Arquivos da categoria: Óleo & Gás

Projeto TRANSPETRO: GEOAMBIENTE levando otimização e eficiência ao cliente

A construção e manutenção de dutos nunca foi algo simples. Há a necessidade de muito planejamento e extrema cautela dos profissionais envolvidos, além dos melhores recursos tecnológicos à disposição.

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Dione Ribeiro, André Santos e Júlio Guerra – profissionais GEOAMBIENTE do projeto TRANSPETRO.

Com a necessidade de otimização e direcionamento dos esforços de inspeção de campo na detecção de áreas de riscos geológicos, em menor tempo do já despendido em inspeções sazonais, a TRANSPETRO contou com os serviços de Sensoriamento Remoto e mapeamento da GEOAMBIENTE. Ou seja, se antes os técnicos da TRANSPETRO percorriam faixas inteiras buscando por ocorrências geotécnicas, como erosões e escorregamentos, após a conclusão do projeto, não haveria mais a necessidade de tal percurso.
O projeto abrangeu áreas envolvendo as regionais São Paulo Planalto e Centro-Oeste (passando pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, incluindo o Distrito Federal). Ao todo, estamos falando de 18 faixas de dutos (somando 1.858km. de extensão total das faixas), onde foram feitos:

  • Modelagem espacial para mapeamento de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo;
  • Produção de mapas de suscetibilidade a erosão, escorregamento, queda de blocos, corrida de detritos e rastejo em corredor de 400m. de largura ao redor das faixas de dutos;
  • Aquisição e processamento de imagens de satélite de alta resolução (até 1m.) para recobrir um corredor de 3km de largura no entorno de toda a extensão das faixas de dutos adquiridas;
  • Aquisição e processamento de imagens de média resolução para recobrir as áreas das bacias das travessias de até 3ª ordem a montante de faixas de dutos;
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Imagem de alta resolução espacial adquirida e ortorretificada pela GEOAMBIENTE.
  • Mapeamento detalhado de uso e cobertura do solo e de feições de ocorrências geotécnicas (erosões, cicatrizes de escorregamento, entre outros) ao longo das faixas de dutos e seu entorno (400 m de largura) a partir das imagens de alta resolução;
  • Determinação das classes de locação dos trechos das faixas de dutos;
  • Mapeamento de uso e cobertura do solo das bacias das travessias de até terceira ordem;
  • Inspeção geológica-geotécnica em campo das áreas mapeadas como de suscetibilidades alta e moderada;
  • Desenvolvimento de aplicação WebGIS para publicação dos mapas de suscetibilidade, imagens de satélite e dados e documentos resultantes das inspeções em campo.
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Mapa de uso do solo (erosão, escorregamento, queda de blocos e ação antrópica)

Num total de 11 meses, geólogos, analistas e engenheiros civis da GEOAMBIENTE inspecionaram 558,5km (30% do total) de trechos de suscetibilidade alta e moderada, além de consolidarem em escritório, informações recebidas da TRANSPETRO e geração de mapas de suscetibilidade para subsídio ao trabalho de campo.

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Profissionais Geoambiente em campo

Com a conclusão do projeto, ferramentas de geoprocessamento e o uso de GIS (na modelagem da TRANSPETRO) possibilitaram a identificação de áreas que apresentavam eventos geotécnicos (erosões, escorregamentos, rastejos, entre outros), o mapeamento de suscetibilidade aos processos geológicos superficiais e a otimização dos esforços e recursos envolvidos na inspeção geológica-geotécnica em campo. Além disso, a TRANSPETRO também pode acompanhar o andamento dos trabalhos e avaliar os produtos gerados por meio do WebGIS que foi desenvolvido.

Segundo o Gerente de Projetos, André Santos, este projeto foi um pontapé inicial para outros projetos de infraestrutura linear na GEOAMBIENTE.

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Geoambiente e Google Maps no 14° Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental

O 14º CBGE que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 02 e 06 de Dezembro contou com a participação da Geoambiente, distribuidora do portfólio Google Maps para empresas e governos.

Desastres naturais, controle de erosão, obras de infraestrutura e investigações, remediações de áreas contaminadas, gestão ambiental e mineração. Essas foram as principais linhas de discussão e temáticas de um Evento de caráter multidisciplinar e de vital importância para a nossa sociedade.

