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Estudo analisa impactos das mudanças do uso da terra

Cientistas de diferentes países definem temas prioritários para uma das maiores pesquisas sobre o tema que deverão integrar chamada internacional de propostas liderada pela FAPESP

fonte: Agência FAPESP (Elton Alisson)

solo expostoA disponibilidade de terra arável e para pecuária deverá diminuir globalmente nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que será preciso aumentar a produção de alimentos para atender ao crescimento da demanda mundial e melhorar a conservação e a sustentabilidade dos recursos não renováveis, que são essenciais para atingir esse objetivo.

Um grupo de pesquisadores de diferentes países, incluindo do Brasil, iniciará uma série de estudos colaborativos com o objetivo de aumentar a compreensão e gerar conhecimento científico para enfrentar esses três desafios concomitantes e inter-relacionados em escala mundial.

Nos dias 17 a 19 de dezembro, eles se reuniram em São Paulo, na FAPESP, para participar do “Belmont Forum International: Call Scoping Workshop on Food security and land use change”.

Organizado pela FAPESP em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) e o Belmont Forum, o objetivo do evento foi definir áreas prioritárias de pesquisa, relacionadas à segurança alimentar e mudanças no uso da terra, que poderão integrar a segunda chamada de propostas do Belmont Forum.

Entidade criada pelas principais agências financiadoras de pesquisa sobre mudanças ambientais do mundo, o Belmont Forum foi formado em 2009 durante uma conferência realizada pela National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, na cidade norte-americana de Belmont.

O objetivo do fórum, coordenado pelo International Group of Funding Agencies for Global Change Research (IGFA), é tentar influenciar os rumos da colaboração internacional em estudos sobre mudanças globais por meio de chamadas conjuntas de pesquisas.

Como membro do Belmont Forum, a FAPESP foi convidada a formatar uma proposta de chamada de projetos de pesquisa sobre segurança alimentar e mudanças no uso da terra que irá submeter para aprovação da entidade em uma reunião em fevereiro de 2013, na Índia.

Para balizar a proposta, a FAPESP convidou para participar do encontro em São Paulo pesquisadores que integram alguns dos principais projetos internacionais sobre segurança alimentar e mudanças no uso da terra para relatar as ações realizadas nos últimos anos.

Thomas Rosswall, do Research Program on Climate Change, Agriculture and Food Security da Dinamarca, Margaret Gill e Isabelle Albouy, do The European Joint Programming Initiative on Agriculture, Food Security and Climate Change, Andreas Heinimann, do Global Land Project, da Suíça, e John Ingram, do Global Environmental Change and Food Systems (Gecafs), do Reino Unido, foram alguns dos pesquisadores convidados.

“O objetivo foi conhecer as ações realizadas por essas iniciativas internacionais para que a proposta que submeteremos ao Belmont Forum não seja repetitiva ou represente uma duplicação de esforços de pesquisa já existentes no mundo”, disse Reynaldo Luiz Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e representante da Fundação no Belmont Forum.

“A ideia é que os estudos realizados no âmbito da chamada possibilitem explorar novos temas de pesquisa relacionados à segurança alimentar e mudanças no uso da terra que ainda não são abordados por outros programas de pesquisa internacionais”, disse Victoria à Agência FAPESP.

Durante o encontro, cientistas de países signatários do Belmont Forum apresentaram iniciativas e prioridades de pesquisa relacionadas à segurança alimentar e mudanças no uso da terra implementadas em seus respectivos países. Entre eles marcaram presença Samuel Scheiner, da NSF, Ryohei Kada, do Instituto de Pesquisa para Humanidades e Natureza, do Japão, e Sheryl Hendricks, da Universidade de Pretória, África do Sul.

Do lado do Brasil, André Nassar, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Gilberto Câmara, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentaram resultados de pesquisas sobre, respectivamente, biocombustíveis, biodiversidade e monitoramento de mudanças no uso da terra realizadas no âmbito dos programas BIOTA, BIOEN e PFPMCG da FAPESP, de cujas coordenações fazem parte.

