Grupo Girassol, de MT, reforça aposta na área florestal.

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Um dos maiores conglomerados do agronegócio de Mato Grosso decidiu reforçar sua aposta nas áreas ambiental e florestal.

por CIFlorestas

Um dos maiores conglomerados do agronegócio de Mato Grosso decidiu reforçar sua aposta nas áreas ambiental e florestal. O Grupo Girassol Agrícola, fundado pelo agrônomo gaúcho Gilberto Göellner, criou um braço empresarial para atrair investimentos, gerir empreendimentos e induzir a criação de um polo agroflorestal de 160 mil hectares na região sul do Estado de Mato Grosso.

A Biomma, que será tocada em sociedade pela herdeira Jamile Göellner e o engenheiro florestal Eder Zanetti, atuará no ramo de madeiras de múltiplos usos, o que inclui toras para energia, painéis reconstituídos, serraria e laminação, além de serviços ambientais de sequestro de carbono, água e biodiversidade. “E já temos alguns fundos e indústrias interessadas em investir”, afirma Göellner, hoje senador pelo DEM-MT.

A Biomma já tem um projeto definido. A empresa fará consultoria e gestão de reflorestamento em uma área de 38 mil hectares na região de Rondonópolis. O investimento de R$ 200 milhões será garantido, segundo Zanetti, por um fundo de investimento gerido por dois bancos brasileiros.

Além disso, duas tradicionais indústrias de painéis de madeira devem aportar R$ 100 milhões cada uma em projetos na região. E outros três fundos de investimento internacionais sinalizaram interesse em operar novas indústrias de painéis. “Estão em fase final do primeiro projeto, apesar de apenas 90 dias de atividade”, diz Zanetti.

Os sócios na Biomma já contam com uma “vitrine” para atrair os novos investidores. A Girassol Reflorestamento mantém 7 mil hectares de eucalipto e espécies nativas plantados em Rondonópolis. Essa seria a primeira empresa a compor o “cluster” madeireiro-moveleiro do Estado.

Os planos para a Biomma incluem a seleção de áreas em pontos estratégicos, passando pela consultoria legal, social e ambiental das propriedades, até a comercialização da madeira e dos créditos ambientais das plantações maduras. “Vamos fazer inventários de serviços ambientais dos sistemas produtivos e nas áreas de conservação e preservação”, afirma Jamile Göellner.

A atuação da empresa abrangerá “todos os setores” da economia: indústria, energia, transportes, construção, resíduos, agricultura e florestas, incluindo os produtos florestais madeireiros e os mecanismos de compensação financeira – os chamados REDD e REDD+.

O novo braço florestal ligado à Girassol criará unidades regionais de negócios nas cinco regiões do país para oferecer 37 tipos de serviços ambientais diferentes. “Vamos fazer projetos desde aromas da floresta até questões de aspecto religioso, passando por sequestro de carbono e conservação do solo, água e biodiversidade”, afirma Eder Zanetti.

A Biomma terá cooperação operacional com a consultoria STCP para gestão da informação e coleta de dados. As duas empresas também participam de uma iniciativa empresarial para fixar quais bens e serviços ambientais serão remunerados, quem deve receber esses pagamentos e quanto será pago em cada situação.

A ONG Ação Verde, patrocinada por indústrias e empresas rurais, mostrará aos interessados em adquirir créditos algumas alternativas de compensação de emissões de dióxido de carbono (CO2) pagando pela manutenção de áreas verdes de Mato Grosso.

A nova empresa tem sofrido “constrangimentos” com a alteração da regra que limitou investimentos estrangeiros na compra de terras no país. “Tínhamos negócios para US$ 3 bilhões em dez anos, mas a nova regra afugentou os estrangeiros”, diz Gilberto Göellner.

O sócio Eder Zanetti afirma que a implantação de projetos florestais terá de ser concentrada em fundos nacionais, mas os investimentos na parte industrial ainda dão amplo espaço aos estrangeiros.

“Causou um constrangimento porque não podemos mais aceitar investimentos estrangeiros. A nova regra criou uma insegurança jurídica forte. É um obstáculo e deu a impressão de que as leis podem mudar a qualquer momento”, diz.

 

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