Evento discute dados de observação da Terra e seu compartilhamento

fonte: MundoGEO

Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês)
Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês)

Reunião do Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) traz a Campos do Jordão, de 28 de fevereiro a 3 de março, mais de 50 especialistas de vários países que se dedicam ao aperfeiçoamento de um sistema para distribuição global de dados ambientais. O Brasil, através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra o Comitê Executivo do GEO, organismo intergovernamental que reúne 85 países, a Comissão Europeia e mais 61 organizações do mundo todo.

Participam representantes do Itamaraty, da Agência Espacial Europeia (ESA), da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (Conae), entre outras organizações. Entre os países participantes, destacam-se Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, China, Japão, Áustria, Holanda, África do Sul e Alemanha.

O Inpe atualmente exerce a copresidência de dois dos quatro comitês do GEO – um para arquitetura de sistemas de informações (Architecture and Data Committee – ADC) e outro para a capacitação no uso dos dados de observação de Terra (Capacity Building Commiteee – CBC).  Os outros dois comitês do GEO são nas áreas de ciência e tecnologia (STC) e de interface com os usuários (UIC).

“Os comitês se reúnem de duas a três vezes por ano, em diferentes países. Desta vez teremos uma reunião conjunta dos comitês ADC e CBC para avaliação das atividades do triênio 2009-2011 e início da elaboração do plano de trabalho para o período 2012-2014”, informa Hilcéa Ferreira, da Assessoria de Cooperação Internacional do Inpe e copresidente do CBC do GEO.

Uma das principais iniciativas do GEO é o desenvolvimento do Global Earth Observation System of Systems (GEOSS), um “sistema de sistemas” para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados.  O objetivo é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações.

Integradas, as informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais devem servir ao acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.

“O GEO atua no compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável e no treinamento e infraestrutura para o melhor uso das informações disponíveis para monitoramento do planeta. E o Brasil tem muito a contribuir nestas áreas, pois estabeleceu uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra”, explica Hilcéa Ferreira. Ela lembra que o Inpe, além de disponibilizar dados, atua na construção da capacidade para recebê-los, interpretá-los, utilizá-los e levá-los com facilidade ao usuário final.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento.

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