Câmara falou sobre os desafios para as políticas de uso da terra no Brasil que, segundo ele, representam o maior experimento de mudanças no uso da terra e seus efeitos realizado no mundo nas últimas décadas.

“Desde 1980, foram desmatados 720 mil km² da Amazônia e 400 mil km² do Cerrado. Isso representa uma transição de uso da terra que não aconteceu nessa magnitude, nesse intervalo de tempo e nessa época em nenhum outro país do mundo e é um marco significativo do que acontece hoje no planeta”, avaliou.

Segundo Câmara, parte da transição do uso da terra na Amazônia e no Cerrado para cultivo de soja e pastagem de gado está relacionada ao aumento da demanda interna por alimento. Mas outra parte significativa – principalmente no Cerrado – foi devida ao aumento das exportações de carne e grãos para atender ao crescimento da demanda mundial por alimentos.

Lições do Brasil

Nos anos de 1980, de acordo com Câmara, a mudança de uso da terra no Brasil ocorreu de forma desordenada e sem nenhuma espécie de controle. Mais recentemente, com o amplo acesso às informações sobre desmatamento disponibilizadas na internet por instituições de pesquisa como o Inpe e pressões internacionais e da sociedade brasileira, foi possível implementar uma política de desmatamento da Amazônia que obteve muito êxito ao ser baseada na tríade composta por transparência, governança e instituições de pesquisa com boa reputação.

“Alguns aprendizados que o Brasil teve com a criação de instituições de pesquisa capazes de produzir informações sobre desmatamento – disponibilizadas de forma transparente e acessível na internet, que resultaram em mecanismo de governança que tem funcionado muito bem – podem servir de lição para outros países que também pretendem conseguir implementar uma política de uso da terra ampla. O Brasil precisa liderar o mundo nessa capacidade de ter um sistema de informação de uso da terra”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, um dos gargalos no sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia é produzir informação com maior nível de detalhe.

Atualmente, os sensores dos satélites utilizados no Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) no Inpe têm resolução espacial moderada, de 250 metros, o que impossibilita detectar desmatamentos e mudanças no uso da terra em áreas menores do que 25 hectares. “Precisamos de informação com maior detalhe”, afirmou Câmara.

Mas, segundo ele, as maiores lacunas no sistema de monitoramento de mudanças de uso da terra no Brasil se referem a biomas como o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pampa e o Pantanal, os quais ainda não dispõem de um sistema de informação sobre desmatamento similar ao existente para a Amazônia.

“O Brasil precisa ter em todo o seu território o mesmo nível de informação diária sobre mudanças no uso da terra que possui hoje para a Amazônia. Isso é essencial para um país que tem esse tamanho de área, que quer balancear a produção agrícola e de biocombustíveis com o equilíbrio ambiental”, destacou Câmara.

Questões fundamentais

O equilíbrio entre uso da terra e mitigação dos impactos ambientais causados pela atividade agropecuária foi apontado pelos pesquisadores participantes do workshop na FAPESP como um dos principais desafios para os próximos anos.

De modo a contribuir na busca de soluções para o problema, as propostas de pesquisa que serão apoiadas na segunda chamada do Belmont Forum deverão tentar responder, entre outras questões fundamentais, como os atuais padrões de demanda por alimentos afetam o uso da terra, a biodiversidade e a segurança alimentar.

Outra pergunta é quais serão as consequências das mudanças no uso da terra sobre os serviços dos ecossistemas e da biodiversidade e como irão afetar a disponibilidade e o acesso aos alimentos.

“Seguramente, a competição entre serviços de ecossistemas e a produção de alimentos é um tema que deverá ser abordado e discutido nas pesquisas que serão financiadas nessa chamada de projetos”, disse Victoria.