O Congresso aconteceu na UFRJ, na Ilha do Fundão e contou com o estande da Geoambiente e seu portfólio de Soluções em geotecnologia, cartografia e Google Maps.

14° CBGE

Dentre os casos de sucesso e aplicações apresentados na Palestra proferida por Izabel Cecarelli, Diretora Presidente da Geoambiente durante o primeiro dia do Evento, destacamos o mapeamento de suscetibilidade aos riscos geotécnicos nas faixas de dutos da Transpetro, a Gestão Ambiental de uma das maiores Usinas Subterrâneas do Brasil (Salto Pilão) assim como as soluções Google Maps desenvolvidas para o Estado de São Paulo (Emplasa e Cetesb).

“Temos que parabenizar a ABGE e a CPRM pela brilhante organização e atual temática do Evento que se tornou um marco nas políticas públicas de um país que vivencia grandes obras de infraestrutura e se prepara para evitar ou minorar os efeitos catastróficos e tragédias causadas por deslizamentos, escorregamentos e enchentes”, afirma Izabel Cecarelli.

O CBGE é realizado a cada dois anos, sendo esta sua décima quarta edição.

Geoambiente – Google Enterprise Partner
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Projeto Azul montará sistema inédito de monitoramento oceânico

fonte: Inovação Tecnológica

Projeto Azul

A Bacia de Santos, área onde se encontram campos de petróleo em camadas do pré-sal, será estudada por meio de um sistema inédito de monitoramento oceânico.

O projeto contará com robôs submarinos, boias oceânicas e dados de satélites. [Imagem: Coppe/UFRJ]
O projeto contará com robôs submarinos, boias oceânicas e dados de satélites. [Imagem: Coppe/UFRJ]

As informações contribuirão para a segurança e eficiência das operações de exploração do petróleo e para ampliar o conhecimento e a preservação do meio ambiente.

A iniciativa, batizada de Projeto Azul, é da Coppe/UFRJ em parceria com uma empresa privada.

Os pesquisadores da Coppe pretendem integrar a plataforma a outros sistemas já existentes na Europa e nos Estados Unidos.

“Teremos no final um modelo vivo da região. Com todas as informações, vamos conhecer melhor o oceano, podendo estar dentro da água sem se molhar,” disse o professor Luiz Landau, coordenador do projeto,

Robôs e satélites

Durante três anos, o Projeto Azul vai coletar informações sobre a dinâmica das correntes oceânicas, temperatura, salinidade, PH, oxigênio dissolvido, clorofila, cor e matéria orgânica, entre outros parâmetros.

Para isso serão utilizados robôs mergulhadores (seaglider), derivadores (boias acopladas com medidores), perfiladores (que medem, dentre outros parâmetros, o perfil das correntes principalmente em águas profundas) e imagens de satélite.

As correntes oceânicas e os parâmetros da oceanografia química da região serão estudados até a profundidade de dois mil metros.

A proposta é montar um grande organizador de informações, utilizando o supercomputador da Coppe, cujos dados serão enviados para o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo o coordenador do Projeto Azul, professor Luiz Landau, da Coppe, a iniciativa vai permitir conhecer melhor a região.

Segundo o coordenador do Projeto Azul, professor Luiz Landau, da Coppe, a iniciativa vai permitir conhecer melhor a região.

Vazamentos de óleo

O Projeto Azul será útil também no gerenciamento de eventuais vazamentos de óleo.

Conhecendo previamente o padrão das correntes é possível rastrear manchas de óleo no mar, apontando a direção do deslocamento, para que se atue de forma rápida e eficaz para contenção e dispersão do óleo, minimizando impactos.

A iniciativa também inova ao disponibilizar as informações em tempo real para outras universidades e centros de pesquisa.

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GEOAMBIENTE torna-se distribuidor GOOGLE no Brasil!

GEOAMBIENTE torna-se distribuidor Google e agrega as soluções Google ao portfólio, aliado à sua expertise em desenvolvimento de sistemas

A Geoambiente, com 18 anos de experiência e uma das principais empresas de Geotecnologia do país, tornou-se Parceiro Enterprise Google. A partir de agora os produtos Google também passam a fazer parte do seu portfólio e serão apoiados no vasto conhecimento de sua equipe técnica, possibilitando o desenvolvimento de aplicações, customizações e prestação de consultoria específica.

