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MAIS VANTAGENS da API do GOOGLE MAPS para empresas de LOGÍSTICA

Se você achou que as vantagens de usar a API do GOOGLE MAPS pelas empresas de logística foram todas citadas naquela publicação (CLIQUE AQUI), está enganado. As empresas de logística e de rastreamento só ganham quando contam com a API do GOOGLE MAPS em seus sistemas e apps pois as vantagens são muitas.
Uma das vantagens é a OTIMIZAÇÃO DE TRAJETOS que faz com que o transporte siga rotas inteligentes, leve um TEMPO MENOR aos seus destinos, trazendo EFICIÊNCIA a todo o processo e planejamento, pois além de diminuir custos com grande coordenação de recursos, ELEVA A SATISFAÇÃO DO CLIENTE.

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A API do GOOGLE MAPS é um dos melhores recursos estratégicos que você pode ter em mãos se o sucesso dos seus negócios for um de seus objetivos.
Entre em contato com a GEOAMBIENTE para obter a licença da API DO GOOGLE MAPS e começar a explorar todas as vantagens deste grande recurso para seus negócios.
Envie e-mail para querosabermais@geoambiente.com.br ou ligue para (12) 3878-6400.

Mais informações sobre a API do GOOGLE MAPS para empresas de logística/rastreamento, acesse: http://www.geoambiente.com.br/googlemapsapi/rastreamento

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Negócios e Google Maps API – webinar Geoambiente

No dia 14 de setembro, Felipe Del Nero (Diretor Comercial) e Valéria Prisco (Gerente de pré-vendas Google Maps API), ambos da Geoambiente, apresentaram diversas formas de como você pode contar com a API do Google Maps para ter sucesso em seus negócios.

Confira o vídeo:

Para obter mais informações sobre o uso da API do Google Maps, por favor, entre em contato com nossa equipe:

E-mail: querosabermais@geoambiente.com.br
Tel.: (12) 3878-6400

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Geoambiente levando o SIGA para São Luís

Para gerenciar uma grande capital com mais de 1 milhão de habitantes, a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de São Luís do Maranhão (SEMMAM) sempre buscou a ordem e a conservação do meio ambiente sincronizados com o progresso e o avanço industrial e tecnológico.

E foi dando mais um passo adiante em seu planejamento que a SEMMAM solicitou os serviços da Geoambiente, para desenvolver o projeto SIGA (Sistema de Informações para Gestão Ambiental).

O SIGA foi desenvolvido para atender não só a SEMMAM, mas também a população ludovicense, com a missão de:

  • levar transparência e agilidade ao processo de licenciamento ambiental por meio do fornecimento de informações aos gestores ambientais e à população, com fácil acompanhamento dos processos de licenciamento pelos requerentes/empreendedores;
  • fornecer à população a possibilidade de registrar denúncias de não-conformidades ambientais através de ferramentas com uma interface amigável em dispositivo móvel;
  • possibilitar o monitoramento de resíduos de construções civis para que estes não sejam deixados em rios, mangues, áreas verdes e áreas livres, assim como em áreas de preservação.

Com estas possibilidades, o SIGA oferece agilidade para a tomada de decisões da SEMMAM.

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Equipe Geoambiente para o projeto do SIGA: (atrás, esq. para dir.): Carolina Landim, Mateus Pontes, Luis Filipe Mota, Carlos Portes e Joyce Tosetto. (frente): Tiago Pinheiro e Miriam Carvalho.


Foram 14 meses de trabalho intenso da equipe Geoambiente neste projeto, que foi estruturado em 6 módulos:

  • Controle de acesso
  • Administração
  • Controle do processo de licenciamento ambiental
  • Relatório (sobre cada solicitação do licenciamento e seu status)
  • Fiscalização ambiental
  • Público (consulta pelo público sobre as Áreas de Proteção Ambiental, hidrografia, parques ecológicos, áreas de risco, entre outros).

