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Geoambiente organiza 2º Workshop do Projeto de P&D ANEEL – Faixa de Servidão

Nos dias 22 e 23 de agosto, as instalações da Eletronorte em Brasília, foram palco para o 2º Workshop do Projeto de P&D ANEEL – Faixa de Servidão, organizado pela TAESA – Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A., pela GEOAMBIENTE, representada pelos pesquisadores Dra. Maíra Dzedzej, MSC.Carina Rodrigues, MSc.Luciana Arasato e MSc. Alex Silva, pela ANEEL e Ekocap – Auditoria e Consultoria Ambiental.

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Os 160 convidados de diversas empresas, como concessionárias de energia, agências e órgãos ambientais e do setor elétrico, compareceram ao evento para assistir às apresentações e debater os resultados parciais do projeto de P&D denominado “Estudo de Ações para Mitigação de Riscos de Desligamento das Linhas de Transmissão por Queimadas e Avaliação de Métodos de Manutenção de Faixas de Servidão”.

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O objetivo do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento é entender as causas de desligamento de linhas de transmissão de energia por queimadas, avaliar os riscos, identificar indicadores de risco de fogo, vulnerabilidade da linha e criticidade, modelando todos estes aspectos, gerando um modelo preditivo baseado em diversos parâmetros, e de modo especial, em parâmetros definidos a partir de imagens de sensores remotos e de levantamentos florestais in loco.

Além disso a pesquisa visa trazer mais informações para o debate sobre a revisão da Norma NBR 5422, que trata, entre outros aspectos, da manutenção da faixa de servidão das Linhas de Transmissão.

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O evento foi dividido em dois módulos: no primeiro dia (22/08), os principais resultados alcançados pela equipe executora da Geoambiente e Ekocap, durante um ano e meio de projeto foram apresentados a todos os convidados. No segundo dia (23/08), houve uma dinâmica organizada em 3 grupos técnicos de trabalho, formados entre os participantes do evento, com as seguintes temáticas:

  • Correlação entre dados de Sensoriamento Remoto e de Campo (inventário florestal, meio físico e socioeconômico),
  • Modelagem de Risco de Fogo, Vulnerabilidade e Criticidade com diferentes sensores e
  • Normatizações.

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Esta edição, dos dias 22 e 23 de agosto, foi a segunda do total das 5 previstas ao longo dos 36 meses de projeto.

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Confira algumas fotos do evento:

Você pode conferir imagens da primeira edição em: http://www.geoambiente.com.br/blog/2016/12/07/geoambiente-no-1o-workshop-do-projeto-de-pd-aneel-faixa-de-servidao

Para obter mais informações sobre o conteúdo deste workshop e/ou solicitar serviços de Sensoriamento Remoto e Desenvolvimento de Sistemas Geográficos, entre em contato com a Geoambiente: querosabermais@geoambiente.com.br

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Geoambiente no 1º Workshop do Projeto de P&D ANEEL – 0044 – Faixa de Servidão

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(dir. para esq.) Carina Rodrigues, Maíra Dzedzej e Júlio Guerra

Os dias 1 e 2 de dezembro foram marcados pelo 1º Workshop do Projeto de P&D ANEEL 0044 – Faixa de Servidão, organizado pela TAESA (Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.), Geoambiente, ANEEL e Ekocap, na Universidade de Brasília.

Com o objetivo de apresentar e discutir os resultados parciais do projeto, a equipe da Geoambiente (representada por Izabel Cecarelli, Maíra Dzedzej, Carina Rodrigues e Júlio Guerra) e da TAESA realizaram palestras e dinâmicas de grupo entre o público convidado.

Nas palestras, foram apresentados os conceitos, entendimentos e resultados previstos e já alcançados no projeto “Estudo de Ações para Mitigação de Riscos de Desligamento das Linhas de Transmissão por Queimadas e Avaliação de Métodos de Manutenção de Faixas de Servidão”.