Entre em contato com a Geoambiente e descubra como as soluções Google podem apoiar o seu negócio: www.geoambiente.com.br

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Expansão do biogás só depende de estímulos do governo

À despeito do otimismo em relação ao potencial do biogás, as pequisas brasileiras ainda seguem em um um ritmo lento

fonte: Exame

Lixão localizado próximo à Praia da Baleia, na Rodovia Rio-Santos, no Litoral Norte de São Paulo. (Rogério Montenegro)

A inclusão de um novo biocombustível no topo da matriz energética renovável brasileira está dependendo, segundo pesquisadores, de uma sinalização clara do governo para estimular novos estudos e a produção, em escala, do biogás no país. As pesquisas já apontam que o combustível tem potencial para dividir espaço, em grau de importância estratégica para o setor, com o etanol e o biodiesel.

À despeito do otimismo em relação ao potencial do biogás, as pequisas brasileiras ainda seguem em um um ritmo lento, principalmente quando comparadas a cenários como o da Alemanha, que reconhece como estratégico o combustível produzido a partir de resíduos e composto por metano e dióxido de carbono. Apesar da confirmada capacidade do biogás em atender tanto a demanda por energia elétrica quanto a por térmica ou mecânica, em larga escala, as iniciativas brasileiras que poderiam garantir essa produção ainda são tímidas.

Algumas empresas produzem o biogás a partir da decomposição da matéria orgânica de aterros sanitários. No Aterro Sanitário de Gramacho, fechado, recentemente, em Duque de Caxias, na baixada fluminense, por exemplo, está sendo construída uma usina de biogás que será produzido a partir do lixo e utilizado pela comunidade local, substituindo o gás natural.

Esta semana, foi criado o Centro de Estudos do Biogás, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, no Paraná, com a promessa de gerar informações e dados científicos sobre toda a cadeia de suprimentos do biogás.Ainda no sul do país, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vem estudando a produção do combustível a partir de dejetos de suínos.

O biogás é visto como componente importante para manter a participação das fontes de energia renováveis na matriz energética do país, diante da expectativa de aumento de demanda por energia. Atualmente, as energias renováveis, tanto a partir de biomassa [etanol, biodiesel e biogás], quanto eólica e solar, respondem por quase a metade das fontes da matriz energética brasileira.

“É preciso que o governo sinalize com uma proposta para este setor, como fez com o biodiesel e com o etanol, desde a regulamentação até a criação de incentivos”, defende Manoel Teixeira Souza Júnior, chefe-geral da Embrapa Agroenergia. Segundo ele, a expectativa não é a de ampliar a participação das energias renováveis, mas, ao menos, manter a relação entre renováveis e não renováveis com o esperado aumento do consumo energético do país.

“Estamos mantendo o foco na biomassa, tanto na desconstrução para produção de energia principalmente de biocombustíveis, como para obtenção de químicos a partir de produtos naturais (plantas) que podem agregar valor à cadeia produtiva, como é o caso do biogás”, disse.

No caso de renováveis a partir de biomassa, o Brasil, apesar de ser um dos líderes do setor, ainda precisa enfrentar alguns gargalos que, se não forem solucionados, podem afetar outras produções como a do biogás. O etanol brasileiro, por exemplo, foi alvo de recente crise, que, segundo especialistas, foi resultada por falhas de planejamento. O número de carros flex produzidos no país foi superior ao estimado e os produtores ainda enfrentaram problemas climáticos que afetaram as safras de cana-de-açucar. O Brasil que exportava passou a necessidade de importar o produto.

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Geoambiente seleciona negociador de soluções em geotecnologia

Geoambiente está selecionando um profissional para assumir o cargo de “Negociador de soluções em geotecnologia para mercados de mineração, óleo e gás”, para atuação em São José dos Campos (SP).

É necessário ter formação superior em engenharia ou geologia, conhecimentos em sensoriamento remoto e sistemas GIS, conhecimentos sólidos dos mercados de óleo e gás ou mineração, inglês fluente e disponibilidade para viagens.

A empresa exige que o candidato tenha experiência mínima de 2 anos em negociação comercial com uso de geotecnologias, elaboração de propostas comerciais e técnicas, análise de editais, definição de arquitetura de soluções em geotecnologias.

Desejável ter mestrado em sensoriamento remoto, conhecimentos básicos de cartografia, conhecimentos de imagens orbitais e PDI e capacidade de compor soluções envolvendo dados, software e serviços em oferta integrada.

