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Geoambiente em projeto de GIS Corporativo para a mineradora Anglo American

Num total de 15 meses de projeto, com o objetivo de avaliar e desenvolver a implementação de ambiente GIS Corporativo para todas as áreas da unidade de negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, a equipe de GIS TI da Geoambiente encerra 2015, com chave de ouro, finalizando o projeto para a mineradora.

Nas instalações da Anglo American, em Belo Horizonte, Conceição do Mato, Santo Antônio do Gramo (todas em MG) e São João da Barra (RJ), a Geoambiente tinha como objetivo mapear todas as demandas de GIS existentes, caracterização do cenário atual da Anglo American e propor um modelo GIS Corporativo que atenda a todas demandas identificadas, incluindo as futuras.

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Da esq. para dir. – Alexandre Hashimoto, Joyce Tosetto, Luciano Barão, Maíra Dzedzej e Danilo Palomo.

O projeto envolveu 71 reuniões com 133 profissionais da Anglo American de 30 áreas no total, entre eles: Engenharia, transporte, desenvolvimento social, Geociências e licenciamento/desenvolvimento sustentável. E todo o processo contou com 5 etapas, incluindo a gestão e o acompanhamento pela Geoambiente:

  1. Planejamento;
  2. Assessment;
  3. Infraestrutura do Sistema;
  4. Arquitetura do Sistema;
  5. Políticas, Normas e Procedimentos;
  6. Gestão e acompanhamento.

O planejamento inicial contou com plano de trabalho sobre todo o processo a ser seguido (características do projeto, metodologia de trabalho e cronograma). Além do plano de trabalho, também houve o plano de comunicação e as entrevistas de diagnóstico com os profissionais de diversas áreas da Anglo American.

Ainda na etapa inicial, foi produzido o relatório de diagnóstico com mapeamento dos processos que têm a necessidade de informações georreferenciadas na empresa.

Para Maíra Dzedzej, Engenheira Florestal, Especialista em Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Geoambiente, o projeto foi intenso e muito gratificante: “Dentre as diversas etapas do projeto esta foi a que estive mais envolvida. A etapa de levantamento de informações nos fez mergulhar intensamente nas atividades da empresa para o entendimento das reais necessidades dos usuários com relação ao GIS Corporativo.
Fisicamente foi um caminho árduo, perfazendo o caminho do minério, paralelamente ao duto e, cobrindo todos os potenciais usuários que necessitam de dados geográficos. Foi intenso. Mas, muito gratificante. Entrevistamos diferentes usuários e conversamos sobre diferentes temas em todas as áreas da empresa. Foram identificados usuários júniors, avançados e os que nem se julgavam usuários. Boas expectativas e ganhos foram apontados com a futura implantação do GIS. Os diferentes usuários, necessitam da ferramenta.
A primeira fase completa (entrevistas e relatório) levou cinco meses para ser concluída e foi realizada com muita interação da equipe multidisciplinar da Geoambiente e colaboradores da Anglo American, do Comitê GIS. Sem eles o trabalho não seria possível pois abriam portas e a discussão sobre o tema, nas diferentes áreas. A convivência e a interação no território mineiro foram especiais”.

A segunda etapa contou com a Arquitetura Conceitual, o processo a ser seguido após o diagnóstico das áreas da Anglo American, visando auxiliar na definição do funcionamento do GIS Corporativo.

E em seguida, a terceira etapa, com a infraestrutura do sistema, em que houve o planejamento e a definição das características da Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) do GIS Corporativo, propondo informações referentes à estrutura de hardware e software que comporão o ambiente GIS.

São previstos cenários de crescimento, com especificação detalhada de hardware, licenças de software e aplicativos a serem adquiridos, desenho da estrutura organizacional e de instalações no mesmo ambiente, tanto para curto e médio, assim como para longo prazo.

