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Qualidade da água preocupa em regiões metropolitanas

A situação é mais problemática em regiões metropolitanas e cidades de médio porte, como Campinas e Juiz de Fora

fonte: Exame.com

Os dados, de 2009, são referentes a 1.747 pontos de monitoramento, que funcionam como estações de medição da qualidade da água
Os dados, de 2009, são referentes a 1.747 pontos de monitoramento, que funcionam como estações de medição da qualidade da água

Estudo divulgado hoje pela Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que a qualidade da água está ruim ou péssima em 9% dos pontos monitorados em todo o País. A situação é mais problemática em regiões metropolitanas e cidades de médio porte, como Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG).

Os dados, de 2009, são referentes a 1.747 pontos de monitoramento, que funcionam como estações de medição da qualidade da água especificamente para analisar a contaminação pelo lançamento de esgoto. Da amostra total, a qualidade foi considerada “boa” em 71% dos pontos monitorados, “regular” em 16% e “ótima” em apenas 4%.

O número de pontos monitorados não reflete o número de rios ou a quantidade de recursos hídricos do País, já que em um mesmo rio pode haver mais de um ponto. Na análise anterior, de 2008, 10% dos pontos foram considerados como de “ótima qualidade”.

Considerando a série histórica do período entre 2002 e 2009, houve melhora na Bacia do Rio das Velhas (Minas Gerais), na Bacia do Rio Paraíba do Sul (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) e nas bacias do Rio Piracicaba (São Paulo), do Rio Sorocaba (São Paulo) e Grande (Minas Gerais e São Paulo). “Temos áreas sensíveis, que têm a ver particularmente com áreas urbanas com a contaminação com esgoto ou ausência de saneamento, e áreas com melhoria expressiva do índice de qualidade de água, que mostram que as políticas de intervenção em termos de saneamento estão dando resultado na qualidade”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Lançado hoje, o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011 mostra que a prática de irrigação é responsável por 69% do consumo de água do País, ante 7% da atividade industrial. “Temos de entender se essas áreas de irrigação estão colocadas em áreas vulneráveis de oferta de recursos hídricos no futuro, para que você possa assegurar produção agrícola com oferta de água ou se vai ter de redirecionar em função dos cenários”, observou Izabella.

De acordo com o relatório, 563 municípios decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública no ano passado, em virtude de cheias provocadas por chuvas. Os Estados de São Paulo Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco, Bahia e a região Sul concentraram o maior número de casos.

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Senado lança site para acompanhamento do Código Florestal

fonte: MundoGEO

A nova página especial multimídia “Reforma do Código Florestal”

A partir desta semana, os interessados terão mais facilidade para acompanhar todas as notícias e debates em torno do projeto do novo Código Florestal que tramita no Senado.

A Agência Senado, em parceria com os demais veículos de comunicação da Casa, desenvolveu uma página especial multimídia (http://www12.senado.gov.br/codigoFlorestal)que vai concentrar todas as informações sobre o tema divulgadas em áudio, vídeo e texto no Portal do Senado.

A nova página especial multimídia “Reforma do Código Florestal” trará a cobertura jornalística dos debates nas comissões e no Plenário sobre o tema, além de agregar outros conteúdos que ajudarão o leitor a acompanhar os debates e entender melhor o assunto, como entrevistas, opiniões e infográficos.

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Brasileiro cria sistema de tratamento de água com energia solar

fonte: Folha.com

O estudante de engenharia elétrica do IFG (Instituto Federal de Goiás) Leonardo Lira, 20, inventou um sistema para tratamento de água que não usa energia elétrica, não emite gás carbônico e retira material que pode poluir o meio ambiente. De baixo custo, o sistema pode ser utilizado por comunidades carentes sem acesso a saneamento básico.

Com cinco tábuas de compensado revestidas de papel alumínio, Leonardo fez uma caixa sem tampa de aproximadamente um metro quadrado com as paredes abertas e inclinadas, uma espécie de concentrador que recebe luz do sol.

