Vendas de Manganês e Nióbio apresentam retomada.

por Valor Econômico

Nas projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a exploração de manganês enióbio deverá receber investimentos, pela ordem, de US$ 300 milhões e US$ 66 milhões entre 2010 e2014. Utilizados em ligas para a produção de aços especiais, os dois metais devem seguirbasicamente a tendência delineada para o minério de ferro, analisa o gerente de dados econômicosdo Ibram, Antônio Lannes.

Maior produtor e fornecedor de nióbio do mundo e segundo de manganês, o Brasil detémreservas medidas e indicadas de 587,47 milhões de toneladas de manganês, com teor de 40% demetal contido, e é dono das maiores reservas globais de nióbio, estimadas em 842,5 milhões detoneladas de minério, com teor médio de 0,71%, segundo dados do Departamento Nacional deProdução Mineral (DNPM).

Neste ano, aponta Lannes, observa-se uma retomada para os metais de uma forma geral, comforte demanda e recuperação de preços para níquel, cobre, manganês e nióbio, entre outrosminerais, depois do tropeço observado em 2009. As exportações brasileiras de manganês eferromanganês apresentavam crescimento acumulado de 84,7% até setembro, alcançando quaseUS$ 577 milhões, correspondendo ao embarque de 2,15 milhões de toneladas, muito próximo dovolume exportado em 2008, ao redor de 2,31 milhões de toneladas – o mais elevado em toda a sériehistórica do setor até aqui, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

As negociações de nióbio no mercado externo, que representam quase 90% da produçãobrasileira, estão concentradas basicamente nos embarques de ferronióbio. Entre janeiro e setembro,as vendas externas da liga somaram US$ 1,156 bilhão, crescendo 67,5% em relação ao mesmoperíodo de 2009. Em volume, registrou-se um avanço de quase 70%, para 50 mil toneladas. Osmaiores polos de extração e processamento do nióbio encontram-se em Minas Gerais, com 75% dasreservas brasileiras, Amazonas (21%) e Goiás (menos de 4%).

Controlada pelo grupo Moreira Salles, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração(CBMM), maior produtora mundial de nióbio, refez-se da retração observada no ano passado,quando a produção e as vendas de óxidos e nióbio metálico haviam caído 25%, para 3 mil toneladas,com tombo de 40% para ferronióbio, de 70 mil para 42 mil toneladas. Os investimentos foramigualmente reduzidos de R$ 125 milhões no ano anterior para R$ 71 milhões. Mas o aquecimentoobservado em 2010, principalmente no setor automobilístico, animou a CBMM a retomar seusplanos.

Iniciado em 2004, o projeto de expansão da planta industrial e da mina em Araxá (MG) deveráser concluído em 2010, num investimento de US$ 400 milhões, o que vai dobrar a capacidade para 90mil toneladas por ano. Neste ano, o investimento total deve girar em torno de R$ 190 milhões a R$200 milhões. A empresa espera investir quase R$ 800 milhões entre 2011 e 2015 em seu complexo,elevando a capacidade para 150 mil toneladas por ano, o que significará mais do que triplicar otamanho da empresa em pouco mais de uma década.

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