Para definir quais os temas de pesquisa inter e transdisciplinares relacionados à segurança alimentar e mudanças no uso da terra que devem ser contemplados nas pesquisas colaborativas financiadas pelo Belmont Forum, os participantes do evento foram divididos em quatro grupos de trabalho.

Ao final do encontro, eles produziram um rascunho de um documento que sintetiza as discussões científicas estabelecidas durante os três dias do evento e apresenta uma proposta de chamada que será submetida para aprovação no Belmont Forum. A proposta deverá ter a participação de, no mínimo, três países signatários do grupo.

“No âmbito da chamada, será possível realizar projetos conjuntos de países em que três ou mais países se propõem a responder uma ou mais questões que serão colocadas. Será possível realizar estudos comparativos sobre segurança alimentar no Brasil, África do Sul e Ásia, por exemplo”, disse Victoria.

Participaram do encontro na FAPESP representantes de seis países signatários do Belmont Forum: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão, África do Sul e Inglaterra. Outros seis países integram o grupo, além de diversos mais interessados em participar da chamada. “Estamos tentando construir a maior aliança possível de países para otimizar a utilização dos recursos que serão aplicados na chamada”, disse Victoria.

Chamada em 2013

primeira chamada de propostas do Belmont Forum foi lançada em abril de 2012 e contou com recursos de cerca de 20 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões foram investidos pela FAPESP, sendo 1,5 milhão de euros para projetos de pesquisa sobre segurança hídrica e 1 milhão de euros para pesquisas sobre vulnerabilidade costeira.

Os projetos serão executados por pesquisadores do Estado de São Paulo nessas áreas em parceria com pesquisadores de, pelos menos, outros dois países participantes do fórum.

Os valores para a segunda chamada serão definidos em 2013, durante reunião do Belmont Forum em fevereiro. Pesquisadores ligados a instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas e privadas, no Estado de São Paulo poderão participar da chamada.

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Gestão ambiental garante menos emissão de gases

fonte: Diário Online

Se há vinte anos,quando foi realizada a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Eco 92 –, o setor mineral começava a dar os primeiros passos rumo à superação da ideia de que mineração e degradação caminham lado a lado, hoje o cenário já é bem diferente. Houve uma mudança de paradigmas, que faz com que as empresas do setor se preocupem cada vez mais em investir na área de sustentabilidade, implantando planos de gestão ambiental. “As empresas hoje se preocupam muito com o legado que vão deixar nas comunidades. O legado econômico é facilmente percebido, com a geração imediata de emprego e renda. É fundamental uma visão de planejamento de longo prazo, com investimentos em capacitação e diversificação da economia local, acoplada ao desenvolvimento de políticas públicas de sustentabilidade”, diz Rinaldo Mancin, diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

“As empresas estão buscando não só ultrapassar aquilo que é exigido delas pelas leis ambientais, mas querem se tornar referências em sustentabilidade”, acrescenta Mancin. Este mês, o Instituto se prepara para lançar uma publicação na Rio + 20, que analisa a evolução da gestão ambiental nas mineradoras nos últimos 20 anos, e traz dados surpreendentes: o setor contribui com menos de 0,5% na emissão de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, por exemplo.

Através de um Termo de Convênio, assinado entre a Hydro Alunorte e a prefeitura de Barcarena, a refinaria de alumina, localizada em Barcarena, reflorestou 37,5 hectares na comunidade Santana do Cafezal. Na área, foram plantadas mais de 41 mil mudas de árvores frutíferas, gerando renda a pequenos produtores locais. “O objetivo é restabelecer as condições naturais do ecossistema ou minimizar os impactos ambientais. Queremos chegar o mais próximo possível das condições originais”, explica Sérgio Rosas, gerente da Área de Meio Ambiente e Qualidade da Hydro Alunorte.

