Anglo American investe US$ 2 bilhões em projeto de níquel.

por MundoGEO

O níquel ainda é um metal leve nos relatórios financeiros da Anglo American, gigante sul-africana de mineração que no primeiro semestre deste ano registrou US$ 4,4 bilhões de lucro operacional.

O metal básico respondeu por apenas US$ 68 milhões do montante, mantendo a última posição entre os itens da carteira de produtos da Anglo -que vende carvão metalúrgico e térmico, cobre, diamante, manganês, minério de ferro e platina. Mas o peso do níquel e do ferro-níquel na composição de caixa da mineradora deve mudar gradualmente até 2020. Tarefa dada pela companhia, em 2007, ao engenheiro de minas Walter De Simoni, presidente da área de níquel da Anglo American.

“Temos o desafio de fazer o negócio de níquel crescer e ser mais representativo no grupo”, diz.                                                   A meta inclui um investimento de R$ 9,4 bilhões para viabilizar o projeto Jacaré, no Pará, com sistema de produção mais complexo do que o de Barro Alto, que a companhia inaugura em janeiro.

Jacaré inclui duas unidades metalúrgicas para processar níquel e ferro-níquel – uma de hidrometalurgia e outra de pirometalurgia.    A primeira envolve processamento à água do mineral que alimenta forno de fundição, o qual depois é transformado em metal – expertise tecnológica ainda em fase de desenvolvimento na Anglo. O segundo ocorre por processamento a seco em fornos elétricos e deve custar US$ 2 bilhões.

“Ainda vamos precisar detalhar o processo de hidrometalurgia, que deve ficar um pouco mais caro por ser mais complexo”, observa De Simoni.
Reservas

Jacaré é uma reserva com depósito de 495 milhões de toneladas minerais, níquel contido em ferro – o triplo da reserva de Barro Alto.A Anglo conta ainda com outra reserva no Mato Grosso do Sul, a Morro Sem Boné, cujo depósito ainda não foi calculado. O relatório financeiro do primeiro semestre indica que, juntas, as minas vão adicionar 66 mil toneladas anuais à produção de níquel e ferro-níquel da Anglo.

No primeiro semestre, a empresa comercializou 10 mil toneladas de níquel no mundo, sendo cerca de 46% saídas da Codemin – núcleo brasileiro da companhia.  “Este ano, conseguimos vender 100% da produção no Brasil. O mercado nacional é convidativo, remunera bem e está em crescimento. É o melhor mercado para nós”, avalia o gerente de marketing e vendas Eduardo Lopes Morales.

Aquisições

A Anglo mantém ainda uma unidade de beneficiamento metálico na Venezuela, a Loma Níquel. E inaugura o projeto Barro Alto em Goiás no início de janeiro, após investir US$ 1,8 bilhão para viabilizar uma produção anual de 36 mil toneladas de ferro-níquel. O aporte em Jacaré integra pacote de US$ 17 bilhões destinado pela mineradora ao crescimento global. Parte do montante pode ser usado para a Anglo comprar ativos.

“Temos o desafio de aumentar a unidade de níquel, com uma estratégia de expansão orgânica. Mas também vamos olhar oportunidades em aquisição. Estamos abertos para analisar qualquer oportunidade que apareça”, indica De Simoni. Segundo o executivo, a mineradora decidiu ampliar sua participação no mercado mundial do insumo aplicado, principalmente, na fabricação de aço inoxidável – base de produtos para a indústria automobilística e de fios elétricos – de olho no avanço do consumo da China.

Posts relacionados

Deixe um Comentário

Posts mais recentes:

5 mitos sobre a estratégia multicloud
Google Maps
Google Cloud
Google Cloud
Google Cloud
multicloud
Cloud Run: desenvolva aplicações em contêiners sem servidor no Google Cloud
Anthos
Google Next
multicloud
GoogleCloud
DataFlow
Google Maps
Google Cloud