Fibria reduz dívida com venda da Conpacel e ações voltam a valorizar.

por Painel Florestal

A venda dos 50% da Conpacel (Consórcio Paulista de Papel e Celulose) que pertenciam a Fibria para a sua sócia Suzano foi vista como positiva por analistas do mercado.

Isso porque a Fibria, herdou uma grande dívida por conta de perdas com derivativos da Aracruz em 2008, com a venda a empresa reduz a sua alavancagem e diminui drasticamente sua participação no segmento de papéis, área que sempre foi vista como não-estratégica para a maior produtora de celulose do mundo.

As ações da companhia registravam a maior alta do Ibovespa nesta quarta-feira (22), exibindo valorização de 4,3 % por volta das 17h20, enquanto o Ibovespa operava praticamente estável. A Suzano, por sua vez, recuava 2,4 % no mesmo horário.

Na noite de terça-feira (21), as companhias anunciaram a venda dos 50 % de participação na Conpacel da Fibria para a Suzano por R$ 1,45 bilhão de reais. Além disso, foi negociada a venda da distribuidora de papéis KSR por R$ 50 milhões.

A Fibria afirmou, em nota, que a rapidez da negociação, durou apenas “alguns dias”, foi facilitado pelo fato de o ativo já ser bem conhecido pelas duas empresas.

“A proposta foi muito boa e possibilita à Fibria concentrar esforços no negócio celulose”, disse em nota o presidente da companhia, Carlos Aguiar.

Para o analista de papel e celulose, Marco Saravalle, “melhor, impossível” para a Fibria. “Nenhuma empresa gosta de vender ativos, mas já era visível desde que a Fibria surgiu que ela teria que fazer o desinvestimento”, afirmou.

Em 30 de setembro de 2010, a dívida bruta da Fibria era de R$12,296 bilhões, valor 20 % menor que o mesmo período de 2009 e de 7 % ante o final do segundo trimestre.

A dívida líquida na mesma data, por sua vez, era de R$ 10,112 bilhões, queda de 21 % em comparação ao final do terceiro trimestre de 2010 e também de 7 % ante o segundo trimestre.

A relação entre dívida líquida e Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estava em 3,9 vezes, contra 7,2 vezes do terceiro trimestre de 2009 e 4,7 vezes do segundo trimestre.

No final de 2009, a Fibria vendeu à chilena CMPC a sua unidade de Guaíba (RS) por 1,43 bilhão de reais, no primeiro movimento de desinvestimento para a redução da dívida.

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