No oeste do Pará, em meio à Floresta Nacional Saracá-Taquera, uma das reservas biológicas brasileiras, a Mineração Rio do Norte (MRN) já reflorestou desde 1979, 8,8 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas. O reflorestamento foi só início. Hoje, a MRN realiza o monitoramento físico-químico e biológico das águas de rios e igarapés; a qualidade do ar; o nível de ruído; recicla; monitora e resgata a fauna, abelhas e a flora; entre outras ações desenvolvidas, em sua maioria, com o apoio de universidades brasileiras.

“Queremos compreender suas dietas, áreas de vida, comportamentos sociais e reprodutivos, e completar as necessidades técnicas sobre o monitoramento da influência da mineração de bauxita sobre o meio ambiente”, explica Milena Moreira, gerente do Departamento de Controle Ambiental da empresa.

Reduzir, reutilizar e reciclar. É dessa forma que o Departamento de Meio Ambiente da Imerys está conseguindo ter bons resultados quando o assunto é reaproveitar materiais que iriam para o lixo. Na fábrica em Barcarena e nas duas minas de extração de caulim, localizadas em Ipixuna do Pará, a Imerys possui centrais de resíduos para descartar materiais que a empresa não utiliza mais. “Resolvemos fazer uma triagem desses materiais para que os funcionários pudessem visualizar o que ainda poderia ser utilizado dentro da empresa. A ideia está dando certo!”, explica Shyrlene Maciel, engenheira ambiental da Imerys. (Ascom Hydro/Imerys)

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Boletos eletrônicos reduzem impacto ambiental.

Clientes e meio ambiente são beneficiados com o uso do serviço de Débito Direto Autorizado.

por Atitude Sustentável

Pouco mais de um ano após a implantação pela Febraban, o serviço de Débito Direto Autorizado (DDA) já alcançou mais de 5 milhões de clientes cadastrados. A iniciativa traz a facilidade para os clientes, mas o impacto ambiental do DDA também é significativo.

Desde maio do ano passado, o Banco do Brasil preservou 13 mil eucaliptos e evitou o consumo de 23 milhões de litros de água. O cliente que opta por receber eletronicamente seu boleto tem várias vantagens além de diminuir a poluição e reduzir o consumo de papel.

O acesso aos boletos eletrônicos evita o recebimento do documento impresso, o que necessita apenas o cadastramento nos bancos. Ao todo são 32 bancos que usam o serviço, responsáveis por 99,2% do volume de boletos emitidos no mercado. Os canais eletrônicos das instituições financeiras disponibilizam os boletos.

O estímulo dos bancos para o uso do boleto eletrônico é motivado pela possibilidade do controle de fluxo de cobranças emitidas, garantia de entrega bem como a economia de postagem e impressão. Além disso, conquistam o crescente nicho de clientes preocupados com a sustentabilidade.

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Compra conjunta evita desperdício de alimentos.

por Atitude Sustentável

Food Wasted (Comida Desperdiçada) é um grupo de pessoas que lutam contra o desperdício de alimentos na Inglaterra. Para isso, eles se organizam em grupos para fazerem compras coletivas – evitando que as pessoas comprem muito e tenham que jogar parte fora.

A intenção também era aproveitar as promoções e comprar produtos em maior quantidade por um preço melhor. Assim, as pessoas poderiam dividir os gastos e as compras, levando apenas o necessário para casa.

Jogo americano leva estatísticas e gráficos sobre o desperdício de alimentos. (Foto: Food Wasted)

 

Tudo começou com Alina Sandu, que criou o projeto para seu mestrado em design. A intenção dela era criar uma maneira para que o design pudesse ajudar as pessoas a serem mais sustentáveis.

“O projeto foi em duas direções – uma série de objetos mostrando os resultados do estudo, como jogos americanos e ecobags, e unir as pessoas nessa causa, de comrpar menos alimentos para desperdiçar menos caso saísse do prazo de validade”, comenta Alina.