Segundo Alexandre Hashimoto (Analista de Sistemas e Analista de Banco de Dados Geoambiente), a etapa não foi algo simples: “O relatório de infraestrutura do sistema foi de alta complexidade, pois estabeleceu um ambiente completo de uma IDE – Infraestrutura de Dados Espaciais do GIS Corporativo. Não foi somente definir software e hardware, mas também foi preciso justificá-los. E como se trata de uma empresa que possui uma grande equipe de TI, as justificativas técnicas precisaram ser de alto nível. Outro ponto de complexidade foi a definição da infraestrutura para os horizontes de curto, médio e longo prazo, ou seja, foi preciso definir estruturas escaláveis para que a implantação do projeto fosse realizada em fases”.

A quarta etapa, Arquitetura do Sistema, propõe a estruturação de softwares que suportarão as necessidades levantadas, atendendo aos cenários de curto a longo prazos do GIS Corporativo.

E por último, a etapa de políticas, normas e procedimentos em que houve a elaboração de um conjunto de documentos para suportar a administração e a manutenção do ambiente GIS Corporativo.

Para Danilo Palomo, Analista de Sistemas GIS Geoambiente, o projeto em sua etapa final foi de grande importância para a Anglo American e para a Geoambiente: “Nesta etapa utilizamos o entendimento da estrutura organizacional adquirido nas fases anteriores com o conhecimento da equipe em GIS para a definição dos padrões que deverão ser adotados e construção dos instrumentos normativos que deverão ser aplicados para a utilização, manutenção, difusão e evolução da utilização do GIS dentro da Unidade de Minério de Ferro da Anglo American (MFB).
As Políticas e Normas foram elaboradas de forma a se tornarem as regras básicas que orientam a tomada de decisão na organização na utilização do GIS, refletindo o pensamento da organização com relação ao GIS, servindo de orientação para a definição das estratégias, táticas e planos operacionais. Os procedimentos definem padrões, parâmetros e responsabilidades para a execução dos processos envolvendo GIS. Esses procedimentos são importantes para a implantação do GIS Corporativo e seu crescimento de forma madura e ordenada dentro da organização.
Foram realizadas várias discussões com os colaboradores da Anglo American para o enriquecimento dos documentos, para que esses reflitam as necessidades e objetivos a serem alcançados pela MFB com a utilização do GIS”.

Todo o projeto da Geoambiente com a Anglo American teve a gestão e o acompanhamento feito por Joyce Tosetto, gerente de projetos Geoambiente, contando ainda com monitoramento, controle e emissão de relatórios semanais de acompanhamento.

“O projeto Anglo foi desafiador pela quantidade de dados geográficos envolvidos em nossos processos de negócio da empresa, onde entrevistamos mais de cem pessoas, em quatro plantas diferentes. Hoje, esses dados estão mapeados com a modelagem do banco dados já disponível, além do plano de implantação de GIS Corporativo de curto, médio e longo prazo, fornecendo todas as orientações técnicas necessárias para transformar o GIS em uma solução capaz de alcançar reais reduções de custos e agilidade para tomada de decisões”, afirma Joyce.

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Geoambiente e o Projeto de Sistema Gerencial de Informações (SGI) para a Gestão de Recursos Hídricos da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)

Aumentar a oferta de água para a população. Missão difícil que exige esforço de todos.

E você sabia que uma parcela desta oferta pode ser garantida com a melhora na qualidade da água nos rios e mananciais? E é aí que a Geoambiente entra em cena com um grande projeto.

A Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo (SSRH-SP) solicitou à Geoambiente um sistema que a auxiliasse no controle das informações geradas pelos diversos órgãos diretamente ligados a este assunto, para que então várias decisões pudessem ser tomadas e colocadas em prática pela SSRH. Foi como nasceu o projeto da Geoambiente de desenvolvimento do Sistema de Gestão Integrada das Áreas de Proteção e Recuperação Ambiental da Região Metropolitana (APRM) de São Paulo, o SGI.