Interessados devem enviar currículo para trabalhenageo@geoambiente.com.br, informando pretensão salarial e o cargo (Negociador de soluções em geotecnologia para mercados de mineração, óleo e gás).

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Aprisionar o CO2 em formações geológicas profundas é a solução?

As tecnologias que prometem capturar e armazenar o gás carbônico custam caro e ainda dividem os ambientalistas. Será que elas vão mesmo vingar?

fonte: Planeta Sustentável

A queima do carvão mineral produz um quarto da eletricidade do planeta, mas também é responsável por 40% das emissões de dióxido de carbono em todo o mundo. Tudo indica que o carvão, uma fonte de energia que custa pouco, mas tem alto impacto ambiental, continuará a dominar a matriz energética global. Segundo projeções do governo americano, o consumo de carvão crescerá a taxas anuais de 1,6% nos próximos 25 anos, com destaque para os países em desenvolvimento da Ásia. Se o uso do carvão é inevitável, uma das saídas é neutralizar suas emissões – de maneira radical.

A ideia de retirar o CO2 da atmosfera e armazená-lo em algum lugar seguro não é nova, mas a ameaça da mudança climática acelerou as pesquisas. Há várias técnicas conhecidas de CCS, sigla em inglês para os métodos de retirada do CO2 da atmosfera. Inúmeras outras estão em estudo. A Bayer, por exemplo, está desenvolvendo, com a Universidade de Aachen, na Alemanha, um método para liquefazer o CO2 gerado por uma das maiores termelétricas do país. O líquido é então processado industrialmente e convertido em polipropileno, plástico que pode ser usado na produção de painéis de veículos.

Nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Cincinnati se inspirou na forma como algumas rãs da América Central constroem abrigos para proteger seus girinos, aglomerando a espuma dos rios. O grupo sintetizou um material esponjoso embebido em enzimas produzidas por esses sapos. Uma vez instalado em chaminés de termelétricas, ele aprisiona o gás carbônico e o transforma em açúcar, num processo análogo ao que ocorre na fotossíntese. Essa espuma sintética, segundo os pesquisadores, seria cinco vezes mais eficiente do que as plantas na conversão de CO2 em glicose. No futuro, os pesquisadores pretendem extrair esse açúcar para utilizar na fabricação de biodiesel.

Mas existem sistemas que operam de forma mais convencional e já estão em funcionamento no mundo real. Tanto o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organismo da ONU que estuda o aquecimento global, quanto a Comunidade Europeia e os Estados Unidos concordam que a CCS é uma das poucas soluções com eficiência comprovada em escala. As unidades de CCS em uso hoje em geral capturam o gás no ponto de sua emissão. O CO2 é então comprimido, transportado e introduzido em formações geológicas profundas, onde fica aprisionado. Em alguns casos, ele é reaproveitado pela indústria petrolífera. Ao ser injetado nos poços em alto-mar, o gás facilita a retirada do óleo – e fica por lá mesmo, armazenado no fundo do oceano. Hoje, há pelo menos 80 projetos industriais de CCS em diferentes fases de implantação, a maioria na Europa e nos Estados Unidos – uma expansão acelerada pelos 26 bilhões de dólares investidos por diversos países na forma de incentivos federais.

Hoje, há pelo menos 80 projetos industriais de CCS em diferentes fases de implantação

Controvérsia
No papel, faz todo o sentido do mundo. Na prática, porém, a CCS ainda tem um longo caminho a percorrer. A tecnologia é relativamente nova e exige grandes investimentos. As maiores unidades de CCS, como a mais antiga delas, o Projeto Sleipner, conseguem resgatar no máximo 1 milhão de toneladas de CO2 por ano, o que equivale à emissão de cerca de 400 000 carros no mesmo período. Desenvolvido pela Statoil, maior produtora global de petróleo e de gás offshore, o Projeto Sleipner retira CO2 do gás natural extraído por uma plataforma da costa da Noruega. Depois, o gás carbônico é reinjetado a uma profundidade de 1 000 metros sob o fundo do oceano, numa formação geológica que tem capacidade de abrigar cerca de 600 bilhões de toneladas de gás. No Brasil, a Petrobras investe em pesquisa e projetos demonstrativos desde os anos 80. A empresa já vem reinjetando gás carbônico em seus campos no Recôncavo Baiano há duas décadas para otimizar a produção de petróleo. É um investimento importante para a Petrobras: junto com o petróleo do pré-sal devem ser liberadas grandes quantidades de CO2 contidas nos poços da bacia de Santos.

