Matriz Energética: o novo Desafio Amazônico.

por Agência Ambiente Energia

A Eletrobras tem objetivos bem definidos para sua estratégia de negócios nos próximos anos. Um deles é chegar a 2020 como a maior produtora de energia limpa e renovável do mundo. Hoje, a estatal, que tem na sua esfera gigantes como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, só perde neste ranking para a Hydro Quebec e a ISA.

Depois de entrar nos consórcios com suas subsidiárias para a construção de Santo Antônio, Jirau, Belo Monte e Teles Pires, a holding mira um novo conceito de geração para explorar o potencial da região amazônica: as usinas plataforma, que têm no Complexo Tapajós, um conjunto de cinco usinas, o tiro de partida.

“As usinas em construção provam que é possível explorar o potencial da região. Há cinco ou 10 anos, dizia-se que construir usinas na Amazônia era a coisa mais feia do mundo”, comenta José Antonio Muniz, presidente da Eletrobras, que vê na exploração da tecnologia de usinas plataforma uma alternativa para a nova geração de energia elétrica na região amazônica, buscando preservar a integridade física da área a ser ocupada pelas usinas.

Ao considerar o Complexo Tapajós, o potencial mostra-se mesmo invejável. Inicialmente com os inventários, o conjunto de cinco usinas somava potência instalada de 10.682 MW. Agora, com a conclusão dos estudos de viabilidade da maior usina do complexo, Muniz estima que a capacidade instalada dará um salto para 12 mil MW. A boa surpresa veio com a usina de São Luiz de Tapajós.

“Com a atualização dos dados hidrológicos, a capacidade instalada dela passou de 6.133 da fase de inventário para 7.880. Esta foi uma surpresa maravilhosa”, diz o executivo. Segundo ele, a intenção era colocar a usina em leilão em 2011, prazo que será impossível cumprir, pois a obtenção do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) leva um ano. Com isso, o projeto só deve ser licitado em 2012.

“O sonho era entregar o projeto ainda no governo Lula. O grande desafio para a nova gestão é fazer o EIA, que leva no mínimo um ano, pois precisa pegar as diversas estações do ano para fazer as medições”, explica Muniz. Além de São Luiz do Tapajós, integram o complexo as usinas Jatobá (2.338 MW), Jamanxim (881 MW), Cachoeira do Caí (802 MW) e Cachoeira dos Patos (528 MW).

Com larga experiência em projetos de construção de grandes usinas na região da Amazônia, o Muniz virou um grande entusiasta do modelo de usinas plataforma, pelo seu baixo impacto ambiental. “O espelho de água das cinco usinas é menor que 2 mil km². O compromisso do projeto é manter intacta uma área de 200 mil km² de florestas”, frisa o executivo. “Vamos manter os reservatórios mais ou menos dentro das áreas que se alagam na máxima cheia. Não vamos alagar mais do que ela já alaga”, garante o engenheiro.

O conceito de usinas plataforma é inspirado na produção de petróleo off shore. O modelo não exige a construção da infraestrutura nas cidades do entorno das usinas, como acontece nos projetos tradicionais. A usina fica cercada por “um mar de florestas” (área de preservação ambiental), tendo baixa intervenção humana na área do projeto, após sua construção. O objetivo é explorar o potencial hidrelétrico, mantendo a integridade física da região.

 

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