Projeto de conscientização preserva ave que só é encontrada na Bahia

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Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está ameaçada de extinção.
Fiscalização, além da ação de biólogos e ONGs posibilitou preservação.

Fonte: G1

A conscientização das comunidades na Bahia está ajudando na preservação de uma ave ameaçada de extinção: a Arara Azul de Lear. A ave de canto agudo mede cerca de 75 cm e só é encontrada no sertão baiano.

A beleza da Arara Azul de Lear se destaca ainda mais porque a ave gosta de voar em bando. O animal dorme em paredões de arenito numa área preservada entre os municípios de Canudos e Jeremoabo. Ela voa até 170 Km em busca de comida. Por ser dócil, a ave é uma das mais cobiçadas pelos traficantes de animais.

Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está na lista de espécies ameaçadas de extinção. Na década de 80 havia registro de apenas 60 aves desta espécie na natureza, mas um censo realizado em 2010 pelo Instituto Chico Mendes localizou mais de 1.200 exemplares. O nível de ameaça baixou de Criticamente Ameaçada para Espécie em Perigo de Extinção.

Conscientização e ação

O avanço só foi possível graças ao trabalho de fiscalização e da ação de biólogos e ONGs. O trabalho começa com a preservação da Palmeira do Licuri ou do Licurizeiro como é popularmente conhecida. Essa é a árvore que produz o Coco do Licuri, alimento preferido da Arara Azul de Lear e que serve de matéria prima para outras atividades.

“Nós tínhamos que estimular algum tipo de renda alternativa, uma outra forma para incentivar as pessoas a preservarem o licuri. Então com o apoio da Fundação Loro Parqe, através do Instituto Arara Azul, nós iniciamos um projeto de geração de renda para as comunidades”, conta Simone Tenório, bióloga.

O plano de manejo sustentável começa com a numeração das árvores no campo. Um grupo do município de Santa Brígida trabalha junto e usa a consciência para retirar a palha no tempo certo.

“De forma predatória não adianta. De forma consciente, uma palha a cada 60 dias ou 90 dias”, destaca Mário Reis, artesão.

“A gente leva, chega em casa e senta para raspar, põe para secar e trabalha com todo o gosto”, completa Sueli Ferreira de Lima Silva, artesã.

 

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