Celulose deve ficar escassa em 2011.

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O presidente da Cenibra, Paulo Eduardo Rocha Brant, acredita que a oferta de celulose no mercado internacional pode ser restrita nos anos de 2011 e 2012.

por CIFlorestas

O presidente da Cenibra, Paulo Eduardo Rocha Brant, acredita que a oferta de celulose no mercado internacional pode ser restrita nos anos de 2011 e 2012. Em compensação, deve crescer de forma excessiva a partir de 2013, gerando um movimento de redução de preços.

Mesmo com a oferta apertada de celulose os preços tendem a ficar estáveis nos próximos dois anos. De acordo com o executivo, hoje o preço da celulose está justo, mas 2012 pode ser bem apertado se a demanda crescer 3% ao ano.

Brant aponta que haverá redução de preços a partir de 2013, com excesso de oferta em 2014 e 2015. No final de 2012, inicia operação a primeira fábrica da Eldorado Celulose, em Três Lagoas (MS). Nos anos seguintes, devem entrar as novas unidades da Suzano no Nordeste e a esperada ampliação da Fibria em Três Lagoas, além do provável aumento de capacidade da Veracel, joint-venture de Fibria e Stora Enso.

Já a Cenibra decidirá no início de 2011 sobre seu projeto de crescimento em Novo Oriente (MG), que acrescentará 850 mil toneladas à produção anual da companhia, que atualmente é de 1,2 milhão de toneladas de celulose. Essa nova capacidade entraria em operação em 2014 ou 2015. 92% da produção da companhia é destinada ao mercado externo, sendo que 20% do total vai para o Japão.

 

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