Mas a capacidade de todos esses projetos, somados, ainda está muito aquém do necessário para que a CCS tenha alguma contribuição efetiva. “A escala de implantação da captura de carbono tem de aumentar espetacularmente para que haja uma redução significativa das emissões globais de carbono”, diz Steve Chu, secretário de Energia dos Estados Unidos e defensor dessa tecnologia. Ele tem razão. Para sequestrar os 18 bilhões de toneladas de CO2 produzidos pela queima de carvão anualmente seria necessário multiplicar a capacidade instalada pelo menos 2 250 vezes.

Nem mesmo na seara dos verdes a CCS é unanimidade. Seus críticos, como o prêmio Nobel e ex-vice-presidente americano Al Gore, argumentam que a tecnologia validaria os combustíveis altamente poluentes. Gore também afirma que a captura de carbono ainda não provou sua viabilidade financeira e que talvez não possa ser operada na escala necessária para fazer a diferença. Finalmente, ela ofereceria riscos: se ocorresse um vazamento num depósito de gás carbônico, as consequências seriam graves. “A ideia é atraente”, escreve Gore. “Mas, décadas depois de proposta, nenhum governo ou empresa construiu um único projeto em escala comercial capaz de sequestrar grandes volumes de CO2 de uma termelétrica.”

O IPCC estima que a captura de carbono numa termelétrica moderna possa diminuir as emissões em até 90%. Tanta eficiência tem preço. Estudos sinalizam que a tecnologia de CCS continua muito cara e que ela só vingará se houver incentivos financeiros muito fortes. Segundo a Associação Internacional de Energia (IEA), teriam de ser investidos globalmente de 2 trilhões a 3 trilhões de dólares nos próximos 40 anos. O problema, segundo a IEA, é que o valor de mercado das emissões de carbono não cobre os altos custos de projetos de grande escala.

A força-tarefa formada por 14 órgãos do governo americano e encarregada pelo presidente Barack Obama de investigar o assunto chegou a uma conclusão parecida: o desenvolvimento da CCS depende da criação de uma taxa sobre as emissões de CO2. “Sem isso, essa tecnologia não irá a lugar nenhum”, declarou recentemente Lester Lave, que dirige o Centro de Estudos sobre a Indústria de Geração de Energia da Carnegie Mellon University. “Ninguém vai gastar dinheiro, a menos que as emissões sejam penalizadas.”

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Responsável por megavazamento é autorizada a explorar petróleo no Brasil

fonte: UOL

Maré negra causada pela explosão no Golfo do México atingiu também costa da Louisiana-EUA

A petroleira britânica BP anunciou nesta quarta-feira (11) que recebeu a permissão final das autoridades brasileiras para a compra de 10 blocos de exploração nas costas do Brasil do grupo americano Devon Energy, em uma operação de US$ 7 bilhões.

A autorização permitirá a BP explorar oito blocos nas bacias de Campos e Camamu-Almada, a profundidades compreendidas entre 100 e 2.780 metros, informa a empresa em um comunicado.

No dia 20 de abril de 2010, a explosão de uma plataforma da BP no golfo do México causou o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

O diretor geral da petrolífera britânica, Bob Dudley, destacou que a aquisição faz parte de uma estratégia de diversificação dos recursos do grupo e ressaltou que os campos brasileiros apresentam um “forte potencial de crescimento”.

A compra dos blocos brasileiros é parte da transação de US$ 7 bilhões assinada em março de 2010 com a Devon Energy, que incluía também campos de exploração no golfo do México e uma participação adicional no desenvolvimento de um campo no Mar Cáspio.

A explosão em abril de 2010 da plataforma Deepwater Horizon no golfo do México, obrigou a BP a acelerar os projetos de diversificação.

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Governo estuda reduzir carga tributária da energia elétrica e do gás

fonte: Agência Brasil

Guido Mantega, no entanto, não deu prazo para o anúncio das medidas

O governo está estudando medidas para desonerar o consumo de energia elétrica e gás natural, com o objetivo de aumentar a competitividade da indústria nacional. A informação foi dada hoje (4) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC). Ele, no entanto, não deu prazo para o anúncio das medidas.

