Arquivo da tag: Imagens de Satélite

O Agronegócio que ganha força com Geotecnologias

Em entrevista para Sara Kirchhof, do Canal do Boi, Izabel Cecarelli explica como o uso de Geotecnologias é fundamental para agregar valor e segurança no Agronegócio, principalmente nas operações financeiras e de Barter.
Assista ao vídeo e acompanhe a entrevista. E para ter mais detalhes do DataSafra, plataforma de monitoramento agrícola por satélite, que mostra a evolução da safra em tempo quase real, acesse: www.datasafra.com.br

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Projeto TRANSPETRO: GEOAMBIENTE levando otimização e eficiência ao cliente

A construção e manutenção de dutos nunca foi algo simples. Há a necessidade de muito planejamento e extrema cautela dos profissionais envolvidos, além dos melhores recursos tecnológicos à disposição.

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Dione Ribeiro, André Santos e Júlio Guerra – profissionais GEOAMBIENTE do projeto TRANSPETRO.

Com a necessidade de otimização e direcionamento dos esforços de inspeção de campo na detecção de áreas de riscos geológicos, em menor tempo do já despendido em inspeções sazonais, a TRANSPETRO contou com os serviços de Sensoriamento Remoto e mapeamento da GEOAMBIENTE. Ou seja, se antes os técnicos da TRANSPETRO percorriam faixas inteiras buscando por ocorrências geotécnicas, como erosões e escorregamentos, após a conclusão do projeto, não haveria mais a necessidade de tal percurso.
O projeto abrangeu áreas envolvendo as regionais São Paulo Planalto e Centro-Oeste (passando pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, incluindo o Distrito Federal). Ao todo, estamos falando de 18 faixas de dutos (somando 1.858km. de extensão total das faixas), onde foram feitos:

  • Modelagem espacial para mapeamento de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo;
  • Produção de mapas de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo em corredor de 400m. de largura ao redor das faixas de dutos;
  • Aquisição e processamento de imagens de satélite de alta resolução (até 1m.) para recobrir um corredor de 3km de largura no entorno de toda a extensão das faixas de dutos adquiridas;
  • Aquisição e processamento de imagens de média resolução para recobrir as áreas das bacias das travessias de até 3ª ordem a montante de faixas de dutos;
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Imagem de alta resolução espacial adquirida e ortorretificada pela GEOAMBIENTE.
  • Mapeamento detalhado de uso e cobertura do solo e de feições de ocorrências geotécnicas (erosões, cicatrizes de escorregamento, entre outros) ao longo das faixas de dutos e seu entorno (400 m de largura) a partir das imagens de alta resolução;
  • Determinação das classes de locação dos trechos das faixas de dutos;
  • Mapeamento de uso e cobertura do solo das bacias das travessias de até terceira ordem;
  • Inspeção geológica-geotécnica em campo das áreas mapeadas como de suscetibilidades alta e moderada;
  • Desenvolvimento de aplicação WebGIS para publicação dos mapas de suscetibilidade, imagens de satélite e dados e documentos resultantes das inspeções em campo.
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Mapa de uso do solo (erosão, escorregamento, queda de blocos e ação antrópica)

Num total de 11 meses, geólogos, analistas e engenheiros civis da GEOAMBIENTE inspecionaram 558,5km (30% do total) de trechos de suscetibilidade alta e moderada, além de consolidarem em escritório, informações recebidas da TRANSPETRO e geração de mapas de suscetibilidade para subsídio ao trabalho de campo.

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Profissionais Geoambiente em campo

Com a conclusão do projeto, ferramentas de geoprocessamento e o uso de GIS (na modelagem da TRANSPETRO) possibilitaram a identificação de áreas que apresentavam eventos geotécnicos (erosões, escorregamentos, rastejos, entre outros), o mapeamento de suscetibilidade aos processos geológicos superficiais e a otimização dos esforços e recursos envolvidos na inspeção geológica-geotécnica em campo. Além disso, a TRANSPETRO também pode acompanhar o andamento dos trabalhos e avaliar os produtos gerados por meio do WebGIS que foi desenvolvido.