A equipe Geoambiente atuou no levantamento e especificação de requisitos, passando por implementações web e móveis (Android e iOS), implantação no cliente, treinamento dos usuários e transferência tecnológica, até as questões jurídicas de garantia legal. Foi um trabalho completo!

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Treinamento Geoambiente da equipe da SEMMAM para uso do SIGA

Para Carolina Landim, analista de sistemas e analista desenvolvedora Geoambiente, o projeto teve grande importância, principalmente para os licenciamentos: “Foi desafiador e de grande satisfação atuar nesse projeto de Gestão Ambiental, em que procuramos manter o foco no objetivo principal do cliente que era agilizar o processo de Licenciamento Ambiental e permitir que o próprio empreendedor possa fazer tal solicitação; além de permitir que a população faça denúncias de infrações ambientais através de seus smartphones.
Acredito que o sistema trará grande benefício aos empreendedores que poderão solicitar os licenciamentos através da Internet e acompanhar o andamento dos processos a qualquer momento com maior transparência”.

Para a versão web do SIGA, acesse: http://sigasemmam.saoluis.ma.gov.br/siga

Para a versão mobile do aplicativo SIGA Denúncia, acesse: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.geoambiente.sigadenunciainfracao

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Geoambiente em projeto de GIS Corporativo para a mineradora Anglo American

Num total de 15 meses de projeto, com o objetivo de avaliar e desenvolver a implementação de ambiente GIS Corporativo para todas as áreas da unidade de negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, a equipe de GIS TI da Geoambiente encerra 2015, com chave de ouro, finalizando o projeto para a mineradora.

Nas instalações da Anglo American, em Belo Horizonte, Conceição do Mato, Santo Antônio do Gramo (todas em MG) e São João da Barra (RJ), a Geoambiente tinha como objetivo mapear todas as demandas de GIS existentes, caracterização do cenário atual da Anglo American e propor um modelo GIS Corporativo que atenda a todas demandas identificadas, incluindo as futuras.

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Da esq. para dir. – Alexandre Hashimoto, Joyce Tosetto, Luciano Barão, Maíra Dzedzej e Danilo Palomo.

O projeto envolveu 71 reuniões com 133 profissionais da Anglo American de 30 áreas no total, entre eles: Engenharia, transporte, desenvolvimento social, Geociências e licenciamento/desenvolvimento sustentável. E todo o processo contou com 5 etapas, incluindo a gestão e o acompanhamento pela Geoambiente:

  1. Planejamento;
  2. Assessment;
  3. Infraestrutura do Sistema;
  4. Arquitetura do Sistema;
  5. Políticas, Normas e Procedimentos;
  6. Gestão e acompanhamento.

O planejamento inicial contou com plano de trabalho sobre todo o processo a ser seguido (características do projeto, metodologia de trabalho e cronograma). Além do plano de trabalho, também houve o plano de comunicação e as entrevistas de diagnóstico com os profissionais de diversas áreas da Anglo American.

Ainda na etapa inicial, foi produzido o relatório de diagnóstico com mapeamento dos processos que têm a necessidade de informações georreferenciadas na empresa.

Para Maíra Dzedzej, Engenheira Florestal, Especialista em Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Geoambiente, o projeto foi intenso e muito gratificante: “Dentre as diversas etapas do projeto esta foi a que estive mais envolvida. A etapa de levantamento de informações nos fez mergulhar intensamente nas atividades da empresa para o entendimento das reais necessidades dos usuários com relação ao GIS Corporativo.
Fisicamente foi um caminho árduo, perfazendo o caminho do minério, paralelamente ao duto e, cobrindo todos os potenciais usuários que necessitam de dados geográficos. Foi intenso. Mas, muito gratificante. Entrevistamos diferentes usuários e conversamos sobre diferentes temas em todas as áreas da empresa. Foram identificados usuários júniors, avançados e os que nem se julgavam usuários. Boas expectativas e ganhos foram apontados com a futura implantação do GIS. Os diferentes usuários, necessitam da ferramenta.
A primeira fase completa (entrevistas e relatório) levou cinco meses para ser concluída e foi realizada com muita interação da equipe multidisciplinar da Geoambiente e colaboradores da Anglo American, do Comitê GIS. Sem eles o trabalho não seria possível pois abriam portas e a discussão sobre o tema, nas diferentes áreas. A convivência e a interação no território mineiro foram especiais”.

