Rhodia Energy planeja investir mais de R$ 1 bilhão em 20 projetos de biomassa no Brasil.

 

por Canal Energia

A Rhodia Energy tem planos ambiciosos no Brasil. Nos próximos cinco anos, a empresa planeja investir mais de R$ 1 bilhão em 20 projetos de cogeração no país, seja a partir do bagaço da cana de açúcar, seja através da vinhaça para transformação em biogás. A primeira unidade deverá iniciar a produção comercial em maio de 2012 e terá capacidade instalada de 70 MW,  produzidos a partir do bagaço da cana de açúcar.

O projeto, localizado na cidade de Brotas, em São Paulo, é fruto de uma parceria com a Paraíso Bioenergia, que forcerá à Rhodia o bagaço e a palha de cana de açúcar. “Esse projeto vai consumir cerca de R$ 160 milhões em recursos. É um projeto considerado grande, com duas caldeiras”, explicou Elder Martini, vice-presidente da Rhodia Energy para a América Latina. Segundo ele, o projeto ainda está em fase de estruturação, onde será decidido sobre financiamento e como será a venda da energia produzida pela usina.

“Nós estamos nesse momento estruturando o project finance, nossos contratos de energia, conversando com vários players do mercado, distribuidoras e companhias do setor”, declarou o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia. Martini disse ainda que o projeto deverá participar do próximo leilão do governo em que for permitida a entrada da fonte.

Para os demais projetos, a empresa também pretende encontrar parceiros que viabilizem os empreendimentos e encontrar instituições financeiras capazes de financia-los. “Vamos tentar recursos do BNDES, mas por enquanto não temos nenhum financiamento”, disse. Segundo ele, a busca por parceiros é uma iniciativa mundial. Os planos da companhia no mundo envolvem aportes de capital em torno de € 200 milhões.

Martini adiantou que já está discutindo com outros grupos brasileiros o desenvolvimento dos projetos de cogeração no país através do bagaço e da palha da cana de açúcar. “No caso da vinhaça, são projetos mais recentes. Tem alguns meses que estamos trabalhando nesse projeto no Brasil, mas fora do país, principalmente na Ásia, temos unidades que tratam da vinhaça e estamos trazendo essa mesma tecnologia para o Brasil”, contou.

O executivo afirmou que, apesar do foco da empresa no Brasil estar na produção de energia a partir da biomassa, a empresa está de olho em todas as tecnologias de geração de energia limpa. “No momento, o que é concreto aqui no Brasil é o setor sucroenergético, mas não estão eliminados outros projetos”, analisou. Na França, a companhia acabou de anunciar um investimento em energia solar.

A Rhodia Energy foi criada em 2000 para a gestão da compra de energia elétrica e do gás natural para as unidades de produção da Rhodia – grupo químico internacional. De acordo com Martini, 15% dos custos da empresa estão relacionados a energia elétrica e, por isso, precisam ser bem gerenciados. No Brasil, a Rhodia atua há mais de 90 anos está entre as maiores compradoras de etanol para fins químicos.

 

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