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Alguns membros da equipe: Tiago Pinheiro, Júlio Guerra, Carolina Landim e Maíra Dzedzej

Objetivos do sistema:

  • Promoção do compartilhamento dos mais diversos tipos de informações que vêm dos vários órgãos envolvidos;
  • Análise integrada dos dados sob diferentes óticas;
  • Apoio à definição de políticas públicas;
  • Suporte ao monitoramento e à fiscalização das ações implementadas.

E neste sistema, a variedade de informações contidas vão desde características ambientais das sub-bacias, áreas protegidas, dados hidrológicos, uso e ocupação do solo e tendências de transformação, até dados de monitoramento de qualidade da água.

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Processo geral da execução do projeto para a SSRH-SP

Veja algumas das funcionalidades específicas do SGI:

  • Disponibilizar à sociedade e aos órgãos competentes da gestão pública dados e documentos atualizados e organizados referentes à gestão de recursos hídricos nas APRMs;
  • Dar apoio informativo aos agentes públicos e privados que atuam nas bacias;
  • Subsidiar a elaboração e os ajustes nos programas e Planos de Desenvolvimento e Proteção Ambiental (PDPAs) das APRMs;
  • Fornecer informações para monitorar e avaliar a qualidade ambiental das APRMs e os programas e ações definidos nos PDPAs.

A análise e apresentação gráfica, espacializada e temática de temas como abastecimento e qualidade da água, cargas poluidoras, riscos ambientais, dinâmica econômica, fiscalização, habitação, áreas degradadas e doenças de veiculação hídrica são alguns dos resultados das funcionalidades específica do SGI.

O desenho do sistema pela Geoambiente não foi algo simples. Houve inicialmente o rastreamento das fontes de informações necessárias ao SGI que culminou na identificação de sistemas já existentes prontos para serem integrados no projeto, além dos ainda em desenvolvimento. Foram identificados 24 sistemas em diferentes fases de desenvolvimento que serão ou não integrados ao sistema. Portanto, houve a necessidade de uniformização e adaptação de muitas variáveis para o desenvolvimento do sistema.

Além disso, a equipe Geoambiente fez diversas reuniões com cada um dos órgãos envolvidos para identificar e transcrever as reais necessidades dos usuários complementar a atividade de interpretação das leis gerais, leis específicas e resoluções que tratam do SGI e de suas principais aplicações. Esta etapa foi conduzida pela equipe multidisciplinar de profissionais da Geoambiente em parceria com a contratante e demais stakeholders, com o objetivo principal de rastreabilidade e entendimento dos dados e, necessidades dos usuários para o desenho das funcionalidades do sistema. Estas reuniões aconteceram no período de agosto a outubro de 2014.

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GEOAMBIENTE torna-se distribuidor GOOGLE no Brasil!

GEOAMBIENTE torna-se distribuidor Google e agrega as soluções Google ao portfólio, aliado à sua expertise em desenvolvimento de sistemas

A Geoambiente, com 18 anos de experiência e uma das principais empresas de Geotecnologia do país, tornou-se Parceiro Enterprise Google. A partir de agora os produtos Google também passam a fazer parte do seu portfólio e serão apoiados no vasto conhecimento de sua equipe técnica, possibilitando o desenvolvimento de aplicações, customizações e prestação de consultoria específica.

Entre em contato com a Geoambiente e descubra como as soluções Google podem apoiar o seu negócio: www.geoambiente.com.br

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Novos horizontes: integrando SIG ao sistema de transporte multimodal.

por MundoGEO

Embora por muitas vezes imperceptíveis para os usuários, os sistemas de transportes estão entre as soluções mais complexas existentes. Seu planejamento e operacionalização demandam elevada contribuição de diversos ramos da engenharia, incluindo o geoprocessamento.

