de celulose e papel figuram entre seus principais clientes. “A Pöyry, por sua vez, estava buscando um braço para representá-la na área florestal. Foi um encontro meio natural”, conta o executivo, que permanece no mesmo cargo, à frente da Pöyry Silviconsult.

Na área florestal, a Pöyry já contava com mais de 10 clientes. A partir da operação, vai incorporar a carteira da Silviconsult – cerca de 40% dos clientes são de origem européia e americana – e 33 especialistas na área, praticamente dobrando o número de funcionários. “Com a associação, teremos um canal mais forte com clientes da Europa e dos Estados Unidos que estão olhando investimentos florestais no Brasil”, afirma Mendes. A empresa também é responsável pela produção do boletim Radar Silviconsult, publicação mensal que traz dados econômicos sobre o mercado florestal.

A operação firmada no mês passado pela finlandesa faz parte da estratégia de crescimento traçada pela empresa estrangeira para o mercado brasileiro, que prevê a aquisição de ativos.

Presente em todos os projetos de celulose e papel executados no Brasil, a Pöyry havia limitado sua atuação ao setor até 2008. A partir da crise econômica, estabeleceu novas metas para o País e pretende ampliar presença nas áreas de mineração, siderurgia, metalurgia, cimento, fertilizantes, saneamento e meio ambiente, ferrovias e portos, energia e consultoria.

 

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Fatores que impactaram setor florestal em 2010.

por CIFlorestas

O setor florestal, assim como grande parte de todos os setores da economia, tem sido submetido a uma seqüência de eventos que tem trazido turbulências e incertezas para os empreendimentos. Apesar deste cenário preocupante para empresários e investidores, 2010 mostrou-se um ano em que, de modo geral, os negócios florestais apresentaram resultados positivos e, principalmente, ofereceu uma recuperação ou superação para a crise que assolou boa parte da economia mundial nos finais de 2008 e início de 2009.

A conjuntura deste mês de dezembro do Centro de Inteligência em Florestas trás uma retrospectiva das questões e aspectos que mais impactaram e influenciaram os rumos e as decisões tomadas pelos principais agentes do setor florestal. Os fatores de maior relevância estiveram relacionados à recuperação econômica mundial, ao crescimento acentuado da economia chinesa, à guerra cambial, ao aumento da concorrência internacional e às pressões ambientais, dentre outros.

Para ler a Análise Conjuntural de dezembro na íntegra acesse o site.

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