Segundo empresários que participaram do encontro, o benefício deve atender a pequenos e grandes consumidores, e não seria destinado apenas à indústria. O ministro, no entanto, não detalhou se a desoneração seria aplicada apenas a empresas ou se também teria impacto nas contas de luz dos consumidores residenciais. “Um grupo de trabalho ainda será criado para discutir o assunto”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.

“A redução seria para pequenos e grandes consumidores e tem como objetivo tornar a indústria mais competitiva”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox. Segundo ele, a desoneração abrangeria apenas tributos federais, porque a negociação com os estados seria mais complicada. “A diminuição do ICMS [Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços] precisaria ser discutida pelo Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária]”, disse Fox. Cobrado pelos estados, o ICMS é o imposto de maior impacto sobre o preço da energia.

Os empresários foram informados que o governo adiou a exigência de qualidade técnica de produtos industrializados importados, anunciada na última reunião do GAC, em março. Segundo Fox, os representantes do governo explicaram que o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) não tem pessoal suficiente para fazer a fiscalização dos produtos que desembarcam no Brasil.

Na última reunião do GAC, o governo tinha anunciado que exigiria dos produtos industriais importados o cumprimento dos mesmos padrões de qualidade técnica aplicados aos produtos brasileiros vendidos no exterior. A fiscalização seria feita pelo Inmetro e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para prevenir a entrada de produtos importados de baixa qualidade, que competem com similares nacionais.

Para acelerar a implementação da medida, os empresários sugeriram que o governo aproveite funcionários capacitados pelo Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, do Ministério das Cidades. O projeto tem como objetivo melhorar a qualidade dos materiais de construção e das moradias e, de acordo com representantes do setor privado, poderia ser estendidos a outros produtos.

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Microalga se alimenta de CO2 e produz biopetróleo

fonte: Folha

As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico.

Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.

Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região espanhola, perto de um cemitério, que expele CO2 –um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.

Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental.

Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

“Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual”, explica o engenheiro Eloy Chapuli.

As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico.

Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério.

Todos os dias, uma parte desse líquido muito concentrado é extraída e filtrada, permitindo a obtenção de uma biomassa que produzirá petróleo. A água restante volta a ser introduzida nos tubos.

Para seus inventores, a outra grande vantagem desse sistema é que ajuda a acabar com a contaminação: absorve CO2 que, de outra forma acabaria na atmosfera.

“É um petróleo ecológico”, assegura o presidente e fundador da BFS, o engenheiro francês Bernard Stroïazzo-Mougin, que trabalhou em campos petrolíferos no Oriente Médio antes de se instalar na Espanha.

A fábrica de Alicante ainda tem mais de laboratório do que de fábrica. “Ainda precisaremos de cinco a dez anos mais para passar a uma produção industrial”, assegura Stroïazzo-Mougin, que espera poder desenvolver no curto prazo um primeiro projeto em grande escala no sul da Espanha e outro na ilha portuguesa de Madeira.

“Uma unidade de cerca de 50 km por 50 km, o que não é algo muito grande nas zonas desérticas do sul da Espanha, poderia produzir em torno de 1,25 milhão de barris diários”, ou seja, quase tanto como as exportações cotidianas de petróleo iraquiano, afirma o engenheiro.

A BFS, uma empresa de capital privado, busca agora negociar com “vários países para que patrocinem a instalação de campos petrolíferos artificiais”, explica seu presidente.

A empresa assegura que poderá vender seus barris a um preço competitivo, apoiando-se na venda de produtos derivados, como ácidos graxos do tipo ômega 3 obtidos a partir da biomassa.

Outros projetos semelhantes estão sendo estudados em outras regiões do mundo.

Na Alemanha, o grupo estatal sueco de energia Vattenfall lançou em 2010 um projeto de absorção por meio de algas do dióxido de carbono emitido pelas centrais que funcionam com carvão.

O gigante americano do petróleo ExxonMobil previu um investimento de até US$ 600 milhões em pesquisas destinadas a produzir petróleo a partir de algas.

Os industriais, particularmente no âmbito aeronáutico, estão interessados nessas pesquisas, nas quais esperam encontrar soluções para substituir o petróleo clássico, cada vez mais escasso e cujos preços são variáveis.

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