O emprego de geotecnologias tem contribuído na modernização do sistema de transportes, como os receptores GNSS para roteamentos e logísticas de entregas. Outra contribuição notável nesta área são os esforços para composição e atualização da malha viária, em especial urbana. Entretanto, questões ligadas à cobertura e uso do solo, características demográficas e socioeconômicas, bem como políticas públicas, estão entre as grandes lacunas quando o assunto é planejamento em transportes.

Mesmo com o dinamismo dos modelos computacionais utilizados há décadas para gerenciamento e planejamento em transportes, as soluções em uso ainda são intrínsecas, pois não consideram informações contextuais do espaço geográfico ocupado pelas vias. Interações e implicações locais são questões tratadas no planejamento de transportes, porém pouco progresso tem sido feito, nesta área, apoiado em SIG.

Todavia, a eficiência da infraestrutura do sistema de transportes vem sendo colocada à prova com o escoamento do crescente volume de cargas e pessoas demandado pelo sistema de transporte multimodal. A busca pelo aperfeiçoamento nas etapas de planejamento e operacionalização desse complexo sistema tem surtido efeitos positivos e aberto novos horizontes para o SIG.

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Conheça a programação do seminário de atualização em sensoriamento remoto e SIG para o setor florestal.

IX Seminário Florestal - Curitiba-PR
IX Seminário Florestal - Curitiba-PR

Já está disponível a programação final do IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e SIG Aplicados à Engenharia Florestal, que será realizado em Curitiba (PR) de 19 a 21 de outubro de 2010. A grade conta com todos os artigos aprovados para serem apresentados nas sessões técnicas e de pôsteres.

As inscrições já podem ser feitas conforme instruções contidas no site. Caso seja feita antecipadamente, até 31 de agosto, haverá desconto.

Desde o início dessa série de oito seminários, 140 palestras com especialistas convidados fizeram parte da programação científica, tendo como público-alvo cerca de mil participantes.

Esta edição está sendo cientificamente preparada para fazer constar na programação uma série de palestras com especialistas brasileiros e de outros países da América Latina, além de convidados dos EUA e Europa, envolvidos com a problemática florestal. 

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Artigo detalha o desenvolvimento de um banco de dados geográficos para a gestão ambiental.

Por MundoGEO

A gestão ambiental em escala municipal é um dos maiores desafios para os governos atualmente . Com o avanço tecnológico, um aparato de ferramentas computacionais tem auxiliado muito neste processo, especialmente o desenvolvimento de banco de dados e o uso nos sistemas de informações geográficas (SIG).

Este trabalho tem por objetivo mostrar a elaboração de um banco de dados geográfico para o município do Chuí no Rio Grande do Sul utilizando o SIG Idrisi Andes.

O banco de dados foi gerado a partir da digitalização das informações existentes de geologia, geomorfologia, hidrografia, hidrogeologia, solos e capacidade de uso agrícola e unidades de paisagem da área de estudo, utilizando o software de apoio Carta Linx.

Adicionalmente, foi realizado o mapeamento da vegetação e uso do solo atual utilizando imagens do sensor Landsat TM5, através do processo de classificação supervisionada do SIG, cujo resultado foi ajustado por conferência da verdade de campo.

A disponibilidade do banco de dados permitirá a geração de outras camadas temáticas pela aplicação de rotinas computacionais específicas, permitindo, assim, a sua atualização constante.

As facilidades para a tomada de decisão na gestão ambiental municipal são evidentes, permitindo aos técnicos e planejadores agregar novas informações em diferentes escalas, elaborar planos de manejo setoriais, educação ambiental, zoneamento ambiental, entre outros, assim como a tomada de decisão baseada em critérios menos subjetivos

Leia a íntegra do artigo sobre desenvolvimento de banco de dados para gestão ambiental.

ada em cinco categorias: áreas antrópicas, ou ocupadas pelo homem, não agrícolas, áreas antrópicas agrícolas, áreas de vegetação natural, água e outras áreas. A publicação inclui tabelas, figuras e fotos.

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