Os bottons ajudariam as pessoas a se indentificarem nos mercados. (Foto: Food Wasted)

 

Num primeiro momento, a ideia de Alina era apenas que as pessoas usassem os botons e se organizassem sozinhas nos mercados para realizar as compras, o que inicialmente não deu certo. “Poucas pessoas tinham coragem para interagir. Quase sempre a compra dava certo, mas parecia desconfortável para a maioria”, explica Alina.

Assim, o próximo passo foi organizar encontros entre as pessoas pelo blog, facilitando a etapa do primeiro contato. Alina comenta que a ação funciona com uma média de cinco pessoas.

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BB e Instituto Votorantim querem estimular o desenvolvimento sustentável em comunidades.

Ações serão iniciadas em dez municípios do país, mas número deve crescer.

por Atitude Sustentável

O Banco do Brasil e o Instituto Votorantim assinaram no dia 03 de fevereiro o Acordo de Cooperação Técnica para elaboração e implementação de ações que estimulem o desenvolvimento sustentável em comunidades com indicadores socioeconômicos críticos. O objetivo é potencializar as ações já adoradas de maneira isolada pelas empresas.

Os primeiros municípios a serem atendidos são Sobradinho (DF), Belmiro Braga (MG), Ibiúna (SP), Juquiá (SP), Tapiraí (SP), Cachoeira (BA), Maragogipe (BA), São Félix (BA), Vidal Ramos (SC) e Rio Branco do Sul (PR). Serão apoiados projetos que estimulem atividades produtivas, como artesanato, apicultura, bovinocultura de leite, horticultura, entre outras, desde que sejam feitas de maneira sustentável.

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Embalagem biodegradável pode substituir latas de alumínio.

Tin Can é feita de PLA, material produzido com amido de milho.

por Atitude Sustentável

Para diminuir a grande quantidade de 106.000 latas de alumínio descartadas a cada 30 segundos nos EUA e raramente recicladas, um dos designers do Estudio de Design Haoshi criou uma embalagem semelhante, porém 100% orgânica e biodegradável.

A Tin Can, como foi batizada, é produzida em PLA, material feito com amido de milho e com características semelhantes ao plástico.

Segundo os fabricantes, o produto pode ser usado para líquidos quentes e frios, podendo ser uma alternativa para embalagens de café descartáveis. Além disso, o usuário final pode reaproveitar a Tin Can antes de jogar fora.

Ainda não existe previsão para a entrada do produto no mercado.

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Para Nokia, sustentabilidade é tendência em smartphones.

Empresa investe em aplicativos para educação em sustentabilidade.

por Atitude Sustentável

O Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) elegeu 10 assuntos de mobilidade que devem ser destaque em 2011. Um deles é a função que os smartphones têm para a educação para a sustentabilidade.

O INdT desenvolve projetos nessa ára envolvendo a sociedade, baseado principalmente na necessidade por produtos ecológicos e por tecnologias mais humanas.

Uma parceria com a Universidade Federal do Amazonas, por exemplo, desenvolve dois aplicativos que promovem a educação para a sustentabilidade: o Fuel, que compara o uso de combustíveis e mostra para o consumidor quando vale a pena abastecer com etanol ou gasolina; e o IMC Fácil, que permite o cálculo de índice de massa corporal e fornece dicas de saúde.

A previsão é que os aplicativos já estejam disponíveis ainda esse semestre.

Outros temas apontados como tendências pela pesquisa são: redes 4G, realidade aumentada, expansão das redes sociais via mobile, games, segurança, aplicativos, 3D e criação de música.

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Green Drinks discute sustentabilidade no bar.

Evento é mundial e no país acontece em Belo Horizonte e Santos.

por Atitude Sustentável

O Green Drinks é um evento mundial em formato de Happy Hour em que é discutido a sustentabilidade. A primeira edição brasileira foi em São Paulo em 2008. Em 2009, foi levado pelo Grupo Ânima de Educação para Belo Horizonte e em 2010 para Santos.

