Eletrobras e Inmetro entregam primeiras etiquetas de eficiência energética residencial.

por Canal Energia

A Eletrobras e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial entregaram na última terça-feira, 30 de novembro, as primeiras etiquetas de eficiência energética residencial. A entrega foi feita durante o lançamento da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia para residências e edifícios multifamiliares, em São Paulo (SP). Nessa primeira certificação, foram entregues etiquetas a nove construções, incluindo a Casa Eficiente da Eletrosul, em Florianópolis (SC).

A etiqueta para edificações, concedida dentro do Programa Brasileiro de Etiquetagem, tem o objetivo de ser uma ferramenta para o consumidor tomar a melhor decisão na hora de adquirir um imóvel, a exemplo do que acontece com os eletrodomésticos. A adesão é voluntária, mas a Eletrobras aposta no sucesso do programa como capaz de introduzir um novo conceito no mercado imobiliário brasileiro. Segundo o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, é possível obter uma redução de até 40% da energia consumida nas residências brasileiras com a adoção de tecnologias de eficientização.

Para criar a etiqueta de eficiência energética residencial, o Inmetro selecionou diversas metodologias e combinou-as num processo sintetizado. A etapa seguinte foi a acreditação dos organismos de inspeção para emiti-las. Atualmente, o Laboratório de Eficiência Energética da Universidade de São Carlos, que colaborou no desenvolvimento dos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais é o único autorizado pelo instituto.

No caso de edifícios multifamiliares, cada unidade de apartamento terá etiqueta individual correspondente ao seu nível de eficiência energética e o prédio como um todo receberá sua própria etiqueta com o número de unidades por estágio de eficientização, que varia de “A” a “E”. Também serão avaliadas e receberão etiqueta as áreas de uso comum dos prédios.

Atualmente, edificações residenciais, comerciais, de serviços e públicas representam quase 45% do consumo brasileiro de energia, sendo que as residências respondem por 15% desse total. A economia que pode ser obtida a partir da redução do consumo com imóveis planejados, construídos ou reformados de forma eficiente também resultam em mais disponibilidade de energia para o país.

 

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