Segundo o Gerente de Projetos, André Santos, este projeto foi um pontapé inicial para outros projetos de infraestrutura linear na GEOAMBIENTE.

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Monitoramento por satélite auxilia no gerenciamento da crise hídrica

fonte: MundoGEO – por Izabela Prates

Software SOMABRASIL reúne informações de diferentes fontes e as apresenta em mapa
Software SOMABRASIL reúne informações de diferentes fontes e as apresenta em mapa

Uma poderosa ferramenta de monitoramento está sendo utilizada para acompanhar os efeitos da crise hídrica nacional. Desenvolvido pela Embrapa Monitoramento por Satélite (SP), o Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil (SOMABRASIL) reúne dados de diferentes fontes e os apresenta de forma amigável em mapas de fácil compreensão.

Agora, um trabalho de cooperação entre o Mapa e a Embrapa prevê o desenvolvimento tecnológico para o acompanhamento da produção, mapeando indicativos de anomalias agrometeorológicas. No início de fevereiro, a Embrapa apresentou para a ministra da Agricultura Kátia Abreu as primeiras análises sobre a atual disponibilidade de água no solo para as principais culturas agrícolas do país.

A partir de informações disponíveis no SOMABRASIL, foi possível localizar os municípios responsáveis por 80% da produção nacional de culturas agrícolas como algodão, café, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e trigo, e relacionar com dados agrometeorológicos, socioeconômicos e relatórios de safra. A situação atual, com relação às chuvas e à oferta de água no solo, é comparada com a média histórica para o mesmo período a fim de observar se condição de hoje está muito abaixo do esperado. A análise é realizada em bases municipais e por cultura, possibilitando mapear os municípios em situação mais crítica em relação a esses parâmetros, ou seja, aqueles que podem sofrer mais caso a baixa oferta de água coincida com estágios importantes para o desenvolvimento das plantas.

A avaliação pode ser feita a cada dez dias, acompanhando as diferentes fases da cultura e comparando a necessidade hídrica com a disponibilidade de água verificada naquele período. Essas informações, que serão entregues ao Mapa, vão auxiliar em ações direcionadas junto aos produtores para minimizar os possíveis impactos na produção. Além de imagens de satélite, estão sendo utilizadas no trabalho informações disponibilizadas pelo IBGE, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Agência Nacional de Águas (ANA) e sistema Agritempo, também da Embrapa.

“Ter uma visão das áreas de produção agrícola em diferentes escalas e dos indicadores que afetam as culturas nos diferentes estágios de desenvolvimento é de fundamental importância”, explica Mateus Batistella, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite. Segundo ele, o desenvolvimento de técnicas e métodos baseados em tecnologias geoespaciais, como satélites e sistemas integradores de geoinformação, tem sido a resposta da ciência para o monitoramento de uma atividade tão dinâmica quanto a agricultura, num país de dimensões continentais como o Brasil.

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O Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil (SOMABRASIL) reúne num único ambiente, com acesso amigável e interatividade, informações produzidas por diferentes fontes, seguindo um processo contínuo de desenvolvimento que possibilita agregar novos módulos de monitoramento, como as análises das condições agrometeorológicas que afetam diretamente a produção agrícola.

O sistema é consultado por pesquisadores, gestores, analistas, consultores ambientais e estudantes de graduação e pós-graduação, além de ser ferramenta frequente para instituições públicas e privadas que necessitam dessas informações. Atualmente, estão cadastrados mais de cinco mil usuários do Brasil e de mais de 20 outros países. Em seu banco de dados, estão reunidos cerca de quatro milhões de registros relacionados às produções agrícola e pecuária municipais desde 1990, além de bases político-administrativas; relevo, hidrografia, biomas, solos e potencial agrícola; áreas protegidas e desmatamento na Amazônia; logística e clima.