No interior da caixa, o estudante depositou quatro garrafas PET transparentes com capacidade para dois litros, cada, onde armazena a água para tratamento por três a seis horas.

A água chega a atingir uma temperatura de 70ºC (30 graus a menos do que a temperatura de fervura) e, aquecida, elimina bactérias, vírus e substâncias que fazem mal à saúde humana.

Para testar o concentrador solar, Leonardo fez três séries de amostras de água de cinco residências que não recebem água encanada e tratada.

O líquido foi pré-analisado pela Saneamento de Goiás S/A (companhia de saneamento do estado), que descreveu as impurezas e quantificou em tabela a ocorrência de coliformes fecais e de organismos como o rotavírus.

Nos testes, após três horas no concentrador, eles foram eliminados. A água pôde ser bebida depois de esfriar naturalmente em jarra própria.

“Nosso foco era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, comemora o futuro engenheiro que apresenta o seu trabalho na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que está aberta durante a 63ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que ocorre em Goiânia (GO).

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Novo satélite da modernização do GPS será lançado esta semana

fonte: MundoGEO

De acordo com informações liberadas à imprensa, o foguete Delta IV Medium, que carregará o GPS IIF-2, segundo satélite a compor a nova geração da constelação GPS, deve ser lançado neste final de semana, da estação da Força Aérea Norte-Americana (Usaf), em Cape Canaveral, Flórida.

Quando entrar em operação, o GPS IIF-2 irá juntar-se ao GPS IIF-1, que entrou em órbita no ano passado. Esses equipamentos fazem parte de uma série de 12 satélites, a serem lançados pela Usaf, em tempo indeterminado.

O GPS IIF-2 foi construído pela empresa norte-americana Boeing e foi testado no Centro de Desenvolvimento de Satélites, em El Segundo, Califórnia.

Clique aqui para saber mais sobre o programa GPS IIF.

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Expedição vai mapear práticas sustentáveis no Pantanal

Fonte: Folha Online

A pujança do Pantanal e o fascínio que sua natureza exerce sobre empresários do Sudeste ficam evidentes no campo de pouso da Estância Caiman: dois helicópteros e vários aviões se aglomeram na grama, a poucos metros de uma das imensas baías que fazem a fama da região.

O 10 de julho era de comemoração: a 18ª Festa Pantaneira, cujo ponto alto não foi a prova de laço, como de costume. Em lugar de cavalos e bois, o lugar de honra estava ocupado por uma camionete paramentada com adesivos dos patrocinadores da Expedição Pantanal (Instituto SOS Pantanal, Fundação Toyota, Supermercados Comper e governo de Mato Grosso do Sul).

Até dezembro, a equipe percorrerá 19 mil km, em nove rotas da bacia do rio Paraguai em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Na expedição, que tem custo total de R$ 550 mil, eles têm uma missão singular em suas andanças: conversar.

O objetivo dos expedicionários é recolher e mapear, em cada propriedade, pousada e instituição visitada, um acervo de práticas econômicas e culturais que concorram tanto para melhorar a renda da população quanto para preservar o ambiente.

Os interlocutores serão fazendeiros, pescadores, cozinheiras, ribeirinhos, índios, peões e isqueiros (os fornecedores de iscas vivas).

Mas não será um bate-papo qualquer, explica a bióloga Lucila Egydio, 42, coordenadora da expedição, e sim uma “prosa orientada”.

TAREFA COMPLICADA

Conhecedores da reputação de desconfiados dos pantaneiros, o grupo dispensará pranchetas, blocos e gravadores. O questionário preparado tem de estar todo na cabeça de cada integrante do quarteto, que, em três horas de prosa, precisa cobrir 16 tópicos distribuídos em quatro eixos: consumo/produção, infraestrutura, ambiente e questões socioculturais.

