Paraná precisa aumentar área plantada em 1,65 mi de hectares em uma década

0 2

Estado pode perder representatividade no cenário nacional caso não haja novos investimentos.

fonte: INTERACT Comunicação Empresarial

Dos 853 mil hectares do território paranaense, apenas 4,27% são ocupados por florestas plantadas.

As florestas plantadas no Paraná produzem, sustentavelmente, cerca de 30 milhões de m³ por ano, contra um consumo superior de madeira industrial e lenha de 34,8 milhões de m³/ano. Estudos recentes indicam déficit incremental a partir do ano 2010, com a consequente fuga de indústrias para outros Estados e a natural perda de empregos, renda e tributos para o Paraná. Para não perder participação no cenário nacional, o Estado teria de chegar a uma área de 1,65 milhões de hectares até o final da próxima década. A atual conjuntura preocupa o setor, um dos mais tradicionais no Paraná.

Dos 853 mil hectares do território paranaense, apenas 4,27% são ocupados por florestas plantadas. A maior parte fica com lavouras temporárias e permanentes (43%) e o restante dividido entre pecuária de corte e leiteira (25%) e conservação e preservação (23%). Mesmo assim, o Estado tem 12,7% da área nacional de florestas plantadas. Para o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Carlos Mendes, dada a baixa taxa de crescimento em área nos últimos cinco anos, que foi de 8% no período, a meta de aumento pode estar comprometida se não houver um novo ciclo de fomento setorial. “A produção de florestas plantadas traz segurança de mercado, pois o grande diferencial do nosso Estado é a existência de um parque industrial-florestal bem desenvolvido”, afirma Mendes. A Associação espera que ainda, este ano, as promessas de novos investimentos, linhas de crédito e valorização do segmento comecem a ser colocadas em prática.

Investimentos

O governador Beto Richa propôs no seu plano de governo a expansão da base florestal-industrial no Estado. O compromisso é de que seja desenhado um novo planejamento estratégico do setor florestal, com a definição de regiões prioritárias para o programa, o estímulo à inovação e à difusão tecnológica e a elaboração de uma política de marketing para produtos florestais. Segundo a APRE, o empresariado aguarda ansioso pela implantação desse programa.

Já o governo brasileiro anunciou que pretende aumentar a área de florestas plantadas do país para nove milhões de hectares até 2020. Hoje a área total é de seis milhões de hectares. Como forma de incentivar esse incremento, algumas linhas de crédito e financiamento estão sendo oferecidas para o plantio de florestas.

Uma das formas de atingir a meta proposta para o país é incentivar o pequeno produtor. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por exemplo, estimula o plantio de florestas para promover o aumento da renda do agricultor e a sustentabilidade. A principal linha de financiamento que atende ao setor é o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), com recursos de R$ 150 milhões nesta safra. Com esses recursos, o agricultor poderá produzir floresta comercial de forma direta ou integrada a outros sistemas de produção sustentáveis.

Os produtores do setor de florestas comerciais também podem contar com o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa). Nesta safra, o Produsa dispõe de R$ 1 bilhão e financia a implementação da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A técnica é uma das vertentes da chamada “agricultura verde”, que alia aumento da produtividade na fazenda e conservação do meio ambiente. O sistema combina atividades agrícolas realizadas com base no plantio direto na palha, promovendo a recuperação de pastagens em degradação.

No Paraná, o Programa de Fomento Florestal da Emater, criado em 1987, inventiva o cultivo de árvores para colheita, também com foco na integração da floresta aos demais sistemas de produção. Fazem parte desse programa o plantio de pinus, eucalipto, seringueiras, erva-mate e bracatinga.

De acordo com o coordenador estadual de cultivos florestais da Emater, Anízio Menarin, o plantio é feito em propriedades particulares de pequeno e médio porte que se enquadram nas linhas do Pronaf, com 50 a 60 hectares em média. Em 2010, foram plantados cinco mil hectares e cerca de mil famílias foram beneficiadas por meio do convênio da Emater com empresas como Klabin, Iguaçu Celulose, Berneck, Araupel. “Esse convênio garante a comercialização dos produtos das propriedades familiares para a produção de celulose. Nas áreas que fazem parte desse convênio, o cultivo é aliado com a pastagem, o que traz vantagens para as duas explorações, já que favorece um melhor clima para o gado”, afirma o coordenador.


Posts relacionados

Deixe um Comentário

Posts mais recentes:

Valor de frete torna-se diferencial e fator decisivo para que cliente conclua compra
store locator
rastreamento de cargas
aplicativos geolocalização
geolocalização
ship from store
delivery
Store Locator
Pickup in Store Google Maps
Plataforma Google Maps
Google Maps Premier Partner
Como contratar e ter acesso às APIs do Google Maps
Como contratar e ter acesso às APIs do Google Maps
Plataforma Google Maps: o que é e quais benefícios pode trazer para o seu negócio.