Cafeicultores do Paraná adotam mecanização das lavouras para reduzir custos

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Equipamentos podem ajudar a evitar a extinção da cultura no Estado

Fonte: Portal do Agro Negócio

 

Cafeicultores do Paraná estão adotando a mecanização das lavouras para reduzir custos e evitar a extinção da cultura no Estado. Uma cooperativa de Maringá, no Noroeste, trouxe uma colheitadeira de Minas Gerais para fazer o serviço.

A colheitadeira é um equipamento novo entre os cafeicultores do Paraná. A máquina vai “engolindo” as plantas e soltando os grãos maduros. Uma propriedade de Maringá deve produzir 200 sacas beneficiadas. Com a colheita manual e os imprevistos do clima, levaria pelo menos dois meses até o fim dos trabalhos. Com a “ajuda” mecânica, em 15 dias tudo deve estar pronto.

O Paraná tem hoje menos de 80 mil hectares de café e, a cada ano, a área diminui ainda mais. A mecanização da lavoura é o primeiro passo para que o produtor não abandone a atividade. Mas, o investimento em equipamentos, que faz parte de outras etapas, também pode ajudar a reduzir custos, pelo menos em médio prazo.

O secador à lenha foi instalado na propriedade de Valdomiro Balan no ano passado. Ele seca 500 sacas em quatro dias, substitui os terreiros tradicionais e não depende do clima. Com a renda do café, o equipamento deve estar pago em dois anos. O aluguel da colheitadeira e o secador significam a manutenção dos cafezais do produtor.

– Hoje, com a colheitadeira e o secador a gente tem 60% a menos de trabalho e já economizou uns 30% – disse Valdomiro.

A cooperativa de Maringá está orientando os cafeicultores a investir na mecanização, mesmo que algumas adaptações sejam necessárias.

– Ele tem que cortar o pé de café com 2,20 metros porque ela não colhe ponteiro. Ele vai ter que fazer um trato muito bom na lavoura porque ela é por hora, quanto maior a carga, menor o custo – falou Renato Bizzacchi Franco da Silva, responsável pelo setor de café da Cocamar.

O cafeicultor João Francisco Ferreira foi conhecer a máquina de seu vizinho Valdomiro. Com 22 mil pés de café, a mão de obra pode ser um problema a menos a partir do ano que vem.

– Hoje estou pagando R$ 12, R$ 13 o “saquinho”, mas daqui a uns dias já tem que passar para R$ 15. No ano passado, paguei R$ 15, R$ 16. Se você for analisar, o caro para nós aqui é a mão de obra, é a colheita – observou João Francisco.

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