Seu maior esforço será não acabarem confundidos com agentes da Polícia Florestal, do Ibama ou da Funai. A ordem é iniciar a conversa esclarecendo que não estão ali para fazer auditoria, mas para descobrir e mostrar quem está fazendo a coisa certa.

“O foco aqui é a pecuária”, admite a bióloga. Os dois Estados (MT e MS) abrigam um quarto do rebanho bovino de mais de 200 milhões de cabeças no país, e cerca de 75% dos bois mato-grossenses são criados no Pantanal.

O grupo viajará de olho em medidas ambientalmente responsáveis como rotação de pastagens, convivência de pastos naturais com capins exóticos (para melhorar produtividade) e curvas de nível (para prevenir a erosão) –mas também registrará aspectos sanitários, educacionais e até culturais, como a confecção de violas de cocho.

Embora menos danosa para o bioma, a pecuária extensiva tradicional no Pantanal já é considerada economicamente insustentável, por ser pouco produtiva. As fazendas vão sendo divididas e vendidas. No aperto para melhorar de vida, proprietários derrubam os capões de mata e substituem as gramíneas pantaneiras por exóticas.

AMEAÇAS

Cerca de 17% do Pantanal já foi desmatado. O restante sofre com as ameaças de fora, como a agricultura intensiva de soja e cana no planalto à volta, onde nascem seus rios. Com a perda de solos resultante, os sedimentos se acumulam nos modorrentos rios da bacia do Paraguai, cada vez mais assoreados.

A degradação é lenta, mas persistente. Já quase destruiu um rio, o Taquari. A Expedição Pantanal quer investigar e difundir o que os próprios pantaneiros já estão fazendo para impedir a generalização desse desastre.

 

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Estudo mostra que floresta absorve 1/3 do CO2 emitido no ar

fonte: Folha.com

As florestas do mundo absorvem um terço de dióxido de carbono (CO2) que é oriundo da queima de combustíveis fósseis na atmosfera, segundo um estudo internacional que alerta paralelamente para as consequências dramáticas do desmatamento no contexto do aquecimento global.

“Se amanhã suspendermos o desmatamento, as florestas existentes e aquelas em estado de reconstituição absorverão a metade das emissões de combustíveis fósseis”, ressaltou Pep Canadell, coautor do estudo divulgado pela revista americana “Science”.

As florestas do planeta absorvem 2,4 bilhões de toneladas de carbono por ano, segundo este primeiro estudo com dados das contribuições das florestas boreais, tropicais e das regiões temperadas para o ciclo do carbono.

O desflorestamento é responsável pela emissão de 2,9 bilhões de toneladas por ano, ou seja, cerca de 26% do total das emissões.

Apenas as emissões de combustíveis fósseis atingem mais 8 bilhões de toneladas por ano.

Os dados, relativos ao período 1990-2007, foram reunidos durante dois anos por uma equipe internacional de pesquisadores especialistas em aquecimento global.

O estudo mostrou pela primeira vez que nas regiões tropicais o volume de carbono emitido devido ao desflorestamento foi contrabalançado pelo absorvido pelas florestas primárias intactas, tendo no final um balanço de carbono quase nulo.

Os pesquisadores indicaram que as emissões de CO2 durante o desflorestamento foram compensadas pela absorção de CO2 pela regeneração das florestas secundárias nas regiões onde a agricultura foi abandonada.

Segundo Canadell, duas lições principais podem ser tiradas deste estudo.

“As florestas não são apenas enormes reservatórios de carbono, mas absorvem também ativamente o CO2 produzido pelas atividades humanas. As florestas também assumem cada vez mais a dianteira em uma estratégia para proteger nosso clima,” segundo ele.

A segunda lição mostra que é possível obter ganhos econômicos com uma gestão melhor das florestas, aproveitando principalmente benefícios com a redução do desflorestamento bem “maiores que o que se pensava”.