“A principal motivação do Green Drinks BH e Santos é criar um ambiente agradável e informal para discussão, troca e informação sobre questões voltadas à sustentabilidade. O Projeto visa aproximar as pessoas, empresas e governos para que juntos, possamos construir um mundo melhor. A ideia do Green Drinks é divulgar de maneira leve, temas importantes para o desenvolvimento sustentável. Além disso, fortalecer a rede de pessoas que se preocupam com esta temática em Belo Horizonte. Este novo formato de aprendizado, proporciona a aproximação de ideias e pessoas, o que torna o movimento extremamente aceito e admirado por aqueles que o conhece”, comenta Vanessa Castro, integrante do Núcleo de Sustentabilidade do Grupo Ânima Brasil.

Edição de Santos é organizada na praia. Foto: Isabela Carrari.

O evento já foi organizado 16 vezes em Belo Horizonte, abordando temas como o Protocolo de Kyoto, eficiência energética, lixo eletrônico, direito ambiental, construções sustentáveis, eco economia, o movimento Slow Food e logística reversa, entre outros. O Green Drinks de Belo Horizonte é organizado em rede divulgado na internet, evitando o uso de papéis.

Mundialmente, o evento já atinge 742 cidades em cerca de 60 países e teve a primeira edição em 1989.

Os encontros acontecem mensalmente em Santos (último sábado do mês, na Barraca da Praia Unimonte) e em Belo Horizonte (primeira terça-feira do mês no Restaurante Rima dos Sabores).

Para mais informações, visite os sites daGreen Drinks, do Grupo Green Drinks de Belo Horizonte e do Grupo Green Drinks de Santos.

Edição de Belo Horizonte reúne professores, funcionários administrativos, alunos, fornecedores e a sociedade em geral. Foto: Isabela Carrari.

 

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Brasil já é 5º lugar no ranking mundial da construção sustentável.

por Agência Brasil

A procura por construções ecologicamente corretas e auto-sustentáveis saiu da retórica e já faz parte da realidade de muitas empresas brasileiras. Agências bancárias (Banco Real), empresas (Morgan Stanley, Brasken, McDonald´s) e prédios de escritórios (Eldorado Business Tower, WTorres Nações Unidas, Ventura Tower no Rio, Rochaverá Tower, Torre Santander), prédios de saúde (Delboni Auriema em Santana, Fleury no Rochaverá, Hospital Albert Einstein, Pavilhão Vick e Joseph Safra no Morumbi), supermercados (Pão de Açucar Indaiatuba) são alguns exemplos de corporações que optaram por alternativas como reuso da água, novas tecnologias de aquecimento e geração de energia, tratamento de lixo ou utilização de materiais ecologicamente corretos em suas construções.

Essas empresas foram pioneiras no Brasil a ter empreendimentos admitidos para a certificação “Green Building”, em conformidade com os requisitos de sustentabilidade certificados com o LEED (Leadership in Energy Environmental), selo internacional concedido pela organização não-governamental Green Building Council Brasil, braço do GBC presente em quase 100 países. A organização sem fins lucrativos terminou 2010 com um balanço de 23 certificados emitidos, que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking mundial da construção sustentável, atrás dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China. Em 2009, o País era o 6º colocado.

Além dos empreendimentos que já ganharam o selo verde, outros 211 terminaram 2010 em processo de certificação, entre eles estádios de futebol, shopping centers, bairros, escolas, etc. Para 2011, a expectativa é que 35 empreendimentos estejam certificados e outros 300 estejam em processo de certificação no Brasil.

A maior conscientização das corporações brasileiras em torno de temas sócio-ambientais está em consonância com o que acontece no exterior. De 1986 a 2006, apenas 500 empreendimentos eram considerados ecologicamente corretos em todo o mundo. Em 2010, eram mais de 100 mil edifícios comerciais e quase um milhão de residências. O setor imobiliário é responsável pelo consumo de 21% da água tratada, 41% da energia elétrica gerada, gera 65% do lixo e 25% do CO2 equivalente e é o maior consumidor de recursos naturais, daí a importância pela conscientização da necessidade de se difundir os edifícios verdes.