A segunda etapa contou com a Arquitetura Conceitual, o processo a ser seguido após o diagnóstico das áreas da Anglo American, visando auxiliar na definição do funcionamento do GIS Corporativo.

E em seguida, a terceira etapa, com a infraestrutura do sistema, em que houve o planejamento e a definição das características da Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) do GIS Corporativo, propondo informações referentes à estrutura de hardware e software que comporão o ambiente GIS.

São previstos cenários de crescimento, com especificação detalhada de hardware, licenças de software e aplicativos a serem adquiridos, desenho da estrutura organizacional e de instalações no mesmo ambiente, tanto para curto e médio, assim como para longo prazo.

Segundo Alexandre Hashimoto (Analista de Sistemas e Analista de Banco de Dados Geoambiente), a etapa não foi algo simples: “O relatório de infraestrutura do sistema foi de alta complexidade, pois estabeleceu um ambiente completo de uma IDE – Infraestrutura de Dados Espaciais do GIS Corporativo. Não foi somente definir software e hardware, mas também foi preciso justificá-los. E como se trata de uma empresa que possui uma grande equipe de TI, as justificativas técnicas precisaram ser de alto nível. Outro ponto de complexidade foi a definição da infraestrutura para os horizontes de curto, médio e longo prazo, ou seja, foi preciso definir estruturas escaláveis para que a implantação do projeto fosse realizada em fases”.

A quarta etapa, Arquitetura do Sistema, propõe a estruturação de softwares que suportarão as necessidades levantadas, atendendo aos cenários de curto a longo prazos do GIS Corporativo.

E por último, a etapa de políticas, normas e procedimentos em que houve a elaboração de um conjunto de documentos para suportar a administração e a manutenção do ambiente GIS Corporativo.

Para Danilo Palomo, Analista de Sistemas GIS Geoambiente, o projeto em sua etapa final foi de grande importância para a Anglo American e para a Geoambiente: “Nesta etapa utilizamos o entendimento da estrutura organizacional adquirido nas fases anteriores com o conhecimento da equipe em GIS para a definição dos padrões que deverão ser adotados e construção dos instrumentos normativos que deverão ser aplicados para a utilização, manutenção, difusão e evolução da utilização do GIS dentro da Unidade de Minério de Ferro da Anglo American (MFB).
As Políticas e Normas foram elaboradas de forma a se tornarem as regras básicas que orientam a tomada de decisão na organização na utilização do GIS, refletindo o pensamento da organização com relação ao GIS, servindo de orientação para a definição das estratégias, táticas e planos operacionais. Os procedimentos definem padrões, parâmetros e responsabilidades para a execução dos processos envolvendo GIS. Esses procedimentos são importantes para a implantação do GIS Corporativo e seu crescimento de forma madura e ordenada dentro da organização.
Foram realizadas várias discussões com os colaboradores da Anglo American para o enriquecimento dos documentos, para que esses reflitam as necessidades e objetivos a serem alcançados pela MFB com a utilização do GIS”.

Todo o projeto da Geoambiente com a Anglo American teve a gestão e o acompanhamento feito por Joyce Tosetto, gerente de projetos Geoambiente, contando ainda com monitoramento, controle e emissão de relatórios semanais de acompanhamento.

“O projeto Anglo foi desafiador pela quantidade de dados geográficos envolvidos em nossos processos de negócio da empresa, onde entrevistamos mais de cem pessoas, em quatro plantas diferentes. Hoje, esses dados estão mapeados com a modelagem do banco dados já disponível, além do plano de implantação de GIS Corporativo de curto, médio e longo prazo, fornecendo todas as orientações técnicas necessárias para transformar o GIS em uma solução capaz de alcançar reais reduções de custos e agilidade para tomada de decisões”, afirma Joyce.