Ele frisou principalmente o aspecto financeiro do mercado do carbono e as compensações previstas no mecanismo Redd+ (redução das emissões devidos ao desflorestamento e à degradação das florestas).

Esse mecanismo, adotado formalmente na conferência da ONU sobre o clima em Cancun (México) no final de 2010, tem como objetivo estimular os países que têm florestas tropicais a evitar desflorestá-las ou a administrá-las de maneira durável, obtendo compensações financeiras.

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Cidades brasileiras receberão sistema que prevê desastre natural

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG

Para Luiz Cavalcanti, chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva na região serrana do Rio de Janeiro no mês de janeiro não foi apenas um desastre natural. “Natural é a chuva, já o desastre na serra fluminense eu não sei se é muito natural, não”, disse Cavalcanti, criticando o fato de áreas de risco estarem ocupadas por milhares de casas.

Cavalcanti falou nesta quarta-feira (12) em palestra na 63ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que acontece nesta semana em Goiânia. Na mesma apresentação, estava também Antonio Marcos Mendonça, da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mendonça falou sobre como funcionará o sistema de monitoramento e alerta de desastres naturais que envolverá vários ministérios e deverá ter todas as etapas concluídas em 2014.

Até novembro deste ano, 25 cidades terão mapas de áreas de risco. A ideia é estender para outros mil municípios até 2014. “Para que seja feito o monitoramento adequado das áreas de risco e que sejam usados modelos está sendo proposto o Centro Nacional de Monitoramento de Alerta de Desastres, já em julho, para mitigar os efeitos dos desastres naturais”, disse Mendonça. A intenção é fazer o cruzamento das informações hidrológicas e meteorológicas e formar um mapa da ocorrência de desastres naturais.

O centro será implantado em Cachoeira Paulista, no interior do Estado de São Paulo, e contará com centros regionais. O ministério contratará geógrafos e hidrólogos e preparar cursos de capacitação para a equipe. Após esta etapa, serão implantados os sistemas de alerta. “Precisamos criar a cultura de alerta no Brasil”, disse.

Sistema – Cavalcanti afirmou que para prever catástrofes naturais não basta ter apenas equipamentos meteorológicos avançados. Para ele, falta desenvolver uma linguagem comum para a interpretação de fenômenos do clima e seus impactos sobre as cidades. “No desastre em Petrópolis o Inmet e o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) alertaram 24 horas antes que ia chover muito na região, só que o bombeiro não sabia que aquilo era muito. Temos recursos de previsão mas não conseguimos evitar tragédias”, disse.

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Mesmo mapeadas, áreas continuam vulneráveis em São Paulo

fonte: MundoGEO

Fonte: Secretaria Municipal de Coordenação de Subprefeituras

Nessa semana aconteceram deslizamentos de terra em Morro dos Macacos, no distrito Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, onde duas pessoas morreram soterradas. Segundo informações do site G1, ainda há perigo de escorregamentos no local.

No começo deste ano, a Prefeitura de São Paulo e o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) anunciaram o mapeamento das áreas com riscos de escorregamentos e erosões na cidade. De acordo com o levantamento, Cidade Ademar é uma das regiões com maior número áreas sujeitas a deslizamentos. (Veja cada região no quadro ao lado)

De acordo com o estudo, foram mais de 400 áreas de encostas e margens de córregos sujeitas a escorregamentos de terras. A ferramenta, de consulta pública, está disponível no site da Prefeitura de São Paulo. É possível ver a localização dessas áreas pelo Google Maps.

Agora a Defesa Civil está fazendo a vistorias no local. Uma das hipóteses é de que os acidentes tenham sido causados por uma obra que a própria Prefeitura estava fazendo na região. Não se descarta a possibilidade de ter havido negligência na intervenção urbana.

Na manhã desta sexta-feira deve acontecer uma reunião para que os moradores deixem o local.