Os ganhos com um empreendimento certificado são diversos. O consumo de energia, em média, é 30% menor, ao passo que o consumo de água sofre redução de 30% a 50%. Outros ganhos incluem redução da emissão de CO2 em 35% e redução de 50 a 90% na geração de resíduos, incluindo materiais recicláveis. Ainda que o custo da obra seja em média 5% maior do que uma obra convencional, há valorização de 10% a 20% no preço de revenda.

Além dos empreendimentos citados, diversos estádios estão em processo de certificação visando a Copa de 2014. (Estádio Nacional de Brasília, Complexo Esportivo do Amazonas, Estádio do Mineirão/BH, Arena Multiuso de Cuiabá, Arena Salvador e Arena do Grêmio Porto Alegre. Este último, a princípio, não será sede da Copa, porém estará pronto em 2014 e atenderá a todas as exigências Fifa).

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GSI JAM: Evento promove discussão sobre sustentabilidade via web.

Com 96 horas consecutivas de debates online, fórum reunirá interessados em sustentabilidade.

por Atitude Sustentável

A ONG Global Social Impact (GSI) realizará entre os dias 9 e 12 de fevereiro o GSI Jam – Estratégias para a Sustentabilidade: ideias e propostas, evento via web que conta com centenas de especialistas de organizações sociais, corporações, instituições acadêmicas e agências governamentais de todo o mundo em uma grande rede social temática.

O evento permite a realização de salas de discussão simultâneas, contando com vários convidados, como o professor de Gestão pela Universidade de Cornell, Stuart Hart, especialista em Empreendimentos Globais Sustentáveis. As propostas resultantes do GIS JAM definirão os principais tópicos da 3ª Conferência Internacional de Inovação no Terceiro Setor: Sustentabilidade e Impacto Social, que acontecerá no segundo semestre de 2011.

Para Andréa Shpak, presidente da GSI, realizar o evento via web permite criar um espaço democrático, onde há um número ilimitado de participantes de qualquer lugar do mundo. “Além disso, saímos de um formato tradicional oral em que as pessoas se limitam aquele momento específico presencial, para um formato escrito em que os participantes têm um tempo de reflexão antes de compartilhar suas ideias e seus comentários”, explica a presidente.

A importância do tema

O conceito de sustentabilidade não se limita exclusivamente a sustentabilidade ambiental, mas também na sustentabilidade econômica e social, que são também muito importantes. Andréa reforça a necessidade de ter um olhar mais crítico e estratégico para sair de modelos em que as ações são de curto prazo com resultados imediatos para modelos duráveis e sustentáveis. “Os processos devem ser vistos sempre como algo evolutivo e continuado, e não somente como um projeto com início, meio e fim. Caso contrário, a tendência é se tornar um modismo e logo ser abandonado”, frisa.

Empresas, governos, organizações sociais e indivíduos têm um papel crítico neste processo. Enquanto o trabalho se manter num modelo competitivo disputando os recursos que são limitados em prol do beneficio único, irá se manter o caminho inverso da sustentabilidade. É importante criar modelos colaborativos, para que através de esforço, conhecimento e recursos coletivos se possa alcançar um mundo mais sustentável.

Participe

A iniciativa terá também debatedores como Ricardo Young – ex-presidente do Instituto Ethos e UniEthos; Melvyn Levistky – ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil; Paul Kirsch – líder do Programa de Empreendedorismo da Universidade de Michigan; Francisco Buonafina – secretário de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, deputado Ricardo Montoro – ex-secretário de Participação e Parceria; entre outros.

Período: 9 a 12 de fevereiro de 2011
Começa: 10h (horário de Brasília) do dia 9/02
Termina: 18h do dia 12/02
Inscrições e informações: http://www.globalsocialimpact.org/gsi/gsijam/

 

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