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Sistema de Cadastro Ambiental Rural com a Geoambiente

Em conjunto com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Governo de São Paulo, a Geoambiente está em fase final do projeto “Desenvolvimento e Adequação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural do Estado de São Paulo – SiCAR/SP”.

Sob a responsabilidade da Geoambiente estão a realização de melhorias no sistema já existente, a criação de cadastro para a adequação ambiental dos interessados (incluindo o PRA – Programa de Regularização Ambiental) e o desenvolvimento de ferramentas para auxiliar os técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Governo de São Paulo na análise dos dados inseridos pelos interessados.

Equipe Geoambiente - Projeto SiCAR/SP
Equipe Geoambiente para o projeto SiCAR/SP. Atrás (esq. para dir.): Carlos Portes, Mateus Pontes, Willian Faria, Luis Filipe Mota e Tiago Pinheiro. Frente (esq. para dir.): Joyce Tosetto, Carolina Landim e Ana Carolina Rodrigues.

Em 3 de novembro de 2015, uma nova versão do SiCAR/SP (http://sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3) foi publicada com algumas funcionalidades já desenvolvidas pela própria Geoambiente. No entanto, o cadastro da adequação ambiental (PRA) ainda não foi liberado pois a lei que o regulamenta ainda não está em vigor.

Dentre as funcionalidades do SiCAR/SP implementadas pela Geoambiente, podemos destacar:

  1. Cadastro Ambiental Rural – como a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo já fazia uso do CAR, a Geoambiente atuou em melhorias na inserção de informações da propriedade, do proprietário, da matrícula ou da posse e na delimitação/importação de shapefile das geometrias de camadas com o apoio da API do Google Maps.

  2. Adequação Ambiental – permite a inserção de compromissos anteriores com os órgãos de interesse, informando a localização geográfica e os dados do processo (o SiCAR/SP faz integração com os sistemas de fiscalização e licenciamento do SIGAM/SP para obtenção dos dados do processo), revisão de termos firmados anteriormente com o órgão ambiental (permite que o interessado proponha uma nova localização para o compromisso), adesão ao PRA, proposição de Reserva Legal, Reservas Legais referentes ao artigo 68 (os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Legal previstos pela legislação em vigor à época em que ocorreu a supressão são dispensados de promover a recomposição, compensação ou regeneração para os percentuais exigidos nesta Lei), mapa da adequação e termo de adesão ao PRA.

  3. Comunicações e Pendências – permite ao interessado consultar problemas, recomendação e observações descritas pela equipe do CAR, localização geográfica dos problemas, histórico da situação do seu CAR e os e-mails que foram encaminhados a ele pela equipe do CAR.

  4. Consulta Pública ao CAR pelas instituições parceiras e pelo público externo.

  5. Geração de Relatórios e Gráficos para auxiliar a equipe do CAR na gestão dos cadastros.

  6. Históricos sobre gravação de logs de alterações de dados após inscrição.

  7. Análises – Consulta de CARs para análise, permitindo filtros para: priorização de análise por meio de critérios e pesos pré-definidos, consulta de CARs em análise, com pareceres pendentes, de forma aleatória e por critério de priorização. Este módulo permite também a emissão de Parecer do técnico da equipe do CAR, a emissão de e-mails de notificação aos responsáveis técnicos, a aprovação pelo responsável técnico do parecer, histórico do parecer, análise espacial e alteração da situação do CAR.

Segundo Tiago Pinheiro, Coordenador Geoambiente do projeto, a principal vantagem do sistema que está em desenvolvimento é permitir ao interessado se inscrever no Cadastro Ambiental Rural – CAR, fazer sua adesão ao Programa de Regularização Ambiental – PRA e obter automaticamente, seguindo as regras definidas no novo código florestal, o quanto precisará recuperar de APP se aderir ou não ao PRA e qual a área exigida de Reserva Legal dentro de sua propriedade.

