Suzano pretende fazer investimento bilionário em 2011.

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A Suzano deseja fazer um investimento de R$ 1,1 bilhão no próximo ano, esta cifra é mais do que o dobro do orçamento durante todo o ano de 2010, previsto em R$500 milhões.

por CIFlorestas

A Suzano deseja fazer um investimento de R$ 1,1 bilhão no próximo ano, esta cifra é mais do que o dobro do orçamento durante todo o ano de 2010, previsto em R$500 milhões.

Conforme o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, os recursos serão destinados à manutenção e florestas para as futuras fábricas de celulose no Maranhão e Piauí. O valor envolve ainda o investimento de US$ 200 milhões e US$ 250 milhões para a área industrial da unidade maranhense, prevista para entrar em operação no segundo semestre de 2013.

A engenharia básica da unidade maranhense já está concluída e a partir de 2011 a empresa inicia a contratação de equipamentos para a fábrica, explica Maciel.

Em setembro, a companhia anunciou a elevação da previsão de investimentos das unidades do Maranhão e do Piauí de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,3 bilhões respectivamente. A capacidade foi elevada de 1,3 milhões para 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Já a ampliação da unidade de Mucuri deverá ocorrer apenas após a inauguração das duas novas unidades. A fábrica do Piauí deve entrar em operação em 2014.

Preços

O cenário se mostra promissor para a companhia no quarto trimestre. Segundo Maciel, a tendência é de estabilidade de preços para os três principais mercados – China, Europa e EUA. Durante o terceiro trimestre, houve queda de preço em US$ 50 por tonelada em agosto, reflexo de constantes aumentos ocorridos nos meses de abril, maio e junho. Entretanto, nos meses de setembro e outubro, os preços foram mantidos e esta tendência é que deve prevalecer até o fim do ano.

O cenário mais provável para novembro é de estabilidade – destacou Maciel. O preço líquido médio da celulose alcançou R$ 1.308,70 por tonelada, o que corresponde a uma redução de 1,6% em relação ao segundo trimestre deste ano, e um avanço de 50,3%, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

Vendas

De acordo com o executivo, a demanda chinesa, que apresentou forte retração em agosto, tornou a se recuperar em setembro e tudo indica que esta tendência deve continuar no quarto trimestre.

O cenário está mais parecido com o de setembro do que com o de agosto – disse o presidente. Do segundo para o terceiro trimestre, as vendas de celulose para a Ásia recuaram, enquanto a participação européia aumentou.
A participação da européia nas vendas totais de celulose da Suzano subiu de 38,3% no segundo trimestre deste ano para 43% entre julho e setembro. Já a participação da Ásia caiu de 36,7% para 25,8%.

Para o próximo trimestre esperamos que a participação volte para algo entre 35% e 37% – concluiu o executivo.
A companhia comercializou 389,5 mil toneladas de celulose de mercado entre julho e setembro deste ano. O volume de vendas foi 7,3% inferior ao segundo trimestre de 2010 e 2,4% abaixo do mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, os principais destinos das vendas da companhia foram: Europa (43,0%) e Ásia (25,8%), seguidos por Brasil (20,6%), América do Norte (10,2%) e América do Sul/Central (0,4%).

A receita líquida obtida com as vendas de celulose foi de R$ 509,7 milhões, 8,8% inferior ao segundo trimestre e 46,7% superior ao mesmo período de 2009. A receita líquida foi afetada pelo menor volume de vendas em comparação ao exercício anterior e pela valorização do real frente ao dólar no período. Em comparação a igual intervalo do ano passado, houve menor volume de vendas, devido ao movimento de redução de estoques ocorrido naquele período.

Essa redução, no entanto, foi mais do que compensada pelo incremento dos preços da celulose no período. Atualmente, os estoques globais de celulose da Suzano estão em 32 dias, abaixo da média histórica. No terceiro trimestre, o pico foi de 34 dias em agosto e recuou novamente para 32 dias em setembro, e se manteve abaixo da média histórica (33 dias).

As vendas de papel da Suzano alcançaram no terceiro trimestre 285,4 mil toneladas, redução de 3,8% e aumento de 8,9% em relação ao segundo trimestre deste ano e ao terceiro trimestre de 2009, respectivamente. No mercado interno, as vendas da empresa totalizaram 175,9 mil toneladas. As vendas de papéis para imprimir e escrever representaram 77,9% do volume total de vendas de papel e atingiram 222,5 mil toneladas.

As vendas para o mercado interno representaram 59,5% deste volume, ou 132,4 mil toneladas. O volume total de papel cartão comercializado atingiu 63,0 mil toneladas. O mercado interno respondeu por 69,1% das vendas de papel cartão no trimestre. A participação do mercado interno no volume de vendas de papel da companhia alcançou 61,6%.

Resultados

A Suzano obteve no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 273 milhões, crescimento de 33,6%, na comparação com os R$ 204 registrados no mesmo período do ano passado. No segundo trimestre no ano, o lucro somou R$ 123 milhões. O crescimento está relacionado aos impactos positivos do resultado financeiro e das variações monetárias e cambiais de R$ 217,4 milhões, registrados em função da apreciação do real em relação ao dólar durante o trimestre.

O Ebtida (Receita Bruta), que mede a geração de caixa da companhia, ficou em R$ 408 milhões, um salto de 87,4% no comparativo com os R$ 218 milhões do terceiro trimestre de 2009. A margem Ebtida passou para 35,2% no trimestre findo em setembro ante os 24,4% do ano anterior.

A receita líquida de vendas somou R$ 1, 159 bilhão, alta de 30,1% em relação aos R$ 891 milhões de julho a setembro de 2009. Este desenvolvimento foi provocado pela retomada da demanda chinesa, que somente no mês de setembro, aumentou 72,1% na comparação com agosto. Além disso, ocorreu o reajuste dos preços do papel, com média de 9,7% em reais perante o terceiro trimestre de 2009.

Já o volume de vendas de papel subiu 8,9%, totalizando 285 mil toneladas, enquanto o de celulose recuou 2,4% nesta base de comparação, para 389 mil toneladas. A queda é reflexo direto dos volumes elevados de venda naquele período, devido à busca pela redução dos níveis de estoque acumulado durante a crise internacional.

 

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