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Amazônia perdeu 268 km² de floresta em maio

Aumento foi de 144% em relação a 2010

fonte Agência Brasil

Desmatamento na Amazônia: Mato Grosso liderou as derrubadas em maio, 93,7 km²

Depois do avanço do desmatamento em março e abril deste ano, o ritmo da derrubada na Amazônia Legal (todos estados da Região Norte e parte do Maranhão e de Mato Grosso) caiu em maio, de acordo com os dados do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), divulgados hoje (30), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em maio, a floresta perdeu 268 quilômetros quadrados (km²), desmate 44% menor que o registrado em abril pelo Inpe, de 478 km². Em relação a maio de 2010, quando os satélites apontaram 109,58 km² de desmatamento, houve aumento de 144% no ritmo da derrubada da floresta. No entanto, por causa da cobertura variável de nuvens, o Inpe não recomenda esse tipo de comparação.

O estado de Mato Grosso liderou o desmate na região em maio, com 93,7 km² de novas áreas derrubadas, seguido por Rondônia, com 67,9 km², e pelo Pará, com 65,5 km², a menor derrubada de florestas no período. A cobertura de nuvens impediu a visualização de 32% da Amazônia Legal, segundo o Inpe.

O Deter monitora áreas maiores do que 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema também registra a degradação progressiva da floresta.

A dois meses do fechamento do calendário oficial do desmatamento (que vai de agosto de um ano e julho do outro), os dados do Deter mostram tendência de aumento da taxa anual de desmate. Entre agosto de 2010 e maio de 2011, a derrubada acumulada foi de 2.116,8 km², frente a 1.567 km² registrados no período anterior (agosto de 2009 a maio de 2010). Apesar da tendência, a taxa anual é calculada por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), e só deve ser divulgada em novembro.

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Mogno desaparece devido à exploração ilegal e irracional

O Diretor Regional de Auditoria e Controle Social e Autoridade Florestal (Abt), em La Paz, Silvia Mejia, adverte que a espécie começou a desaparecer na área florestal. “Há um declínio desta espécie e está em risco de desaparecer”.

fonte: CI Florestas

É uma floresta com características valiosas e ideal para trabalhos em madeira, por isso é altamente valorizada no exterior. Está entre as cinco espécies mais popular da floresta amazônica.

De acordo com a Abt, a quadrilha começou a ser explorada comercialmente desde meados da década de 50 do século passado e os móveis feitos a partir dele começaram a ser exportados a partir da década de 70, especialmente nos Estados Unidos. Atualmente, sua comercialização é restrita devido à densidade de árvores individuais em áreas protegidas é mínima e quase inexistente nas áreas de florestas para exploração.

O executivo da Federação dos Trabalhadores Artesanato e Madeira (Fatma) de El Alto, Germain Cota disse que os membros dessa entidade deixaram de produzir móveis de mogno com os anos porque não praticamente desapareceram do mercado.

“Esta situação (espécie cada vez mais escassos) nos obriga a sair em protesto”, diz Cota. Duas semanas atrás, a indústria saiu em marcha de protesto exigindo a madeira para móveis e exigindo do governo níveis mais elevados de controle para conter o contrabando.

Cota disse que devido à falta de madeira, as oficinas de 3.000 empresários da indústria em El Alto estão em risco de fechar. Study. Hoje, não existem dados específicos sobre a população de árvores de mogno. Pablo Antelo, presidente da Câmara Florestal Bolívia, que reúne empresas que operam legalmente, prevê que esta espécie que está sendo um dos mais negociadas no mercado corre o risco de ser praticamente extinta. O diretor regional da Abt advertiu que o contrabando de madeira continua no norte de La Paz.

Em fevereiro deste ano, o Director Nacional da Abt, Cliver Rocha informou que 43 mil metros cúbicos ilegais foram confiscados, o que equivale a 1.600 caminhões carregados do produto e queria deixar a Bolívia com destino a Peru e Brasil. “A soberania é violada, há cidadãos que tomam madeira estrangeira (caminhão) com placas do Brasil e outros países”.

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