“A Geoambiente foi a ganhadora no processo de contratação da empresa que faria os novos desenvolvimentos necessários no Sistema de Cadastro Ambiental Rural de São Paulo – o SiCAR, e a construção dos novos módulos de Adequação Ambiental e Análise. Estávamos apreensivos pois sabíamos que o desafio seria grande, principalmente devido à necessidade de cálculos espaciais complexos que demandariam conhecimento em sistemas de informação geográfica e geoprocessamento. Para o CAR, São Paulo optou por fazer um cadastro próprio, e tinha como preocupação disponibilizar ao cidadão um sistema simples mas completo. O grande desafio desse projeto, além das melhorias no sistema já existente, foi criar as ferramentas que calculam, por meio das informações declaradas pelo proprietário, quais são suas obrigações de restauração ecológica no imóvel para sua adequação ambiental conforme a legislação.
Quase um ano de desenvolvimento se passou. Tivemos o suporte de ótimos profissionais da empresa, que nos ajudaram muito nos detalhamentos de requisitos para o sistema e trabalharam duro no desenvolvimento, sendo muito solícitos quanto às nossas demandas. E o resultado foi extremamente satisfatório!
Hoje, todos os proprietários de imóveis rurais do Estado de São Paulo podem acessar o sistema com as novas funcionalidades implantadas, que tornaram o cadastro mais fácil ao mesmo tempo que impedem erros. Além disso, os técnicos do órgão ambiental já contam com o sistema de análise e, em muito breve, daremos início ao Programa de Regularização Ambiental do Estado, com todo o processo estabelecido de forma eletrônica”, afirma a bióloga Caroline Cogueto, Diretora de Centro de Monitoramento e Avaliação de Programas e Projetos de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

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Geoambiente desenvolve sistema GIS para avaliação de terras na RADAR/ Grupo COSAN

A Radar, uma imobiliária high tech de fazendas, que segundo analistas possui valores “escondidos”, passará a fazer parte do balanço da empresa

fonte: Portal IG (Pedro Carvalho)

Fazenda da Radar: no ano passado, patrimônio da empresa valorizou 93%, quase o dobro do mercado
Fazenda da Radar: no ano passado, patrimônio da empresa valorizou 93%, quase o dobro do mercado (Ricardo Teles/Divulgação)

A cena parece filme futurista. O engenheiro agrícola Douglas Pellegrina arrasta os dedos numa grande tela horizontal, como o tampo de uma mesa. A imagem de radar se amplia até mostrar uma fazenda no interior da Bahia. Com um clique, ele começa a gerar uma apresentação instantânea (um Powerpoint) sobre as terras: quanto chove, qual a inclinação, pendências jurídicas, reserva legal de mata nativa, potencial para mineração, dezenas de páginas com informações valiosas sobre a área.

Essa é a rotina na Radar, negócio que a Cosan basicamente inventou no País. A companhia juntou décadas de experiência em agronegócio, imagens de satélite que acumulou enquanto tocava suas usinas de cana-de-açúcar e bancos de dados públicos sobre o campo para criar uma imobiliária agrícola de alta tecnologia. “A Radar é exclusivamente imobiliária, a gente compra, vende e arrenda terras, mas não planta nem opera as fazendas”, diz Ricardo Mussa, CEO (sigla em inglês para presidente-executivo) da empresa.

Num ambiente no qual os negócios são marcados pelo arcaísmo, o jeitão profissional da Radar fez a empresa ter bons resultados e ganhar importância dentro da Cosan. Com apenas 25 funcionários, já tem 392 fazendas, que valem R$ 2,35 bilhões – e a meta é comprar mais R$ 450 milhões em 2013. A valorização desse portfólio foi de 93% no ano passado, contra 56% do mercado de terras como um todo. Neste ano, deve ser de 117%.

