Norte Energia prevê investimento de R$ 25,885 bilhões em Belo Monte.

por Canal Energia

A Norte Energia prevê investimentos de R$ 25,885 bilhões para construir a hidrelétrica de Belo Monte (PA-11.233 MW). O valor é superior ao estimado pela Empresa de Pesquisa Energética de R$ 19 bilhões. As obras civis vão consumir a maior parte do valor: R$ 15,670 bilhões. O restante dos recursos estão divididos entre a aquisição de equipamentos nacionais (R$ 4,050 bilhões); projetos, engenharia do proprietário e outros custos administrativos (R$ 2,082 bilhões); e investimentos socioambientais (R$ 2,494 bilhões). A aquisição de terrenos, pagamento de indenização, seguros e outros, que não são financiáveis, vão necessitar de mais R$ 1,187 bilhão.

Os valores estão em documento enviado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ao Ministério Público Federal do Pará. Do montante total, a Norte Energia pede ao banco um financiamento de R$ 19,561 bilhões. Além disso, a empresa conseguiu, recentemente, um empréstimo-ponte com o BNDES de R$ 1,087 bilhão. Segundo o BNDES, a linha não prevê financiamento de qualquer intervenção no local em que está prevista a construção da usina. Os recursos poderão ser usados, caso contratados, para pagamento inicial de fornecedores começarem a fabricação de produtos e aquisição de materiais e serviços.

Do investimentos socioambientais, R$ 500 milhões serão destinados ao Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu. O desembolso será feito em duas fases – R$ 250 milhões cada – durante a obra e após a obra. Os outros R$ 2,244 bilhões serão usados em ações de prevenção, monitoramento, mitigação, remediação e compensação de impactos sociais e ambientais a serem estabelecidos pela licença de instalação.

O MPF do Pará contesta em ação civil pública, com pedido de liminar, a suspensão da licença de instalação concedida pelo Ibama para a instalação do canteiro de obras, com supressão de vegetação. O MPF reiteirou pedido de informações ao Ibama sobre modificações feitas no projeto de Belo Monte. As mudanças incluiriam a adoção de um canal único, em vez de dois canais, para desviar a água do rio Xingu em direção às turbinas. Também teria sido retirado do projeto um vertedouro complementar. Segundo o MPF, a mudança no projeto não consta na documentação que o Ibama disponibiliza na internet sobre o licenciamento de Belo Monte.

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