G-20 poderá atrair US$ 2,3 trilhões em investimentos em energia renovável até 2020, segundo estudo.

por Canal Energia

Para tanto, países deverão reforçar políticas de incentivos a fontes como eólica, solar e PCH. Brasil poderia ver aportes crescer para US$ 8 bilhões.

Os países do G-20 tem uma oportunidade única de atrair novos investimentos na próxima década. Esse conjunto de nações, formado por Brasil, EUA, Rússia, China, Índia, Alemanha e outros, poderia ter um aporte de US$ 2,3 trilhões até 2020 se focassem em metas agressivas de introdução de fontes de energia renováveis como eólica, solar, geotermal, maremotriz e pequenas hidrelétricas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico. Essa é a conclusão do estudo Global Clean Power: A $ 2.3 trillion Opportunity lançado nesta quarta-feira, 8 de dezembro, pelo Pew Charitible Institute.

Somente o Brasil poderia ver os investimentos nesses fontes mais que dobrar, ao passsar para US$ 8,4 bilhões em 2020, em relação ao aplicado em 2009. O documento ressalta que o país já tem uma matriz renovável, com 70% de hidrelétrica e outros 7% de outras fontes renováveis. O Pew Institute elogia os leilões de energia renovável feitos pelo governo nos próximos anos. Por isso, pede a continuidade da política de leilões, além da redução dos tributos e encargos sobre as fontes renováveis e dos juros para a construção dos projetos. Sugere ainda que o país adote um programa de cap-and-trade, ou seja de limitação de emissões, em linha com políticas internacionais.

Entre os outros países, a China seria a grande beneficiada em adotar políticas mais avançadas do que as atuais, pois atrairia um investimento total de US$ 640 bilhões entre 2011 e 2020. Já os Estados Unidos poderiam atrair investimentos de US$ 342 bilhões no mesmo período. Por outro lado, a União Europeia receberia US$ 705 bilhões para aplicar em energias renováveis. Alemanha e Reino Unido seriam os maiores destinos dos recursos na região com US$ 208 bilhões e US$ 134 bilhões, respectivamente.

O estudo alerta que se os países se fixarem nas metas acordadas em Copenhaguen, no ano passado, os investimentos totais seriam de US$ 1,8 trilhão. Ou seja, US$ 100 bilhões a mais do que se não fizerem nada e mantiverem as políticas atuais. Para se ter uma ideia, o Pew Insitute mostra que o investimento em 2020 poderia ser de US$ 337 bilhões com políticas mais agressivas de introdução das novas fontes e consequente redução das emissões do setor elétrico ou de US$ 189 bilhões se nada for feito. Levando-se em conta os cálculos do cenário mais promissor, a adição de capacidade instalada, anualmente, pularia de 62 GW, em 2010, para 177 GW, em 2020, para as fontes renováveis.

Os parques eólicos poderiam receber investimentos de US$ 190 bilhões em 2020, de acordo com estudo, o que significaria uma alta de 222% em 10 anos. A energia solar teria outros US$ 78 bilhões no mesmo ano e as outras fontes US$69 bilhões. Para acessar o estudo, em inglês, clique aqui.

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