DCTA e INPE vão lançar microssatélite

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fonte: Jornal O Vale e Revista Espaço Brasileiro

DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ambos em São José dos Campos-SP, desenvolvem novo programa de satélites e lançadores. O objetivo é capacitar o Brasil a produzir microssatélites para missões científicas e lançadores.
O DCTA, por intermédio do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), desenvolve o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), a partir da configuração da família de foguetes VSB-30, desenvolvida em parceria com a Alemanha e que já foram certificada para uso comercial.

O Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) tem como primeiro objetivo o lançamento do experimento alemão Shefex 3. O projeto é o resultado de um acordo entre as Agenciais Espaciais Brasileira e Alemã. O foguete está sendo desenvolvido por brasileiros com participação alemã e possui um enfoque comercial. Ele terá 19 metros de altura, três estágios, e poderá levar satélites de até 150 kg na versão básica, alcançando órbitas circulares de 250 a 700km de altitude. Versões posteriores incluirão um estágio adicional. O projeto do VLM-1 está sendo desenvolvido pela indústria nacional sob contrato, e acompanhado pelo Grupo de Engenharia de Sistema do IAE.

“Estamos na fase de projeto. A expectativa é que o VLM faça o primeiro voo em 2015”, disse o diretor do IAE, brigadeiro Francisco Pantoja.

Segundo ele, ainda não há custo definido para o projeto.
Pantoja relatou que o novo lançador terá capacidade para transportar carga útil até 120 quilos e colocar satélites em órbita baixa entre 200 km e 300 km na atmosfera.

Ao Inpe cabe o desenvolvimento dos microssatélites científicos. O Plano Diretor do instituto para o período de 2011 a 2015 menciona a execução de dois artefatos dessa família. Um deles, denominado CLE, desenvolverá missões sobre o clima espacial.
O outro terá aplicação em astrofísica, com a missão de estudar origem e composição da emissão de poeira no espaço, entre outras. O lançamento deste microssatélite poderia ocorrer entre 2016 e 2018.

ITASAT (Pablo Alejandro/CB/D.A. Press)

Atualmente, 120 microssatélites universitários de cunho tecnológico são lançados por ano no mundo e apenas 15 países trabalham com esse tipo de projeto. No Brasil, um microsatélite, denominado ITASAT, está sendo desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), sob coordenação e patrocínio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e assistência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O ITASAT poderá ser lançado pelo VLM.

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