Disponível na internet

O SOMABRASIL, não requer software nem conhecimento especializado e foi construída com base em tecnologia de código aberto, ou seja, software livre – com as Base de Maps: GOOGLE Terrain, GOOGLE Satellite, Bing Roads, OpenStreetMap. O usuário é capaz de interagir com os diferentes planos de informação disponíveis e fazer consultas básicas e avançadas. Todos os cruzamentos dos mais de quatro milhões de registros geram mapas dinâmicos, sobrepostos em uma mesma plataforma. Desde 2013, a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa) é um dos principais usuários governamentais do SOMABRASIL, utilizado para o apoio à tomada de decisão e ao direcionamento de políticas públicas já estabelecidas, como o zoneamento agrícola de risco climático e o seguro rural.

A ocorrência de chuvas abaixo da média histórica, registrada nos últimos meses em importantes regiões agrícolas, deixou o país em alerta para potenciais impactos na produção de alimentos. Há dois anos, a Embrapa Monitoramento por Satélite (SP) vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no desenvolvimento de ferramentas para a gestão de análises de riscos para as lavouras, em especial aqueles relacionados ao clima. O cenário de crise hídrica intensificou a demanda por respostas rápidas e um acompanhamento sistemático dos efeitos da disponibilidade de água na safra 2014/2015.

Visite a página Água na Agricultura

Graziella Galinari (MTb 3863 / PR)
Embrapa Monitoramento por Satélite
monitoramento-por-satelite.imprensa@embrapa.br
Telefone: (19) 3211-6214

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

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Estudo da Euroconsult aponta que mais de 1,2 mil satélites serão lançados nos próximos 10 anos.

por MundoGEO

A Euroconsult prognosticou que aproximadamente 1,2 mil satélites serão construídos e lançados durante a próxima década. Esta média anual de 120 satélites representa um aumento significativo em relação à média de 77 satélites lançados anualmente na década anterior.

Segundo o relatório recente da Euroconsult, a fabricação e lançamento destes 1,2 mil satélites vão movimentar 194 bilhões de dólares, em todo o mundo, durante a próxima década.

O informe conclui que os governos de todo o mundo seguirão dominando o mercado espacial, que representa dois terços do número total de naves espaciais lançadas.

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Satélites TanDEM-X e TerraSAR-X voam em formação para compor mapa tridimensional da Terra.

TanDEM-X e TerraSAR-X

por MundoGEO


Os satélites TanDEM-X e TerraSAR-X já estão voando em formação para compor um mapa tridimensional da superfície terrestre. O TerraSAR-X foi lançado ao espaço em 2007, enquanto o TanDEM-X foi colocado em órbita em junho deste ano. As manobras para aproximar os satélites foram conduzidas na passada semana.

Estes dois satélites têm como objetivo a realização de um mapa em 3D de toda a superfície terrestre, com uma precisão superior a dois metros. Será o modelo tridimensional da Terra mais detalhado já construído com dados obtidos através de satélites.

Este Modelo Digital de Elevação (DEM, na sigla em inglês) terá diversas aplicações, em qualquer área em que a topografia é um elemento chave, como a geografia, hidrologia ou navegação aérea.

De forma a obterem esta imagem tridimensional da superfície da Terra, estes satélites radar emitem sinais (microondas) para a superfície. Através do tempo de retorno dos sinais emitidos é possível determinar as diferentes alturas. A expectativa é que este modelo da superfície terrestre esteja finalizado em 2014.

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Imagens de satélites registram os efeitos da seca nos rios amazônicos.

por MundoGEO

Um conjunto de imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram o avanço acelerado da vazante nos baixos Negro e Solimões, no Amazonas. A diminuição do leito dos rios fica evidente na comparação entre as imagens do satélite Landsat-5 obtidas em diferentes períodos, comprovando o efeito da seca na região.

As imagens revelam que serão mais afetadas pela diminuição aguda do leito dos rios as comunidades rurais dos municípios de Manaquiri, Jatuarana, Manacapuru, Autazes, Careiro da Várzea, Caapiranga, no baixo Solimões. As regiões do baixo vale do rio Negro também estão sendo avaliadas. Por meio do Projeto Panamazônia, do Inpe, os pesquisadores pretendem estender o estudo sobre vazão a rios da Amazônia sul-americana.

A estiagem na região deve se prolongar até meados de novembro, quando a situação nos rios pode estar próxima ao que ocorreu em 2005, como demonstram as figuras abaixo.

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