Confira algumas fotos do evento:
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QUEIMADAS EM ÁREAS DE CANA-DE-AÇÚCAR: MONITORAMENTO E PREVENÇÃO

O termo “Queimada”, de uso popular, se refere a qualquer tipo de queima da vegetação, e a maioria das queimadas no Brasil tem origem antrópica: limpeza de pastagens, preparo de plantios de culturas temporárias, desmatamentos, colheita não mecanizada da cana-de-açúcar, vandalismo, balões de São João e disputas fundiárias, entre outras. Como resultado, tem-se, além das perdas econômicas, a destruição da biodiversidade (fauna e flora), o empobrecimento do solo e a redução da penetração de água no subsolo. Em muitos casos ocorrem mortes, acidentes e perda de benfeitorias.

O fato irrefutável é que enquanto houver pecuária extensiva e agricultura baseada no sistema de corte/queima, em detrimento do estabelecimento de sistemas agro-florestais e de manejo florestal sustentável, as queimadas continuarão a ocasionar perdas ambientais, econômicas e sociais. O fogo é um agente de transformação da paisagem e de geração de enormes prejuízos ambientais, econômicos e sociais e constitui-se numa prática arraigada na cultura brasileira, uma vez que as queimadas estão amplamente inseridas no processo produtivo, sendo considerado um método barato para preparar a terra para o plantio de culturas e para a limpeza de pastagens.

Em termos de Monitoramento, dadas as dimensões continentais do território brasileiro, o uso de imagens de satélite pode ser considerado como ideal (prático, rápido e de baixo custo) para a identificação e monitoramento de queimadas. Para que se possa identifica-las é preciso detectar focos de calor, pela diferença de temperatura entre os alvos imageados na superfície terrestre. O princípio físico que define a detecção de um foco de queimada é o de que qualquer material em combustão emite energia, principalmente na faixa termal-média de 3,7 µm a 4,1 µm do espectro óptico. O instrumento sensor do satélite mede a radiância termal da área imageada numa determinada passagem, e esta radiância é convertida para temperatura, que é utilizada no processamento. As coordenadas do foco de queimada são então calculadas. Como indicativo, com base nos dados analisados durante 10 anos, foram identificados 1.653.482 focos de queimadas no território brasileiro.

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Figura 1. Total de focos de queimadas no Brasil, durante 10 anos.

 

Devido ao uso indiscriminado na agropecuária, os meses de agosto a outubro concentram 67,19% do total de ocorrências de focos de queimadas no período analisado. Incluindo-se novembro, tem-se 79,72% dos focos.

Figura 2. Distribuição temporal das queimadas durante o período analisado.
Figura 2. Distribuição temporal das queimadas durante o período analisado.

 

Em termos de Prevenção, a análise do risco de incêndios é um elemento antecessor, de ação preventiva, e o risco de queimadas pode ser obtido diariamente por meio de índices de risco que refletem a sua possibilidade de ocorrência e a sua facilidade de propagação, de acordo com as condições atmosféricas. Os principais serviços compreendidos no monitoramento de risco de incêndios são estruturados para o envio diário de informações: monitoramento de condições meteorológicas das propriedades de interesse; análise das informações meteorológicas predominantes do dia; medições com alta precisão do risco de incêndio e em turnos (manhã, tarde e noite); instituição de um “Totem de Alerta” ao risco de queimada em cada propriedade; análise de regiões com maior risco; e sugestão de modos de contenções relativos. O monitoramento deste risco permite estabelecer um plano de proteção, já que se pode prever as condições de risco e adotar medidas preventivas mais eficientes e econômicas, tal como a definição do local do plantão da Brigada de Incêndio (comumente terceirizado).

Autor: Marcos Leandro Kazmierczak

Marcos Leandro Kazmierczak é Engenheiro Florestal, Mestre em Sensoriamento Remoto, com especialização em Interpretação de Imagens Orbitais e Sub-orbitais, e Inovação Tecnológica.
Atual Gestor de Negócios – Agro e Florestal na Geoambiente, Marcos tem 30 anos de experiência em Sensoriamento Remoto e geotecnologia.

E-mail: marcos.leandro@geoambiente.com.br
Tel.: (12) 99677-8356

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