Criada em 2008, a companhia precisou de US$ 400 milhões (ou R$ 830 milhões) para sair do papel. A Cosan investiu R$ 157 milhões e ficou dona de 18,9% da empresa. No terceiro trimestre deste ano, ela aportou na Radar mais 24 mil hectares de terras, que haviam sobrado do negócio entre Cosan e Shell para criar a Raízen, joint-venture entre as duas empresas – a Cosan entrou com as usinas, mas ficou com as terras que não faziam parte delas.

Esse aporte, avaliado em R$ 550 milhões, fez a participação da Cosan na Radar saltar para 37,7%, tornando a empresa de Rubens Ometto controladora do negócio. Assim a Radar, como controlada, irá aparecer no próximo balanço da Cosan pela primeira vez. Segundo analistas, isso deve ajudar no desempenho das ações da companhia, que já valorizaram 63,7% nos 12 meses anteriores a outubro, contra 6,7% do Ibovespa. “A Radar é um ativo escondido dentro da Cosan, que deve puxar uma valorização dos papéis quando for precificada corretamente no valor da companhia”, diz Alexandre Sabanai, da Perfin Investimentos.

“É um ativo que se tornou relevante para a empresa e muitos analistas ainda não sabem precificar”, afirma Guilherme Machado, diretor de RI (relações com investidores) da Radar. Segundo ele, o portfólio da empresa, avaliado em R$ 2,35 bilhões, está longe de ser insignificante dentro da Cosan, cujo valor de mercado gira em torno de R$ 16 bilhões. E esse valor sobe ano a ano. Numa conta simples, a Cosan colocou R$ 700 milhões na Radar e é dona de R$ 867 milhões dela. Mas esse não é o único motivo pelo qual a Radar pode impulsionar os papéis da gigante do agronegócio.

A Cosan tem outra vantagem que os analistas consideram “escondida” na Radar. A companhia de Ometto tem uma opção de subscrição de 23,7% na controlada. Ou seja, possui o direito de aumentar a participação e diluir outros sócios, o que pode fazer até 2018. Acontece que ela tem o direito de pagar, por essa participação extra, valores do tempo em que o negócio foi criado, em 2008. Se ocorresse hoje, a operação geraria um ganho líquido de R$ 110 milhões para a Cosan, diz a empresa.

Na segunda-feira, executivos da Cosan exibiram alguns negócios feitos pela Radar para investidores que foram ao Cosan Day, em São Paulo. Uma fazenda na Bahia comprada em 2010 por R$ 3.170 o hectare, que agora vale R$ 13.910 o hectare, por exemplo. “Os fundamentos da empresa são muito bons, o Brasil é um dos últimos países com potencial de crescimento na área agrícola”, diz Sabanai. A valorização de terras e o dinheiro pago pelos arrendatários são as principais receitas da empresa, mas o modelo de negócios deve ter uma guinada nos próximos anos.

A Radar quer se tornar, cada vez mais, uma empresa de serviços. Isso significa cobrar taxas para fazer para terceiros aquilo que faz internamente: comprar as terras certas e fazer com que valorizem. “É um negócio que requer muito capital da Cosan para comprar terras, e esse capital fica ‘parado’ por muito tempo, então é melhor fazer com dinheiro de fora também”, diz Mussa. Sejam quais forem, os próximos passos da empresa agora serão acompanhados com mais atenção pelos investidores.

A Radar é mais um esforço da Cosan para diversificar os negócios. Até 2008, a empresa produzia somente açúcar e etanol, ou seja, dependia totalmente do preço de commodities sobre os quais não tinha controle. De lá para cá, comprou a Esso, fez a joint-venture com a Shell, passou a ter direito sobre a marca Mobil em diversos países, criou a Radar e a Rumo Logística (já uma gigante na área de transporte de produtos agrícolas) e, no último movimento, comprou a Comgás, em 2012. “A partir do ano que vem, açúcar e etanol não irão passar de 31% do EBITDA (o lucro operacional) da companhia”, diz Marcelo Martins, CFO (ou vice-presidente de finanças) da Cosan.

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